27 de setembro de 2018

O Predador (2018)

O grande clássico O Predador de 1987 serviu para inserir  novo sangue ao subgênero "exercito de um homem só", onde filmes de ação protagonizados por homens casca grossas, dos quais dizimavam um exercito inteiro, dominavam os cinemas da época. No caso do filme dirigido por John McTiernan (Duro de Matar), havia um super grupo de soldados, onde praticamente quase todos eram atores que se destacavam nos filmes de ação da época e liderados pelo até então astro Arnold Schwarzenegger. Com uma direção perfeccionista, suspense na medida certa, além de cenas de ação muito bem filmadas, o filme se tornou um sucesso instantâneo  e de forma merecida.
Claro que não demorou muito para o estúdio Fox querer investir ainda mais no caçador alienígena e logo veio O Predador 2 que, embora não seja superior ao primeiro, deixava um gancho curioso para eventuais sequências. Mas é aí que vieram os problemáticos  Alien X Predador (2004 - 2007), cujo os  filmes nada mais eram do que puro caça níqueis e que nada acrescentaram ao personagem. Robert Rodriguez (Sin City), na época como produtor, até que tentou fazer um bom filme com Predadores (2010), mas a obra nada mais era do que uma releitura do clássico e perdendo assim sua personalidade própria.
Quando se achava que não haveria mais nenhum Predador a ser levado para o  cinema, eis que a Fox novamente surpreende ao insistir em sua pepita de ouro. Contrata o diretor e roteirista Shane Black, conhecido mais pelos roteiros da quadrilogia Maquina Mortífera, ter feito uma participação como um dos soldados do primeiro Predador e ter embarcado na direção em filmes como Beijos e Tiros e Homem de Ferro 3. Com esse curriculum Black cria em O Predador de 2018 um filme que não se esquece da obra original, onde remete sobre os tempos mais simples da década de 80, mas dando um passo em falso em fazer da obra um produto mais para ser degustado do que fazer um filme com personalidade própria e dizer para que veio.
Em tempos de nostalgia com relação aos anos 80, Shane Black segue essa tendência, não só fazendo a gente se lembrar a todo momento do clássico, como também inserindo elementos que nos faz lembrar de outros filmes daquele tempo. Isso ele já havia feito em Homem de Ferro 3, mas aqui ele meio que exagera, principalmente ao colocar, novamente, uma criança super dotada (Jacob Tremblay, de Extraordinário) e peça chave da trama. Nada contra a presença de jovens  talentos, porém, a sensação que me deu quando surgia o pequeno protagonista era como se eu estivesse assistindo a outro filme e dando a entender que essa  ideia foi incrementada no roteiro em última hora.
Com relação a ala adulta, Boyd Holbrook (Logan) até que se sai bem em meio aos efeitos visuais, correria e tiroteios, principalmente por carregar um ar de anti herói dos velhos tempos. Falando nisso, a trupe de mercenários que acabam caindo de para quedas na  história, rende alguns momentos engraçados e fazendo com que nos importemos com os seus destinos. O problema é aquele velho discurso de soldado herói dos anos 80, que aqui é usado a todo momento e soando inverossímil demais em tempos contemporâneos.
Mas tudo isso fica ainda pior mesmo no terceiro ato final da trama, onde ação remete elementos tanto do primeiro, como do segundo filme e gerando uma sensação de dejà vu no mal sentido. Para piorar, há praticamente dois finais nítidos na reta final da trama, sendo que o epílogo é uma proposta escancarada para que a franquia seguir novos rumos no cinema, mas soando também repetitiva e cansativa. Em tempos em que o cinema cada vez mais se sustenta com franquias sem fim, essa aqui se torna dispensável para não dizer esquecível.
O Predador (2018) pode até ser divertido em sua proposta mas que sofre da enorme sombra criada pelo grande clássico dos anos 80. 

CREED II - NOVO TRAILER

Michael B. Jordan, Sylvester Stallone e Tessa Thompson reprisam seus papéis, com direção de Caple Jr e produção executiva de Ryan Coogler

Saiu o novo trailer do aguardado longa Creed II, que conta com os astros Michael B. Jordan e Sylvester Stallone reprisando seus papéis como Adonis Creed e Rocky Balboa, respectivamente. O destaque do vídeo é a tensão que antecede a luta entre Adonis e seu mais novo rival: Viktor Drago, filho do lendário rival de Rocky, Ivan Drago. Já as artes trazem Adonis Creed e Rocky Balboa.

O longa, que tem previsão de estreia para 24 de janeiro de 2019 no Brasil, é a sequência do aclamado sucesso "Creed – Nascido para Lutar", de 2015, que arrecadou mais de US$ 170 milhões de bilheteria global.


Sobre o filme

A vida se tornou um ato de equilíbrio para Adonis Creed. Entre obrigações pessoais e treinamento para a próxima grande luta, ele encara o desafio de sua vida. Enfrentar um adversário com laços com o passado de sua família só intensifica sua batalha iminente no ringue. Rocky Balboa está lá ao seu lado e, juntos, Rocky e Adonis vão confrontar o legado que compartilham, questionar por que vale a pena lutar e descobrir que nada é mais importante que a família. Creed II é sobre voltar ao básico para redescobrir o que fez de você um campeão e lembrar que não importa para onde você vá, você não pode escapar da sua história.

Também reprisam seus papéis do primeiro filme: Tessa Thompson como Bianca, Phylicia Rashad como Mary Anne, Wood Harris como Tony "Little Duke" Burton e Andre Ward como Danny "Stuntman" Wheeler. O novo elenco é completado com Florian "The Big Nasty" Munteanu como Viktor Drago, Dolph Lundgren retornando ao papel de Ivan Drago e Russell Hornsby como Buddy Marcelle. Creed II será distribuído nos Estados Unidos pela MGM e a Warner Bros. Pictures distribuirá o filme internacionalmente.

Caple Jr. dirige a partir de um roteiro original escrito por Stallone baseado nos personagens da franquia Rocky. As filmagens ocorreram principalmente na Filadélfia, com localizações adicionais no Novo México.

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