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4 de julho de 2017

HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR, 2017 (crítica)

Com um toque a mais de inocência ao herói, Tom Holland se confirma com o melhor Spider-man dos Cinemas.
Estivemos na cabine de imprensa de Spider-Man: Homecoming nesta terça em Porto Alegre, onde o filme foi exibido para cerca de 40 jornalistas e críticos de Cinema. A recepção do seleto grupo de espectadores foi muito positiva, houve muitas risadas durante a exibição e momentos surpreendentes da trama.


A história está inserida no "universo" Marvel no contexto dos "Vingadores". O filme faz conexão com filmes do Homem de Ferro, Vingadores e Capitão-América: Guerra Civil. Sobretudo por este último, onde ocorre a primeira aparição do jovem Tom Holland como Homem-Aranha.

Na trama, após os episódios relatados no primeiro Vingadores, quando houve a grande batalha com alienígenas que invadiam Nova York, entre os escombros restam inúmeros artefatos da tecnologia alienígena. É quando surge Adrian Toomes (Michael Keaton), um empresário que busca trabalhar no recolhimento e reciclagem deste material. Quando seu projeto é cortado pelo Governo Americano e as empresa Stark (do Homem de Ferro), Adrian se torna o Abutre, o vilão que rouba os carregamentos com material alienígena, transforma em outras armas, misturando com tecnologia terráquea e vende para criminosos.

Ansioso por sua próxima missão junto aos Vingadores, Peter Parker / Homem-Aranha está ainda no colégio (o que equivaleria ao 2º ano do 2º grau). Assim, enfrenta dramas adolescentes e tem em volta o que vem a ser seu escudeiro e melhor amigo, Ned (Jacob Batalon). O centro de seu drama é o desejo por mostrar seu valor e o quanto pode ser responsável para Tony Stark / Homem de Ferro (Robert Downey Jr), para que possa ser um integrante oficial dos Vingadores.

Interessante aqui é que, apesar de querer protejer sua tia May (Marisa Tomei), não contando que ele é o herói aracnídeo, o filme não fala nada do famoso tio Ben (grande referência nas histórias do Homem-Aranha), nem aos pais de Peter, nem o porquê de só viverem os dois na mesma casa.

Como o "amigo da comunidade", Peter passa os dias de Spider-Man, ajudando senhoras a encontrar endereços, a tirar gatos de árvores, evitar pequenos assaltos. Até que num certo dia ele se depara com um assalto a banco eletrônico onde os bandidos estão usando as armas com tecnologia alienígena.

Ao tentar avisar Tony Stark sobre o ocorrido através de seu guarda-costas Happy Hogan (Jon Favreau), Peter percebe que ninguém o leva a sério e tenta resolver o problema por conta própria. É assim que ele chega ao Abutre.
Resumindo, eis a trama do filme: a necessidade de Peter amadurecer e mostrar valor para entrar para os Vingadores, enfrentando um vilão disposto a liquidá-lo de vez, enquanto enfrenta as dificuldades de convívio adolescente no colégio.

É de praxe a Sony investir pesado no elenco de seus filmes de super-heróis para garantir, pelo menos boas atuações, caso a trama / roteiro não sejam tão bons. O que chama mais a atenção é que, além do roteiro ser bom e as atuações ótimas, Tom Holland brilha em seu personagem, de maneira cômica e mais ainda cativante.

A edição tem ótimas referências a outros filmes e, junto com a trilha sonora, segue a linha de criar referências do "anos 80" para os fãs que já tem entre 30 e 40 anos de idade, principalmente a música tema, uma variação do clássico tema de Spider-Man de 1967. Não quero fazer spoilers, mas há uma cena ao estilo do final de "Curtindo a Vida Adoidado" em que ele atravessa os pátios de várias casas correndo que ficou sensacional.

Apesar de novato nos cinemas, o diretor Jon Watts ( se mostrou bastante capaz ao dar sua visão sobre o roteiro de Jonathan Goldstein e John Francis Daley (ambos de Férias Frustradas, 2015). O que fica mesmo é o sentimento de que realmente Tom Holland se afirma como o melhor Homem-Aranha dos Cinemas e o que o filme deixa um gostinho de quero mais, e logo!

Confiram o trailer abaixo. Até a próxima!

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