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29 de junho de 2016

Independence Day 2: O Ressurgimento

Quando Independence Day foi lançado em 1996, o clima de patriotismo e invencibilidade dos americanos era fortíssimo, tanto que nem se importavam se o discurso deles fosse bem piegas. Após 11 de Setembro, o mundo mudou, se tornando mais global, ao ponto que aquele filme, além de muitos da década de 90, ficaram meio que datados, para não dizer ridículos. Vinte anos depois surge finalmente esse Independence Day 2: O Ressurgimento, do qual nada mais é do que uma releitura do original e se entregando ao lado bobo da narrativa daquele tempo.
Os sobreviventes de 1996 reconstruíram a terra e com ajuda da tecnologia alienígena que ficou abandonada. Porém, novamente os aliens retornam com força total, através de uma gigantesca nave que aterrissa e cobrindo boa parte da terra. Novamente, os seres humanos de várias nações  precisam unir forças para combater os invasores antes que seja tarde demais.
Basicamente é isso a trama, sem muitos rodeios e partindo para o principal, que é entreter o cinéfilo que for assistir. O problema é encarar uma trama tão boba, da qual não tem vergonha de assumir que ela é exatamente isso. No decorrer da trama, por exemplo, há inúmeros momentos em que ela tira sarro do próprio gênero, desde ao fato de sempre cidades conhecidas, ou monumentos conhecidos, serem sempre destruídos primeiro, ou então de sempre haver a preocupação em não deixar o cachorro para trás.
Durante os anos após o filme original, Roland Emmerich se especializou na criação de filmes catástrofes, desde O dia depois do Amanhã e 2012, mas com personagens que não nos importávamos muito se fossem viver ou morrer de tão dispensáveis que eram. Aqui, alguns personagens do filme original retornam (com exceção do personagem de Will Smith) e fazendo com que isso seja o único elo que faça com que nos importamos com eles. A surpresa fica por conta do retorno do cientista Brakish Okun (Brent Spiner) do qual aparentemente havia sido morto no filme original e se tornando o personagem mais engraçado da trama, com o direito até mesmo de ser revelado um lado pessoal da sua pessoa.
Mas se há o retorno dos veteranos, é claro que haveria o surgimento de uma nova geração de personagens, mas que infelizmente não são nada interessantes. Se há o herói bad boy (Liam Hemsworth), tem a mocinha (Maika Monroe), filha do ex-presidente (Bill Pullman, mais caricato do que nunca) e que faz parzinho com o primeiro, mas que não nos atrai essa relação nenhum pouquinho. O mesmo se pode dizer de Dylan Hiller (Jessie Usher), do qual só está ali unicamente porque Will Smith não topou retornar para o seu personagem, e ter transformado o jovem no filho dele, foi uma escolha acertada, porém desperdiçada.
Dessa salada toda sem carisma, o único que se salva é o próprio Jeff Goldblum, por assumir descaradamente o fato de estar participando de um filme tão bobo e, portanto as principais piadas da trama são protagonizadas por ele mesmo, com o direito de tirar sarro das situações absurdas que acontecem. Absurdo é talvez a palavra chave que domina o filme, pois nunca se viu uma nave tão gigantesca no cinema, ao ponto de cobrir vários países e quebrando qualquer lógica dessa situação. Mais me parece uma representação do ego do cineasta Roland Emmerich, ou então tenha decidido jogar tudo para o ar e fazer o que bem entender na tela.
Com um ato final cheio de ação e que se torna  a melhor coisa do filme, Independence Day 2: O Ressurgimento é um filme bobo e divertido, daquele que irá passar na tv numa tarde qualquer da vida e logo será esquecido, pois não podemos forçar os nossos cérebros e levar muito a sério isso. 
 

27 de junho de 2016

DICA DE CINEMA

INDEPENDENCE DAY: O RESSURGIMENTO
23 DE JUNHO NOS CINEMAS
Verifique a Classificação Indicativa


SOBRE O FILME

Distribuidora: Fox Film
Gênero: Ação
Direção: Roland Emmerich
Elenco: Jeff Goldblum, Maika Monroe, Liam Hemsworth
Sinopse: Nós sempre soubemos que eles voltariam. Depois de Independence Day redefinir o gênero de filmes de desastres, o próximo épico capítulo leva a uma catástrofe global em escala inimaginável. Usando a tecnologia alienígena recuperada, as nações da Terra têm colaborado em um programa de defesa imenso para proteger o planeta. Mas nada pode nos preparar para a força avançada e sem precedentes dos alienígenas. Somente a ingenuidade de alguns valentes homens e mulheres pode trazer nosso mundo de volta da beira da extinção.



15 de junho de 2016

INVOCAÇÃO DO MAL 2



Uma das coisas que eu gostei em Invocação do Mal é da obra possuir inúmeros ingredientes de que se usava para se fazer filmes de horror de antigamente. Nada de sangue ou violência explicita, mas sim uma atmosfera gótica, onde luz, sombras, ruídos, vozes amedrontadoras e portas que se abrem e fecham sozinhas criam um cenário opressor. Agora em Invocação do Mal 2, esses ingredientes retornam com força total e ao mesmo tempo se casando com uma realidade mais crua com relação aos fatos verídicos.
Novamente dirigido por Janet Hodgson, o filme retrata a dura vida de uma mãe separada (Frances O'Connor) e de seus quatro filhos num bairro de Londres. A filha caçula Janet (Madison Wolfe) começa a andar sonâmbula, falar com outra voz, causar manifestações dentro da casa e despertando o interesse da mídia. A situação vai até o casal de peritos no assunto Lorraine (Vera Farmiga) e Ed Warren (Patrick Wilson) que, ao mesmo tempo em que aceitam a investigação mandada pela igreja, eles mesmos tem que enfrentarem os seus próprios temores.
Se no filme anterior a reconstituição de época (anos 60) era ótima, aqui a reconstituição do ano de 1977 não é somente perfeita, como ela é crua e realista. A casa onde a família vive, por exemplo, ela é suja, simples e fazendo a gente crer naquela realidade sendo afetada por estranhos acontecimentos. Ao mesmo tempo o filme é hábil ao introduzir elementos do que acontecia na época, desde o que acontecia com o governo Inglês, como também a moda e as músicas de sucesso.
Essa realidade da qual nos identificamos facilmente faz com que os momentos de horror se tornem mais eficazes, mas ao mesmo tempo criando um clima de incerteza, pois eles podem ser algo vindo do além, como também vindo de mentes fracas pedindo atenção. Ponto para o cineasta Hodgson, pois embora ele nos reapresente o casal protagonista em uma situação fantasmagórica do passado, isso não signifique que suas próximas missões sejam realmente genuínas. Do primeiro ao segundo ato, somos apresentados situações da quais podem soar verdadeiras, como também fruto de uma mente fraca.
Até que os verdadeiros fatos surgem na mesa, somos brindados com o melhor de um filme de horror de qualidade. Hodgson cria um verdadeiro palco para a criação de um momento do qual se irá criar o momento de terror puro e que nos faz pular da cadeira facilmente. Se a imagem da boneca Annabelle (que teve até mesmo o seu próprio filme) nos deixava apreensivo, o que dizer então da imagem sombria e amedrontadora de uma misteriosa freira, da qual tanto surge no fundo de um corredor, como também de um quadro inanimado, mas não menos terrível de ser visto. Atenção para a cena em que essa personagem se mistura com o quadro em meio às sombras, simplesmente assustador e eficaz.
Outra genialidade vinda de Hodgson é dele criar planos sequências onde ele nos apresenta o cenário dos acontecimentos. Em muitos momentos a sua câmera começa a focar por cima, para logo em seguida baixando, entrando na casa, nos apresentando cada um dos seus personagens e explorando minuciosamente o lugar em que eles vivem. Não há parede ou janela que interfira na aproximação da câmera, como se ela própria fosse à entendida invadindo aquele lugar.
Assim como no filme anterior, o casal Lorraine e Ed são as almas do filme, principalmente Lorraine. Interpretada novamente com intensidade por Vera Farmiga, Lorraine nos passa todo o peso da responsabilidade de possuir um dom, do qual pode ajudar inúmeras pessoas, mas ao mesmo tempo por em risco, tanto da sua vida, como também a do seu marido. Ambos em cena sentimos uma química perfeita e fazendo a gente desejar que nada de ruim aconteça com eles.
O ato final, realidade e fantasia se chocam e nos brindando com inúmeros momentos angustiantes e colocando a força de vontade dos personagens em cheque. Embora esse ato nos empolgue do começo ao fim, infelizmente ele sofre do mesmo mal do filme anterior, ao nos apresentar o final desse conflito de uma forma bem resolvida e forçando a gente sair do cinema com aquela sensação de que poderia ser menos reconfortante aqueles minutos finais. Para quem gosta de ficar assistindo os créditos finais, recomendo assisti-los, pois eles mostram cenas reais dos verdadeiros fatos dos quais esse filme se baseou, sendo que esses sim, acabam sendo mais arrepiantes dos que as cenas finais da trama. 
Embora com esse deslize, Invocação do Mal 2 cumpre o seu dever com louvor, ao não nos pregar sustos com facilidade, mas sim nos brindando com um cenário reconfortante, para que ele gradualmente se torne o mais puro pesadelo.

13 de junho de 2016

DICA DE CINEMA

TARTARUGAS NINJA - FORA DAS SOMBRAS
16 DE JUNHO NOS CINEMAS
Não recomendado para menores de dez (10) anos.

SOBRE O FILME
Direção: Dave Green
Elenco: Megan Fox, Stephen Amell, Laura Linney, William Fichtner, Alessandra Ambrósio, Johnny Knoxville, Will Arnett
Sinopse: Michelangelo, Donatello, Leonardo e Raphael voltam aos cinemas para uma batalha ainda maior, com vilões da pesada e com a ajuda de April O'Neil (Megan Fox), Vern Fenwick (Will Arnett), e o recém chegado justiceiro Casey Jones (Stephen Amell). O mundo fica em perigo depois que o supervilão Shredder foge da justiça e junta forças com Baxter Stockman (Tyler Perry), um cientista louco que arquiteta um plano diabólico para conquistar o mundo junto com seus dois capangas, Bebop (Gary Anthony Williams) e Rocksteady (WWE Superstar Stephen "Sheamus" Farrelly). À medida que as Tartarugas se preparam para combater Shredder e sua nova equipe, eles se deparam com um inimigo ainda maior do que imaginavam: o terrível Krang.


10 de junho de 2016

Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos

Os anos 90 foi um período em que houve inúmeras tentativas de levar adaptações de vídeo games para o cinema, mas que os resultados saíram desastrosos. Naquele período, os jogos de vídeo games eram superiores aos Ataris dos anos 80, mas mesmo assim, não possuíam uma trama que se comportasse de forma correta num filme de duas horas. Se naquele tempo era complicado, hoje a situação ainda é mais complicada, pois os jogos se tornaram realistas, ao ponto de ser realmente um filme, mas que você controla os personagens e numa jornada de várias horas de entretenimento.

Sendo assim, para que então fazer adaptações para o cinema desses jogos se eles próprios já são praticamente um filme de longuíssima duração?

O cinema americano, graças a sua escassez de falta de idéias originais, busca meios para gerar novas franquias e para assim gerar novos lucros. Levou tempo, mas eles conseguiram graças aos estúdios Marvel, por exemplo, construir franquias milionárias com as adaptações das HQ e que tão cedo não irá acabar. Mas a ambição fala mais alta e é aí que surge mais uma tentativa para uma adaptação de um jogo de vídeo game para as telas  e o novo candidato é  Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos.
Dirigido por Duncan Jones (Lunar), acompanhamos o embate entre humanos e orcs, sendo que esses últimos vieram ao mundo mágico da terra dos homens através de um misterioso portal. Entre os guerreiros com dentes grandes se encontra Durotan (Toby Kebbell), que acredita estarem no caminho errado da história e deseja criar uma aliança com o reino dos homens. Contudo, ambições e traições aos milhares fazem com isso gere mais conflito.
Pois bem, para começo de conversa nunca joguei Warcraft, mas prefiro não ter essa vantagem, pois fiquei livre em não ficar perdendo tempo em fazer comparações com a sua fonte de origem. Portanto, assistir ao filme, e analisá-lo, se tornou bem mais fácil, ao ponto de não ficar perdendo tempo com as possíveis readaptações que possivelmente os fãs mais ferrenhos irão se incomodar. Mas se por um lado não perdi tempo me incomodando com isso, por outro, fiquei fisgando a todo o momento momentos da trama que me lembravam outros filmes, até mesmo os mais recentes.
Para começar, não há como negar que Warcraft bebe muito da fonte do universo visto em O Senhor dos Anéis, sendo que, anões e elfos, mesmo que vistos brevemente, estão ali em momentos que me fizeram lembrar a já clássica trilogia. E se temos o universo criado pelo escritor Tolkien como referencia, não há como negar que o mundo de Azeroth, por vezes, lembra o planeta de Avatar, pois até mesmo vi em alguns instantes umas montanhas flutuantes, sendo elas muito parecidas com as que foram vistas na super produção de James Cameron. E se isso só já não é o bastante, há uma porção de referências ao velho e antigo testamento, sendo uma delas uma referência explicita ao libertador dos hebreus Moises.
Claro que isso não torna um defeito do filme, pois não é a primeira e nem será a última vez em que veremos uma obra se sustentar através de idéias já aproveitadas em outras obras. O que torna o filme rico, em termos técnicos, por exemplo, são sem sombra de dúvida os Orcs. Criados através pela capturas de movimento, o realismo visto aqui é algo semelhante com o que foi visto em Avatar, sendo que, se tivesse sido lançado pouco tempo depois da obra de Cameron, o impacto seria ainda maior.
Mas, se por um lado os efeitos impressionam, as interpretações dos atores reais vistos na tela soam um tanto que artificiais. No princípio, se percebe a dificuldade de alguns atores ao contracenarem com os personagens digitais, sendo que, durante a produção, logicamente eles contracenaram com o nada. Bom exemplo disso é o desempenho do ator Travis Fimmel (da série Vikings), que embora seja um bom ator, parece que a todo o momento ele se encontra travado, até mesmo nas cenas das quais se exige mais dramaticidade. Curiosamente, Dominic Cooper (Drácula: A História não Contada) do qual eu sempre considerei um ator regular, acaba impressionando como rei de Azeroth, principalmente nos momentos finais da trama.
É bom lembrar que, embora ação seja o grande chamariz da trama, o cineasta Duncan Jones foi habilidoso em dar espaço para o melhor desenvolvimento dos seus personagens, principalmente quando eles colocam pra fora o seu lado mais humano em situações de desespero. Medivh (Ben Foster) possui um momento tocante, onde revela um pouco do seu passado e demonstra total peso que sente nas costas devido a sua responsabilidade. Mas talvez o meu personagem preferido seja mesmo Garona (Paula Patton), uma guerreira que possui o sangue dos dois mundos e que carregará o grande fardo de uma grande consequência, que é disparado o melhor momento do filme.
Mesmo com duas horas, infelizmente o filme tem pouco tempo para desenvolver melhor tantos personagens. Porém, se percebe alguns cortes dos quais são bem nítidos e dando a entender que o filme deveria ter sido mais longo do que foi visto nas telas do cinema. Provavelmente veremos uma edição especial do filme futuramente.
Com final em que possui inúmeros ganchos para uma possível sequência, Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos tem o potencial para o nascimento de uma grande franquia. Resta saber se o público em geral irá aceitar, tanto os seus acertos, como também os seus defeitos.  
 

8 de junho de 2016

DICA DE CINEMA

TRUQUE DE MESTRE: O SEGUNDO ATO
ASSISTA NOS CINEMAS
Consulte Classificação Indicativa

Estreia: 09/06/2016
Direção: Jon M. Chu
Elenco: Daniel Radcliffe, Mark Ruffalo, Morgan Freeman, Jesse Eisenberg, Dave Franco, Lizzy Caplan, Woody Harrelson e Michael Caine
Sinopse: Após enganar o FBI um ano antes, o grupo de mágicos é forçado a se reunir mais uma vez e realizar uma nova série de golpes elaborados que culminarão na maior ilusão que já fizeram até agora.

3 de junho de 2016

DICA DE CINEMA

WARCRAFT - O PRIMEIRO ENCONTRO DE DOIS MUNDOS
2 DE JUNHO NOS CINEMAS
Verifique Classificação Indicativa

SOBRE O FILME
Sobre: Da Legendary Pictures e Universal Pictures chega aos cinemas o filme Warcraft, uma aventura épica sobre conflitos em um mundo à beira da colisão baseado no fenômeno global da Blizzard Entertainment.

O reino pacífico de Azeroth está à beira de uma guerra enquanto sua civilização enfrenta uma raça temível de invasores: guerreiros Orcs fugindo de sua casa moribunda para colonizar um novo lugar. Enquanto um portal se abre para conectar os dois mundos, um exército enfrenta destruição e o outro enfrenta a extinção. De lados opostos, dois heróis são colocados em um caminho de colisão que irá decidir o destino de suas famílias, seu povo e seu lar.

Então, uma saga espetacular de poder e sacrifício começa, onde a guerra tem muitas faces, e todos lutam por algo.

Dirigido por Duncan Jones (Lunar e Contra o Tempo) e escrito por Charles Leavitt e Jones, o filme que conta com os atores Travis Fimmel, Paula Patton, Ben Foster, Dominic Cooper, Toby Kebbell, Ben Schnetzer, Rob Kazinsky e Daniel Wu é uma produção da Legendary Pictures em parceria com a Blizzard Entertainment e Atlas Entertainment.

Os produtores são Charles Roven, Thomas Tull, Jon Jashni, Alex Gartner e Stuart Fenegan. Jillian Share, Brent O’Connor, Michael Morhaime e Paul Sams são os produtores executivos. Rob Pardo, Chris Metzen, Nick Carpenter e Rebecca Steel Roven co-produzem. Warcraft sera lançado pela Universal Pictures.

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