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17 de maio de 2016

X-MEN: APOCALIPSE


E lá se vão mais de 15 anos desde que Bryan Singer (Os Suspeitos) introduziram os heróis mutantes para o cinema e que deu início a febre das adaptações das HQ. Foram cinco filmes com a equipe e mais dois filmes solo com o seu personagem popular Wolverine.  Mesmo com as suas perfeições, houve claro algumas irregularidades ao longo desse percursso na saga e o pouco desses dois mundos se encontra em X-Men: Apocalipse, mas que o resultado final diverte e não desanima.
Dez anos se passaram desde que o  mundo descobriu que os mutantes realmente existem. Estamos em 1983, onde a sociedade oitentista convive com os mutantes, mesmo ainda existindo o preconceito acalorado contra eles. Porém, o primeiro mutante do planeta desperta e deseja que a sua raça se torne os donos do planeta.
Pois bem, para começar, uma coisa que eu sempre me preocupou (desde X-Men: O Confronto Final) foi a insistencia dos produtores colocarem inúmeros personagens na tela, que  além de prejudicarem o ritmo da trama, poderiam ser facilmente descartados, pois nada acrescentam. Felizmente não é o que acontece exatamente aqui, pois além de velhos conhecidos como Ciclope (Tye Sheridan), Fenix (SophieTurner), Tempestade (Alexandra Shipp) e Noturno  (Kodi Smit-McPhee) serem reentroduzidos na saga, os demais personagens surgidos na segunda trilogia, como Mistica (Jennifer Lawrence) e até mesmo Destrutor (Lucas Till) tem suas presenças respeitadas e tendo tempo necessário para o melhor desenvolvimento de cada um deles. O mesmo não pode se dizer de personagens como  Psylocke (Olivia Munn) e Jubileu (Lana Condor), que embora tenham visuais fieis se comparado as HQ, por outro lado pouco elas são desenvolvidas, sendo que essa última poderia facilmente ser descartada da trama.
Falando em trama, Singer novamente foi esperto em focar o principal elemento de sucesso da franquia: mutantes vs preconceito, sendo que isso é muito bem representado novamente pelo personagem Eric/Magneto (Michael Fassbender),que sofre novamente o duro golpe vindo de pessoas que simplesmente tem medo ou não querem entender as pessoas que são diferentes como ele. Fassbender novamente dá um show de interpretação e uma vez que ocorre esse ato protagonizado por ele nós já estamos mais do que fisgados pela trama.
Já sua contraparte Charles Xavier / Professor X (James McAvoy) demonstra um amadurecimento definitivo e fazendo a gente crer que realmente ele venha se tornar o professor X interpretado por  Patrick Stewart   da trilogia original. Embora o seu desempenho visto no filme anterior  (Dias de um Futuro Esquecido)  ainda seja o melhor, McAvoy demonstra segurança e uma dose de seriedade dentro desse gênero fantástico. Como não poderia deixar de ser, as cenas de MacAvoy e Fassbender sempre se torna um aperetivo a mais na trama.
Sendo que o preconceito sempre foi o principal vilão da franquia, eu sempre achei que introduzir um vilão poderoso como Apocalipse seria um tanto que desnecessário, mas eis que ele finalmente surge. Intepreado por Oscar Isaac (Star Wars: O Despertar da Força), Apocalipse tem uma única ambição: devastar a terra e fazer com que os mutantes dominem o novo mundo reerguido por eles. Ou seja, tipico plano de vilão megalomaníaco e que somente não se tornou caricato graças ao esforço de Issaac, mesmo com todo o peso da maquiagem em seu rosto.
Se as intenções do vilão não convencem, pelo menos elas rendem inúmeras cenas de ação que, embora virtiginosas em alguns momentos, elas rendem bom entreterimento. Cada um dos personagens usa os seus poderes ao máximo e gerando um verdadeiro contraste se comparado ao que foi visto lá atrás em X-Men: O filme. Porém, nada se compara a maravilhosa cena em que Peter / Mercúrio (Eva Peters) novamente usa a sua velocidade ao máximo para fazer uma boa ação e nos brindando com a melhor e mais divertida cena de todo o filme.
Tendo ainda uma bela participação de um velho mutante conhecido nosso, X-Men: Apocalipse cumpre o seu dever de encerrar essa segunda trilogia dos mutantes com dignidade, mesmo com todos os percalços e que poderia gerar um desastre total. 


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