Parceria

26 de fevereiro de 2016

A GAROTA DINAMARQUESA

 Subestimei Eddie Redmayne quando eu o vi pela primeira vez em Sete Dias com Marilyn, pois a sua atuação era opaca perante o talento de Michelle Williams que interpretada um ícone imortal naquele filme. Porém, tive que engolir as minhas próprias palavras quando vi o mesmo jovem ator no filme A Teoria de Tudo e cuja sua interpretação extraordinária lhe garantiu o seu primeiro Oscar na carreira. Tudo é questão de oportunidade para determinados atores mostrarem o seu verdadeiro talento e não me admira que Eddie Redmayne venha a ganhar o seu segundo Oscar consecutivo pelo filme A Garota Dinamarquesa.
Baseado em fatos verídicos, Redmayne interpreta o bem sucedido pintor Finar Mogens que, casado com a também pintora Gerda (Alicia Vikander), ambos possui uma vida corriqueira pelo mundo das artes. Porém, quando Gerda pede ao seu marido posar com um vestido, Finar imediatamente começa a ter prazer em se vestir como mulher. Não demora muito para descobrimos de que se trata de outro lado do pintor que estava adormecido há muito tempo e que agora despertou.
Talvez a construção dos personagens seja o ponto mais forte do filme como um todo, pois uma vez eles sendo apresentados para nós, imediatamente ficamos encantados pela forma como eles enxergam o mundo que os rodeia. Gerda enxerga a sua realidade como uma forma curiosa, o que lhe faz criar os seus quadros de sua maneira. Já Redmayne possui uma curiosidade com relação a tudo em volta, não só para encontrar algo para pintar, mas para talvez sentir algo guardado dentro de si. Uma vez que Redmayne começa a ter obsessão pelos vestidos de sua esposa, imediatamente percebemos um conflito interno através do seu olhar, como se ele tivesse tentando travar algo para que não saia pra fora. Uma vez que seu outro lado acorda, imediatamente percebemos que há dois seres em um único corpo e uma batalha interna se tem início. Eddie Redmayn simplesmente dá um show de interpretação, cujo seus gestos, cacoetes e olhares falam por si de uma forma assombrosa e realística.
Porém, Alicia Vikander se sobressai em muitos momentos, chegando até mesmo ser a verdadeira protagonista da trama. O caso que a sua Gerda seria uma representação dos nossos olhos perante uma situação inusitada, ao ver a pessoa que ela tanto ama começar a mudar radicalmente de uma forma aparentemente inexplicável. Contudo, percebemos que Gerda é uma pessoa resolvida perante o mundo do qual vive e possuindo o amor que sente pelo seu marido, a situação não se torna algo insuportável, mas sim como um desafio, do qual ela deva aceitar pacificamente e para só assim viver até o fim com o seu amor.
Visualmente, o filme possui uma reconstituição de época perfeita, principalmente dirigido por alguém como Tom Hooper, acostumado a fazer filmes de época deslumbrantes, principalmente em obras como Os Miseráveis. Edição de arte, fotografia e, principalmente figurino, não são meros detalhes para trama, como também reflexos das personalidades dos personagens e fazendo com que cenários e protagonistas se tornem um único ser em cena. Aliás, é sempre interessante observamos uma época como essa que se passa a trama, já que questões como transexualismo eram visto como tabus, ou até mesmo doença e provando que a nossa sociedade atual evoluiu com relação a esses assuntos, mesmo que ajam alguns por ai que infelizmente tentam provam ao contrário.
Sendo um filme que nos envolve emocionalmente, principalmente com relação aos destinos dos personagens, A Garota Dinamarquesa é sobre a luta de alguém em querer ser algo que sempre desejou ser por completo, mas que precisa fazer uma longa caminhada para alcançar os seus tão sonhados objetivos.

BATMAN vs SUPERMAN: PRÉ-VENDA DE INGRESSOS

INGRESSOS ESTARÃO À VENDA A PARTIR DE 10 DE MARÇO.

Fãs terão a chance de assistir ao aguardado longa do diretor Zack Snyder antes de seu lançamento nacional.
A Warner Bros. Pictures anunciou a pré-venda de ingressos para 10 de março do aguardado longa do diretor Zack Snyder, Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Além disso, os fãs ainda terão a chance de garantir um lugar na sessão antecipada do dia 23 de março, a partir das 20h. Mais informações sobre os ingressos e programação poderão ser obtidas no site oficial das redes de cinema em breve.

Batman vs Superman: A Origem da Justiça, com Ben Affleck (“Argo”) atuando como Batman/Bruce Wayne e Henry Cavill, repetindo seu papel como Superman/Clark Kent. está previsto para estrear no Brasil em 24 de março de 2016, em 2D e 3D e em cinemas selecionados em IMAX 3D.

DICA DE CINEMA

AMOR EM SAMPA
25 DE FEVEREIRO NOS CINEMAS
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ESTREIA: 25/02/16
Distribuidora: Elo Company
Gênero: Comédia Romântica
Direção: Carlos Alberto Riccelli e Kim Riccelli.
Elenco: Bruna LombardiEduardo Moscovis, Rodrigo Lombardi, Mariana Lima. 
Sinopse:  Uma divertida comédia em que cada um busca seu sonho, o amor e a felicidade do seu jeito. 
A modelo Lara se enrosca com o taxista Cosmo, mas ela quer mesmo é um marido rico. O super fashion Raduan quer casar com o enrustido Ravid, mas antes exige que ele assuma a relação. Carol e Mabel, duas amigas aspirantes a atriz, disputam um papel na peça e na cama do diretor Matheus. O ambicioso Lucas tenta seduzir a rica empresária Aniz, mas ela prepara um contragolpe. O publicitário Mauro quer mostrar para Tutti que a paixão ainda é possível, e que com o amor, até uma cidade pode mudar.

24 de fevereiro de 2016

DEADPOOL (2016)

Quando assisti ano passado Os Vingadores: Era de Ultron, achei um ótimo filme, mas quando começa a revê-lo, percebe que a fórmula talvez já esteja cansando. Quando um gênero faz sucesso, Hollywood o usa de todas as formas para conseguir dinheiro, ao ponto de esgotá-lo, assim como aconteceu com o próprio faroeste. Porém, ainda há esperança, quando surge um filme para, não somente reinventar o gênero, como também criticá-lo da forma como ele se encontra atualmente e Deadpool veio para dar uma sacudida de uma forma jamais vista.

Para começar, não se pode assistir ao filme levando ele a sério, pois o próprio roteiro faz questão de momento algum fazer com que isso aconteça. A trama já começa nos jogando numa imagem em câmera lenta enlouquecedora que, já dá uma pista do que virá a seguir. Porém, ninguém e nem aquele fã mais fanático por HQ está preparado para o protagonista que surge de uma forma até então inédita para o gênero.

Criado em numa das piores épocas das HQ (os anos 90) Deadpool foi gradualmente se tornando um personagem divertido, sarcástico, completamente louco e uma verdadeira metralhadora de palavras das quais ficamos imaginando como ele tem a capacidade de falar tantas coisas então pouquíssimo tempo. Não demorou muito para ele ser levado para o cinema interpretado pela primeira vez por Ryan Reynolds, mas de uma forma desastrosa em Wolverine: Origens. Coube, então, ao próprio interprete arregaçar as mangas, investir como produtor e roteirista, contratar um novato na direção (Tim Miller) e com um orçamento curto criar o filme dos seus sonhos.

Deadpool somente existe graças à persistência de Reynolds, onde o ator simplesmente desaparece dando lugar a essa criatura vermelha cheia de charme. Para o deleite dos cinéfilos em busca de algo inusitado, o personagem a todo o momento quebra a quarta parede, ou seja, falando com o espectador em meio à situação e soltando piadas das quais todos riem. Acredite o personagem não poupa ninguém, nem mesmo personagens como Wolverine, a cronologia confusa da franquia X-men e até mesmo personagens da casa rival DC do qual sobra para Batman e até para Lanterna Verde, que o próprio Reynolds já havia interpretado no cinema.

Entretanto, estamos falando de cinema e somente jogar o personagem como ele é, talvez não fosse o suficiente para atrair a massa. Acontece que o próprio já tira sarro do fato de ter que precisar de um elo emocional, ou seja, do personagem ter um romance e um drama, do qual ele namora uma bela garota Vanessa Carlysle (a brasileira Morena Baccarin), mas que, ao mesmo tempo, descobre que tem câncer e decide partir para achar uma cura. É ai que surge o diabo do personagem Ajax (Ed Skrein), que cura seu câncer, lhe transformando num super soldado, mas ao mesmo tempo deformando o seu corpo e rosto.

É aí que talvez se encontre a parte mais irregular do filme, pois quando era para ser piada a todo o momento, o filme escorrega um pouco ao injetar momentos dramáticos em sua origem, para logo em seguida já começar as piadas a torto e a direito, como se essa mudança de tom da trama não significasse nada para o cinéfilo. Proposital ou não, após esse deslize, o filme entra numa quinta marcha e acelera tanto que, além das piadas politicamente incorretas, o filme se encarrega a todo o momento em inserir músicas clássicas dos anos oitenta e criando então uma sensação de pura nostalgia, o que foi muito bem visto em Guardiões da Galáxia.

E, para deleite dos fãs dos X-Men, além das habituais referências ao universo dos mutantes, surge aqui um Colossus do qual sempre deveria ter sido usado no cinema. Interpretado agora por Andre Tricoteux, o personagem surge sempre falando, com um carregado sotaque russo e sempre querendo levar Deadpool para o grupo ou tentando dar uma lição de moral a ele. Embora seja a melhor versão até aqui do personagem no cinema, Colossus também pode ser interpretado aqui como uma forma de piada com relação ao gênero de super herói, pois a todo o momento ele se apresenta como um ser incorruptível e só faltando dizer a Deadpool que comer verdura faz bem ao crescimento.

Com muita violência, sexo, sangue, e com um final, cujo cenário tira o maior sarro dos filmes dos Vingadores, Deadpool talvez venha para nos dizer para deixarmos de sermos ingênuos e não levarmos tanto a sério o gênero do qual ele pertence ou, talvez, venha nos dizer que o gênero corre sérios riscos de ser extinto pelas suas próprias formulas usadas a exaustão. Seja como for, Deadpool está rindo da situação.

17 de fevereiro de 2016

DICA DE CINEMA

DEADPOOL
ASSISTA HOJE NOS CINEMAS
Verifique a Classificação Indicativa

SOBRE O FILME
ESTREIA: 11/02/16
Distribuidora: Fox Film
Gênero: Ação
Direção: Tim Miller
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Ed Skrein, T J Miller, Gina Carano, Brianna Hildebrand
Sinopse: Baseado no anti-herói não convencional da Marvel Comics, Deadpool conta a história da origem do ex-agente das Forças Especiais que se tornou o mercenário Wade Wilson. Depois de ser submetido a um desonesto experimento que o deixa com poderes de cura acelerada, Wade adota o alter ego de Deadpool. Armado com suas novas habilidades e um senso de humor negro e distorcido, Deadpool persegue o homem que quase destruiu sua vida.

O FILHO DE SAUL

Em filmes recentes, como Quarto do Jack ou o filme O Regresso, o protagonista se prende no amor ou na vingança e faz disso uma forma de se manter vivo para assim alcançar os seus objetivos. Isso faz com que o personagem não se enfraqueça perante os obstáculos, pois às vezes o mundo em volta é deveras traiçoeiro. Nesse filme Húngaro, O Filho de Saul, a muleta para manter o protagonista ainda respirando em meio ao horror é por vezes surreal, mas ela funciona para fazê-lo seguir em frente, mesmo por mais absurdo que seja, pois a sua própria realidade em volta já se encontra terrivelmente desoladora.
A trama é simples: Saul (Géza Röhrig) é um judeu que trabalha num campo de concentração, onde o seu principal trabalho é limpar as salas de cremação onde se encontravam antes inúmeros judeus. Entre os inúmeros cadáveres que ele encontra pela frente em uma das salas de cremação, ele encontra um corpo de uma criança, da qual ele começa acreditar que seja o seu filho e começa então uma luta pessoal para ele dar um fim digno ao corpo.
Gradualmente, percebemos que o protagonista usa essa situação do qual ele inventou para se manter vivo, ou então buscar uma redenção pessoal a muito perdida em sua vida. Mais de que uma jornada de um homem em meio ao horror é uma jornada para manter a mente sã, para sim não enlouquecer e perder a sua humanidade. Motivos para desistir de tudo não faltam no decorrer da obra, o que faz dela angustiante perante aos nossos olhos.
Assim como em filmes recentes como o já citado O Regresso, o diretor estreante László Nemes cria inúmeros planos senciências, sendo que a câmera jamais tira o foco do seu protagonista. Porém, o cineasta impressiona da forma em que ele filma, onde a câmera sempre se encontra atrás de Saul, ou focando cada detalhe de sua expressão no decorrer do filme. Devido a isso, a câmera se torna uma espécie de representação de nós indo atrás do protagonista, como se nós estivéssemos nos escondendo atrás dele, enquanto ele testemunha o inferno na terra.
Falando nisso, o cineasta não poupa o cinéfilo com as cenas do campo de concentração e seus crematórios. Porém, por mais explicita que sejam as cenas, László Nemes foi habilidoso em filmar a maioria delas fora de foco e fazendo com que não tenhamos um verdadeiro soco no estômago. Contudo, nós sabemos o que está acontecendo, pois basta ver, mesmo fora de foco, uma montanha de corpos e que, quando não sabemos o que há em cena, a expressão do protagonista já nos diz tudo.
Géza Röhrig (Saul) praticamente carrega o filme nas costas, pois jamais a câmera lhe abandona, mas quando isso acontece, é para somente focar algo importante que irá acontecer em cena. Não faltam logicamente momentos angustiantes, dos quais ficamos apreensivos com relação ao destino do protagonista. A cena em que ele presencia os soldados nazistas fuzilando judeus e os jogando numa vala é aterradora.
Com sequências como estás, compreendemos então a mente do protagonista e os motivos que o levam a agir de uma forma tão imprevisível. O ato final reserva momentos surpreendentes, onde a sua luta para alcançar o seu objetivo o leva para um caminho sem volta. O final, aliás, não nos deixa reconfortados, pois os eventos da trama continuam em nossas mentes, mesmo quando eles aparentemente se encerram no último quadro.
O Filho de Saul é uma experiência perturbadora e inesquecível, mesmo revisitando o cenário do holocausto, que foi tantas vezes visto e revisto no cinema. 
 

11 de fevereiro de 2016

O REGRESSO

Nessa altura do campeonato muitas pessoas estão relacionando ao filme O Regresso  como a obra que pode dar finalmente o Oscar para Leonardo DiCaprio, que aqui nos brinda com um dos seus desempenhos mais fortes de sua carreira. Porém, o filme não é para ser lembrado somente pela poderosa interpretação de seu protagonista, como também por ser uma obra requintada, cujo visual é arrebatador e inesquecível.  Se formos simplificar, O Regresso é um show visual, onde cada imagem é um quadro em movimento e fazendo da natureza selvagem um verdadeiro belo inferno.
O que surpreende mais é o fato do filme ser dirigido por Alejandro González Iñárritu que, em menos de um ano, surpreendeu com o seu inesquecível Birdman, mas pelo visto o diretor não se sentiu satisfeito. Se no seu filme anterior acompanhamos um ator decadente em busca de uma redenção em sua carreira, aqui o protagonista abraça todas as formas possíveis para sobreviver em meio à natureza selvagem, para buscar e saciar a sua vingança pessoal, nem que para isso corra o risco de perder a sua própria humanidade. Em quase três horas, acompanhamos a transformação de um homem, do qual não aceita morrer em meio às adversidades, mas sim somente abraçar todas as formas de seguir em frente.
Pode-se dizer que a trama não traga nenhuma originalidade em termos de história, e que as motivações para a vingança do personagem não são como um todo bem explorado. A relação de pai e filho que existe trama, por exemplo, e que servirá de estopim para o início do segundo ato da trama, somente está ali para o personagem se agarrar no que deseja e não para ser emocionalmente explorada. Se o roteiro não satisfaz o mais exigente, pelo menos tecnicamente, o filme nos brinda com sequências das quais tão cedo a gente não se esquece e muito se deve isso ao diretor de fotografia  Emmanuel Lubezki.
Premiado já com dois Oscar pelos seus trabalhos em Gravidade e Birdman, Lubezki novamente surpreende com imagens arrebatadoras e com planos sequências de tirar o fôlego. Revelado ao mundo pelo filme Filhos da Esperança, desde aquele filme Lubezki cria imagens mirabolantes, das quais nos faz ter a sensação de estarmos dentro das cenas. O Plano sequência do qual vemos um ataque de índios é desde já espetacular.
Porém, nada daquilo que já foi mostrado se compara ao ataque de urso que o protagonista sofre no primeiro ato do filme. Contracenando com um urso real (substituído em alguns momentos por um digital), Leonardo DiCaprio vira uma espécie de boneco de pano perante o animal enfurecido, e como a sequência não há cortes, nos cria a sensação de total impotência perante a possibilidade do personagem ser devorado vivo na frente dos nossos olhos. Com certeza entrará facilmente como um dos momentos mais chocantes da história do cinema recente.
A partir daí, o filme apresenta os dois lados da mesma moeda do ser humano, com a questão da sobrevivência perante o horror e como determinada pessoa se comporta perante ela.  Glass (Leonardo DiCaprio) usa a vingança como a sua muleta, para só assim seguir em frente e matar o homem que o abandonou para morrer na floresta. Já esse homem se chama John Fitzgerald (Tom Hardy, ótimo) que, já viu o lado ruim muitas vezes na vida, o que faz reagir de formas imprevisíveis para sobreviver, nem que para isso traia as suas próprias crenças.
Essa dualidade poderia ser ainda muito mais bem explorada, mas que infelizmente ela se perde, quando o ato final se encaminha para o que todos esperam, o que não evita certo desapontamento que sentimos após o encerramento. A situação somente não termina de uma forma previsível, graças ao fato dela se enlaçar com as palavras subliminares de um determinado personagem que havia surgido do nada no segundo ato e que dá a sua lição de moral a Glass. Parece pouco, mas que faz do previsível se tornar no mínimo algo genuíno.
Como eu disse acima, O Regresso não merece apenas ser lembrado como o filme que pode dar o Oscar para Leonardo DiCaprio, mas também por possuir uma produção visual arrebatadora, mas que poderia ir ainda mais longe do que se imagina.   
 

8 de fevereiro de 2016

DICA DE CINEMA

ANOMALISA
28 DE JANEIRO NOS CINEMAS
Não recomendado para menores de cartorze (14) anos.


Lançamento: 28/01/2015
Gênero: Animação, Drama
Direção: Charlie Kaufman
Produção: Charlie Kaufman, Duke Johnson, Rosa Tran
Elenco Vozes: Jennifer Jason Leigh, David Thewlis, Tom Noonan
Sinopse: Michael Stone, marido, pai e respeitado autor de “Como Posso Ajudá-lo a Ajudá-los?” é um homem incomodado com a rotina da sua vida. Durante uma viagem para Cincinnati, onde está programado para dar uma palestra, ele se surpreende ao descobrir uma possível escapada de seu desespero: Lisa, uma despretensiosa representante de vendas, que pode ou não ser o amor de sua vida.

“ANOMALISA” é uma criação de Charlie Kaufman (“Sinédoque, Nova York”) e Duke Johnson. Emprestam a voz para a animação em stop motion Jennifer Jason Leigh (“Mulher Solteira Procura” e “Sinédoque, Nova York”) como Lisa, David Thewlis (“A Teoria de Tudo”) como Michael e Tom Noonan (série “12 Monkeys”) como a voz de todos os outros personagens. Já a trilha sonora é baseada em instrumentos de corda de Carter Burwell.

A jornada em stop motion sombriamente cômica e surreal da longa noite da alma de um homem, “ANOMALISA” confirma o lugar de Charlie Kaufman entre os mais importantes cineastas americanos e anuncia Duke Johnson como uma importante força criativa.  O filme recebeu críticas positivas no Festival de Toronto, Festival do Rio e ganhou o Grande Prêmio do Júri do 72º Festival de Veneza.


3 de fevereiro de 2016

JOY: O NOME DO SUCESSO

Quando o cinema americano revela um jovem talento eles aproveitam ao máximo, ao ponto de não levarem em consideração  que, determinados personagens, não podem ser  interpretados por determinados atores. Jennifer Lawrence é talentosa, mas ao mesmo tempo adquiri personagens que desafiam até mesmo a própria lógica. Mas pelo visto o cineasta David O. Russel (O Lado Bom da Vida) não se interessa por esses detalhes e só assim para compreendemos o do porque ele ter escolhido a jovem atriz para interpretar uma mulher de 40 anos.
O filme é baseado em fatos verídicos, sobre a luta de uma mulher que, comanda uma família desajustada, mas ao mesmo tempo possui inúmeras ideias para serem tiradas do papel.  Num determinado momento da vida inventa um esfregão incomum, do qual ela acaba ganhando muito dinheiro, mas ao mesmo tempo conhecendo o lado feio dos negócios. É  a  velha história da luta em alcançar os seus objetivos, onde aqui funciona de uma forma satisfatória, mas até certo ponto.
Para começar o filme possui uma linguagem novelesca, talvez por fazer referência não somente a mãe da protagonista (Virginia Madsen), que vive assistindo novela dentro do quarto, como também ao próprio universo feminino, já que houve um tempo que esse era o principal entretenimento delas. Se por um lado isso serve como um retrato de uma geração presa à televisão, por outro, esse artifício faz com que o longa soe artificial em alguns momentos e beirando para um lado surreal involuntário. Seria algo que funcionária muito bem no teatro, mas não numa tela de cinema.
Se há uma energia positiva, da qual nos faz assistir o filme  até o fim, isso se deve muito a própria Jennifer Lawrence: colecionando sucessos, prêmios e elogios da critica, Lawrence chegou a um patamar em que, o desempenho de um terminado filme, pesa como um todo nas costas da atriz, pois todos se voltam ao seu desempenho em cena e isso faz com que ela de tudo de si. AquI, Lawrence dá o seu melhor como atriz profissional, mesmo quando a produção nem se preocupa em deixa-la mais velha, enquanto outros personagens, principalmente nos minutos finais do longa, dão sinais de que o tempo passou, mas para a sua personagem não.
Sendo assim, fica muito difícil defender um filme, do qual foi desenhado para colecionar indicações para prêmios, mas não adianta se preocupar com o reconhecimento enquanto tudo fica numa espécie de controle remoto.  David O. Russel já deu provas que é um bom diretor, mas parece que aqui o seu lado pretensioso lhe saiu do controle e dando sinais de cansaço do uso de sua própria formula de sucesso. Cabe agora se inovar ou ficar pelo meio do caminho.
Joy: O Nome do Sucesso é o típico filme que nasce para ser o favorito, mas se esquece de que quanto maior for a sua sede pelo sucesso pior será a sua queda para o fracasso.  
 

2 de fevereiro de 2016

DICA DE CINEMA

O REGRESSO
04 DE FEVEREIRO NOS CINEMAS
Verifique a Classificação Indicativa

ESTREIA: 04/02/16
Distribuidora: Fox Film
Gênero: Aventura
Direção: Alejandro González Iñárritu
Elenco: Tom Hardy, Leonardo DiCaprio, Will Poulter e Domhnall Gleeson
Sinopse: Inspirado em eventos reais, O Regresso é uma experiência cinematográfica imersiva e visceral que capta a épica aventura de um homem por sobrevivência e o extraordinário poder do espírito humano. Em uma expedição pelo desconhecido deserto americano, o lendário explorador Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) é brutalmente atacado por um urso e deixado como morto pelos membros de sua própria equipe de caça. Em uma luta para sobreviver, Glass resiste à dor inimaginável, bem como à traição de seu confidente, John Fitzgerald (Tom Hardy). Guiado pela força de vontade e pelo amor de sua família, Glass deve navegar um inverno brutal em uma incessante busca por sobrevivência e redenção. O Regresso é dirigido e co-escrito pelo renomado cineasta, vencedor do Oscar, Alejandro González Iñárritu (Birdman, Babel).

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