Parceria

12 de dezembro de 2014

A NOITE DA VIRADA (2014)

Existe um incentivo cada vez maior atualmente de se querer fazer outros filmes de gênero dentro do nosso cinema brasileiro e não ficarmos presos somente a uma fórmula de sucesso. O que move a massa e dá lucro atualmente aos estúdios são as comédias brasileiras que, mesmo com roteiros previsíveis, garantem um retorno garantido. Infelizmente essa fé cega por esse gênero acaba gerando filmes tão horrorosos, que não me surpreenderia que chegamos ao ápice da mediocridade. 

A Noite da Virada talvez seja o princípio do fim com relação a trajetória das comédias de sucesso do país, pois é uma hora e meia de filme, cuja a proposta é querer fazer o público rir, mas no máximo que irá puxar de nós nesse meio tempo será um leve sorriso forçado e mentiroso. A trama sobre vizinhos e amigos que se reúnem para a festa da virada, nada mais é do que uma mistura de ideias e fórmulas já bem manjadas de outros filmes americanos, demonstrando total falta de identidade própria e criatividade. Quando se assiste A Noite da Virada, vem à mente imediatamente filmes como Se Beber não Case e Projeto X. Ou seja: uma cópia de uma cópia de outra cópia e tudo beirando ao artificial.

Traições, sexo e drogas são os ingredientes que moldam a trama, alinhado com piadas politicamente incorretas, mas da maneira de como são dirigidas, soam tão falsamente chocantes, que poderia ser tranquilamente exibido numa Sessão da Tarde qualquer da vida. O elenco Global conhecido não ajuda muito: Luana Piovani novamente atuando como ela mesma e Marcos Palmeira, mesmo com o talento de intérprete na veia, entra e sai no piloto automático. 

Júlia Rabello como a mulher traída, Martha Nowill e Luana Martau que, interpretam as personagens que só tem sexo em suas mentes, acabam meio que sobressaindo em meio a esse humor sem sal, mas o trio acaba não sendo o suficiente para salvar esse barco que afunda antes mesmo de entrar na água. E, como se a situação não poderia piorar mais, o filme enlaça todas as sub-tramas e as resolvem de uma forma tão ruim no seu ato final, que você se arrepende de ter embarcado na uma hora e meia mais longa de sua vida. 

Com uma ponta medíocre e rápida de Alexandre Frota (dando a entender que precisava participar para pagar as suas contas atrasadas) A Noite da Virada pode não ser a ultima pá de terra para o gênero da comédia por aqui, mas bem que se esforçou para se criar tal feito.


Postar um comentário

Poderá gostar também:

Receba no seu e-mail - Cadastre-se!

Mais Lidos do blog