Parceria

28 de novembro de 2014

PAN GANHA PRIMEIRO TRAILER LEGENDADO

Clássico da literatura e das telas, o Peter Pan da Warner Bros. tem Hugh Jackman e Amanda Seyfried no elenco do filme


A Warner Bros. Pictures divulga o primeiro trailer legendado do novo longa Pan (ainda sem título em português), dirigido por Joe Wright ("Desejo e Reparação", "Orgulho e Preconceito"). O vídeo mostra as primeiras cenas da aventura de Peter Pan na Terra do Nunca.
Abordando uma nova visão sobre a origem dos personagens clássicos criados por J.M. Barrie, o filme conta a história de um órfão que se transporta para a mágica Terra do Nunca. Lá, ele encontra diversão e perigos para, finalmente, descobrir o seu destino – se tornar o herói que será conhecido para sempre como Peter Pan.
O elenco é estrelado pelo indicado ao Oscar Hugh Jackman ("Os Miseráveis") como Barba Negra; Garrett Hedlund (“Inside Llewyn Davis - Balada de Um Homem Comum”) como Capitão Gancho; a indicada ao Oscar Rooney Mara (“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”) como Tiger Lilly; Adeel Akhtar (“O Ditador”) como Smee; e Levi Miller como Peter.
Amanda Seyfried (“Os Miseráveis”) completa o elenco como Mary, ao lado de Jack Charles ("Mystery Road") como o Chefe /pai de Tiger Lilly; Nonso Anozie (“O Filho de Deus”, “Desejo e Reparação”) como Bishop; Kathy Burke (“O Espião que Sabia Demais”) como Mãe Barnabas; Kurt Egyiawan (“007 - Operação Skyfall”) como Murray; Lewis MacDougall (“In The Name of the Children”, série de TV inglesa) como Nibs; e Leni Zieglmeier como Wendy.
Wright dirigirá a nova aventura Pan com roteiro de Jason Fuchs. Greg Berlanti, Paul Webster e Sarah Schechter são os produtores, com Tim Lewis como produtor-executivo.

As filmagens serão feitas nos estúdios Leavesden da Warner Bros. O filme tem lançamento mundial previsto para 16 de julho de 2015.

*Fonte: Espaço Z

26 de novembro de 2014

Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1


Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1, que dá continuidade às adaptações dos livros escritos pela autora Suzanne Collins, nada mais é do que uma bela metáfora sobre o nosso mundo contemporâneo, que é sempre bombardeado pela mídia, reality shows alienantes e que, por vezes, usam e abusam de assuntos delicados, sendo tudo pela audiência ou por intenções obscuras. O filme dirigido por Francis Lawrence (Constantine) dá continuidade aos eventos do filme anterior (Em Chamas) para vermos a protagonista Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) a serviço do Distrito 13, para tentar a todo custo derrotar a Capital comandada pelo presidente Snow (Donald Sutherland). Ao mesmo tempo Peeta Mellark (Josh Hutcherson) é usado pelo governo para tentar convencer os rebeldes a não começarem uma rebelião.

Diferente dos demais blockbusters atuais, Esperança: Parte 1 vai contra a maré. São relegadas as cenas de ação para o segundo plano e é construída uma verdadeira trama de jogos políticos de ambos os lados do conflito. Enquanto a Capital usa o terror contra aqueles que forem contra eles, o Distrito 13 usa a protagonista a todo custo como símbolo da resistência, numa verdadeira propaganda contra o sistema.

É aí que Jennifer Lawrence novamente brilha em seu papel, pois ela sabe dosar momentos em que sua personagem exige uma demonstração de total falta de preparo quando se transforma num símbolo de propaganda da resistência, como também num momento dramático, em que ela se encontra no campo de guerra e tenta passar pelos meios de comunicação o horror que a Capital cria contra as minorias. Contudo, é fácil rotularmos a Capital como o verdadeiro símbolo cruel da trama, mas o Distrito 13 não fica muito atrás, pois eles usam a protagonista no seu reality show da resistência de tal forma, que é preciso rir para não chorar na situação em que Katniss se encontra.

Se nos capítulos anteriores ela se viu obrigada a disputar uma competição mortal para tentar sobreviver, aqui ela se vê sendo usada como uma peça de um grande xadrez para fins políticos do conflito. Embora ela demonstre apoio pela causa, ao mesmo tempo ela se vê num caminho sem volta. A cena em que a protagonista se encontra brincando com um gato num abrigo subterrâneo, em que ela fica jogando luzes de uma lanterna para que ele fique correndo atrás, sintetiza o exato momento em que ela se dá conta que está numa situação similar a do bichano.

Embora a personagem de Jennifer Lawrence seja a força vital da trama, os outros personagens, com seus respectivos intérpretes não ficam muito atrás: Philip Seymour Hoffman cumpre com louvor o seu desempenho, ao interpretar Plutarch Heavensbee e vê-lo atuando só nos faz lamentar ainda mais sua morte precoce que ocorreu neste ano. Julianne Moore surpreende sempre ao surgir em cena e por vezes até mesmo ofuscando a própria protagonista, mas é novamente Woody Harrelson como Haymitch Abernathy que nos brinda com momentos em que o seu humor negro amenizam o drama que assola o ambiente dos personagens.

De drama o filme está cheio, mas nem por isso as cenas de ação (que são poucas) deixam a desejar quando elas surgem. Francis Lawrence prova ser hábil com a câmera que usa, onde as cenas exigem um movimento dinâmico e quando elas acontecem, por um momento não parece ser mais um filme de Jogos Vorazes mas uma espécie de filme de guerra como A Hora Mais Escura. Atenção para uma cena de resgate na capital às escuras, que se mistura ação, intercalada com momentos de puro suspense. E quando se achava que esse momento de tensão terminaria de uma forma previsível, eis que ele se encerra de uma forma desesperadora e nos fazendo temer pela vida da protagonista. 

Com um final que fica em aberto e abrindo alas para a última parte da franquia, Jogos Vorazes: Esperança - Parte 1 é mais um capítulo da cine série que serve de exemplo de blockbusters com conteúdo e que nos faz questionar a nossa própria realidade, que está cada vez mais afogada por mídias que manipulam os verdadeiros fatos que acontecem e que beneficiam aqueles que se dizem a serviço do povo.


15 de novembro de 2014

Debi & Lóide 2 (Dumb and Dumber To, 2014)

Debi e Lóide: Dois Idiotas em Apuros, eu assisti tantas vezes que perdi as contas, pois, além de eu adorar a obra dos irmãos Bobby Farrelly e Peter Farrelly (Quem vai ficar com Mary), minha mãe fazia questão de ver e rever inúmeras vezes. Ao longo dos anos o filme foi um dos mais reprisados na TV aberta e a cabo e muitos se perguntavam por que não havia uma continuação para que voltássemos a ver as estripulias da dupla novamente. Vinte anos depois, os cineastas decidem trazer Lloyd Christmas (Jim Carrey) e Harry Dunne (Jeff Daniels) de volta em mais uma viagem louca que, embora não seja superior ao original, pelo menos o espírito e nostalgia com relação ao filme de 1994 se mantém intactos.

Verdade seja dita: dificilmente a produção conseguiria superar as piadas do filme original. A solução ficou a cargo de seis roteiristas (mau sinal?), que fizeram questão de levar em conta que se passaram vinte anos desde a última trama, mas que, ao mesmo tempo, mantivessem intactas as mesmas fórmulas de sucesso do filme original. Após uma mirabolante pegadinha, Debi revela a Lóide que precisa o quanto antes operar um rim antes que seja tarde para ele. A solução cai no colo deles, quando ambos descobrem que Debi tem uma filha que mal tinha ideia de sua existência. 

A desculpa para fazer a trama engrenar é o que menos importa por aqui, sendo que os fãs querem mesmo é rever a dupla na estrada e é exatamente isso que acontece. O grande charme do filme original que, além das piadas politicamente incorretas e inesquecíveis, a obra também era um delicioso road movie (filme de estrada), embalado com uma trilha sonora contagiante e que se casava muito bem com cada momento do filme. Aqui a fórmula se repete descaradamente, mas isso é proposital, para que o “público fã” se sinta em casa em cada cena apresentada na tela.

Entretanto, essa preocupação em respeitar a geração de vinte anos atrás que viu e amou o filme original, acabou meio que prejudicando um pouco na elaboração de uma trama mais criativa e se entregando então para as piadas politicamente incorretas habituais, mas que infelizmente nos faz rir de uma maneira forçada em alguns momentos. Porém, isso é facilmente contornado graças à dupla de protagonistas: Jim Carrey e Jeff Daniels que, para mim, representam uma das melhores duplas de humor da história do cinema (perdendo, claro, para O Gordo e o Magro), sendo que os erros cometidos no roteiro, além de coadjuvantes sem sal, não tiram o brilho da dupla central.

Outro ponto a favor foi o fato das referências, lugares e personagens apresentados no filme anterior ganharem novos contornos por aqui: o destino do garoto cego; uma das primeiras namoradas da dupla Fraida Felcher (Kathleen Turner) tem papel de grande destaque por aqui e como não podia deixar de ser, é revelado o paradeiro do cão móvel. Tudo isso, embalado com piadas de sexo, escatologia e muitas gags por parte dos dois protagonistas. Carrey, aliás, mesmo tendo se passado vinte anos, ainda mantém os mesmos trejeitos e caretas que ele havia injetado no seu personagem e Jeff Daniels que, mesmo tendo se dedicado boa parte da carreira em filmes dramáticos (como Lula e a Baleia) não fica muita atrás de seu companheiro em termos de humor.

Com um final que possui inúmeras reviravoltas, revelações e uma pegadinha bem sacana, Debi & Lóide 2 nada mais é do que uma janela para revisitar velhos queridos personagens e sem exigir muito deles.

10 de novembro de 2014

INTERESTELAR (2014)

Stanley Kubrick disse uma vez que, se caso houvesse alguém que entendesse o final de 2001: Uma Odisseia no Espaço, ele então se sentiria um fracassado, pois a sua obra ser compreendida não era o seu objetivo. Baseado na obra Arthur C. Clarke, o filme de 1968 ainda hoje desperta interesse e levanta inúmeras teorias, principalmente com relação ao seu enigmático ato final. Fã incondicional da obra, Christopher Nolan, sempre desejou fazer algo parecido no cinema e eis que ele lança seu Interestelar, que diferente da obra de Kubrick; aqui há sempre uma preocupação em tentar explicar o que está acontecendo para o cinéfilo que assiste e isso acaba sendo o seu maior calcanhar de Aquiles.

Não que isso vá prejudicar o filme como um todo, pois o seu desenvolvimento, imagens, trilha e acima de tudo o lado humano dos personagens é o que faz da obra ser indispensável. Em um futuro não muito distante, o engenheiro espacial Cooper (Matthew McConaughey) trabalha como fazendeiro cultivando milho para alimentar a população mundial. A maioria dos alimentos da Terra já acabou e as plantações que restam são constantemente atacadas por pestes e tempestades de poeira. Ao lado dos filhos e do sogro (vivido pelo ótimo John Lithgow), ele vive de maneira simples, mas se incomoda com o fato da humanidade ter se contentado em sobreviver e esquecido seu lado empreendedor.

A primeira parte do filme busca fazer gradualmente uma construção crível com relação aos personagens, para que então o cinéfilo se identifique com eles facilmente e aceitar a mirabolante trama, que é sobre salvar a humanidade. O protagonista é chamado para liderar uma missão espacial, que busca explorar novos planetas que podem substituir a Terra. Assim falando pode parecer fácil, mas o filme se adentra há inúmeras teorias de espaço tempo, valorizando muito as questões levantadas por Albert Einstein, que muitos cientistas de hoje aprovam.

Do início ao fim, se percebe como Christopher Nolan tem um vício inabalável sobre querer a qualquer custo dosar inúmeros momentos de verossimilhança na trama e fazer com que gente acredite naquele não muito distante futuro. Bons exemplos estão no primeiro ato, em que, mostra em curtos depoimentos em vídeo, pessoas falando do seu dia a dia difícil. As cenas em que mostram ruas e casas empoeiradas e plantações morrendo devido a uma misteriosa peste dão um ar de apreensão, pois não foge muito da realidade de alguns países de hoje que sofrem com as mudanças climáticas.
E, se por terra a situação é bem realista, pelo espaço a situação não é muito diferente. Assim como o recente Gravidade, Nolan consegue a proeza de jamais exagerar nos efeitos visuais, mas sim faz com que eles se tornem importantes para o desenvolvimento de uma melhor trama. O mesmo se pode dizer da fotografia de Hoyte Van Hoytema, que consegue ser deslumbrante por quase todo filme, assim como também a fantástica montagem, que nos faz ser jogados nas cenas de pura emoção (atenção a sequência quando os protagonistas e a nave estão girando em velocidade máxima).

Mas, de todas as partes técnicas que nos causa realmente emoção, é novamente o trabalho do compositor Hans Zimmer: colaborador de quase todos os filmes de Nolan, Zimmer consegue criar uma trilha original, mas que remete aos outros clássicos da ficção científica, como o já citado 2001 e até mesmo Contatos Imediatos de 3º terceiro grau. Sua trilha possui momentos contemplativos e que, ao mesmo tempo, se casa muito bem com as emoções dos personagens principais, principalmente os momentos protagonizados pelo pai (McConaughey) e sua filha (Mackenzie Foy).

Esses dois, aliás, são o coração do filme como um todo, pois realmente nos passam a insuportável sensação da separação um do outro para um bem maior. O drama aumenta ainda mais, pelo fato que para Cooper (Matthew McConaughey) e Brand (Anne Hathaway, ótima) vão numa missão espacial, cuja sensação para eles são semanas, mas para aqueles que vivem na terra se passam anos. Sendo assim, sai a pequena Mackenzie Foy e entra em cena Jessica Chastain (de A Hora Mais Escura) que consegue a proeza de nos fazer acreditar que ela sim foi um dia a filha do protagonista.

Tamanha dedicação do elenco principal faz com que até mesmo não nos incomodemos num primeiro momento com o ato final da trama que, deveria ser primoroso, mas que acaba sendo o momento mais delicado da obra de Nolan. Em seus derradeiros minutos, Nolan presta uma homenagem explicita á 2001: Uma Odisseia no Espaço, mas como eu disse no texto acima, ele exagera na dose de querer explicar o que está acontecendo em cena e acaba não somente prejudicando o resultado final, como também demonstra uma total falta de fé com relação a nós cinéfilos, em achar que talvez não entendêssemos o que está acontecendo em cena. No decorrer do filme, até que o cineasta pisa no freio de não explicar muito (em A Origem ele explicou demais), porque talvez ele estivesse se guardando para esses minutos que com certeza vão dar o que falar.

Com um elenco estelar que inclui Michael Caine, John Lithgow, Casey Affleck, Wes Bentley e Matt Damon, Interestelar com certeza será lembrado como mais um ótimo filme de Christopher Nolan, mas que está alguns anos luz de distância para ser um novo 2001: Uma Odisseia no Espaço.


7 de novembro de 2014

1º FESTIVAL DE CINEMA DE TRÊS PASSOS

Na próxima semana tem início a primeira edição do Festival de Cinema de Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Serão mais de 60 curtas-metragens na mostra competitiva, além de 10 títulos exibidos fora de competição. O evento acontece com entrada franca de 13 a 15 de novembro no Cine Teatro Globo - uma das mais antigas salas de cinema de rua gaúchas, que completa 60 anos em atividade. 

A programação completa com os filmes, dias e horários das sessões está ao final deste texto e também disponível no site www.cinematrespassos.com.br.

Entre os filmes que concorrem no festival, vários já foram premiados pelo país, como "Brasil", de Ali Muritiba, vencedor de Melhor Roteiro no 5º Festival de Cinema Curta Amazônia; "Au Revoir", de Milena Times, agraciado como Melhor Filme da Curta Mostra Brasil da 13ª Goiânia Mostra Curtas e "Poeira de Prata no Escuro do Quarto", de Carlos Segundo, Melhor Direção no 8º Curta Cabo Frio. Entre as produções gaúchas, serão exibidas as obras ficcionais “Kassandra”, de Ulisses da Motta Costa e “Tomou Café e Esperou”, de Emiliano Cunha; os documentários “Sioma – O papel da fotografia”, de Eneida Serrano e Karine Emerich e “A Cidade”, de Liliana Sulzbach; a animação “Hotel Farrapos”, de Lisandro Santos, entre outros.

Ao todo, foram inscritos 250 curtas de diversas regiões brasileiras, dos quais foram selecionados 61 filmes. Concorrem na categoria Ficção 32 obras, 14 títulos como Animação, dez em Documentário e cinco como Experimental. A premiação ainda abrange Melhor Filme pelo Júri Popular e Melhor Curta de Temática Ambiental, Direção, Ator, Atriz, Roteiro, Fotografia, Trilha Sonora, Edição e Direção de Arte, pelo Júri Técnico. Cada vencedor receberá o troféu Alberto Abrahão Levy, em homenagem ao fundador do espaço de cinema, e a quantia de R$500.

A iniciativa de criar o evento foi de moradores do município amantes da sétima arte e conta com apoio do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), da Prefeitura Municipal de Três Passos, da Câmara de Vereadores da cidade, além do patrocínio de diversas empresas locais.

Os organizadores pretendem destacar a história dos 60 anos do Cine Teatro Globo no contexto dos 70 anos do Município de Três Passos. Segundo a Presidente da Comissão Organizadora do Festival Elvidia Zamin, “a iniciativa tem como propósito a democratização do acesso ao cinema, incentivar e promover novos talentos na área audiovisual, intercambiar culturas e formar expectadores, com foco no público jovem”.

O Festival de Cinema de Três Passos foi idealizado ao final de 2013, num encontro de três-passenses. Em junho a comissão organizadora já estava formada e começava a ser divulgado o projeto e a abertura das inscrições para Oficina de Introdução ao Cinema e ao Roteiro, que ocorreu com inscrições esgotadas em julho deste ano, na mesma cidade. Em seguida, foram abertas as inscrições para a mostra competitiva do festival.

SERVIÇO
1º Festival de Cinema de Três Passos - Curta essa História!
Dias 13, 14 e 15 de novembro de 2014
Cine Teatro Globo (Av. Júlio de Castilhos, 490, Três Passos – RS)

ENTRADA FRANCA

PROGRAMAÇÃO:

13/11 – quinta-feira
Das 19h às 22h - abertura - exibição de curtas competitivos – debates

14/11 – sexta-feira
Das 8h às 11h, 14h às 17h e 19h às 22h - exibição de curtas competitivos 
Às 22h – debates

15/11 – sábado
Das 8h30min às 11h30min - exibição de curtas competitivos
Das 14h às 16h30min - exibição de curtas não competitivos
19h - Premiações - Exibição de Curtas Premiados – Encerramento


MOSTRA COMPETITIVA
QUINTA-FEIRA, 13/11 – às 19h
A noite dos palhaços mudos (SP) Ficção
Caçador (RS) Ficção
A Borracha e o Lápis (SP) Animação
Cine Paissandú: história de uma geração (RJ) Documentário
Guida (SP) Animação
Preto ou Branco (SP) Ficção
Sioma – O papel da fotografia (RS) Documentário
Ilha (PB) Ficção
Caminho (SP) Experimental
Hotel Farrapos (RS) Animação
SEXTA-FEIRA, 14/11 – às 8h
Alô, criançada (RJ) Ficção
A Galinha (MG) Experimental
The Master’s Voice: caveirão (SP) Ficção
Estátuas Vivas (SP) Documentário
O Maestro do Tempo (ES) Animação
Pierre e a Mochila (RS) Ficção
O Espantalho Dedicado (SP) Animação
Entulho (SP) Ficção
O Caminhão de Meu Pai (SP) Ficção
Macacos me Mordam (MG) Animação
A Visita (RJ) Ficção
Paleolito (RJ) Animação
Naldo e as Batatas Sorriso (RS) Ficção
O Reino do Chocolate (BA) Animação
O Significador de Insignificâncias (PR) Documentário
SEXTA-FEIRA, 14/11 – tarde, às 14h
Tomou Café e Esperou (RS) Ficção
O Menino que Sabia Voar (SP) Animação
Au Revoir (PE) Ficção
O Clube (RJ) Ficção
Desdobráveis (DF) Documentário
Hooji (RJ) Ficção
A Escada (PE) A Escada
Um Deserto Ondulado (RJ) Experimental
As Cartas de Ahmed (RN) Ficção
Pátio (PR) Documentário
Brasil (PR) Ficção
Poeira de Prata no Escuro do Quarto (SP/MG) Ficção
SEXTA-FEIRA, 14/11 – noite, às 19h
Lobos (RS) Ficção
Power Charques (PE) Experimental
A Princesa (RS) Ficção
Memórias em Sal de Prata (RS) Documentário
Travessia (GO) Ficção
Graffiti Dança (SP) Animação
Kassandra (RS) Ficção
Se eu Demorar uns Meses (SP) Documentário
O Matador de Bagé (RS) Ficção
O Cangaceiro (PE) Animação
O Brilho (RJ) Ficção
Ato Institucional (PB) Ficção
SÁBADO – 15/11 – manhã, às 8h30min
Abrigo ao Sol (ES) Ficção
Ilhas Humanas (MA) Experimental
Piove, il Film di Pio (SP) Documentário
A Libélula e o Sapinho (SP) Animação
A Cidade (RS) Documentário
Em Pedaços (RS/RJ) Ficção
Descompasso (RS) Ficção
Logo Ali ao Sul (RS) Ficção
Esse Coração que me Resta (MG) Ficção
Linda, uma História Horrível (RS) Ficção
O Turista Sad Nessie (SP) Animação
Contínuo (PB) Ficção
MOSTRA NÃO COMPETITIVA
SÁBADO, 15/11 – tarde, às 14h
Nos caminhos do Olímpio (RS) Experimental
Domi Noh (RS) Animação
Sobreforça (RS) Documentário
O Cão (RS) Ficção
O Filme de Carlinhos (BA) Ficção
O Grande “L” (RS) Ficção
O Destino e o Dragão (SP) Ficção
Taí... Ó (SC) Ficção
Amor Mascarado (ES) Animação
Pra Quem Quiser Ouvir (RS) Ficção
ENCERRAMENTO
SÁBADO, 15/11 – noite, a partir das 19h
Cerimônia de Encerramento
Premiação e exibição de curtas vencedores

Patrocínio: Prefeitura Municipal de Três Passos / Santuário Turismo / ENTRESPA / Massas Mamamia / Universal Veículos / Imobiliária Reimann e Seghetto / UNIMED Noroeste-RS / Color Tintas / Casa da Cidadania Herton Lampert / Nice Farmácia / SICREDI Celeiro / Madeireira Larssen / Centro Educacional Young / Mirian Farma / Magazine Fleck / Consórcio Rota do Yucumã / Idéias & Idéias / Moda Pé Esportes / Wizard / Vest Mania / Ferragens Fensterseifer / Rádio Alto Uruguai LTDA / Ellu’s Restaurante e Pizzaria / Artespuma Cortinas e Persianas / Müller Materiais de Construção / Ótica Visual / Organizações Alto Uruguai / Posto Ipiranga Centro / Fitopharma – Farmácia de Manipulação.

Apoio: IECINE – RS, UNIJUÍ – Campus Três Passos, Câmara Municipal de Vereadores, Jornal Atos e Fatos, Jornal Atualidades, Jornal O Regional, Jornal O Observador, Rádio Difusora - 92,5 FM e Rádio Passos FM, 21ª CRE, 7º BPM.

Realização: Movimento Pró-Arte

Mais informações:
Site: www.cinematrespassos.com.br
Facebook: festivaldecinemadetrespassos
Instagram: @cinema_trespassos

4 de novembro de 2014

TIM MAIA (2014)

É engraçado que a maioria dos meus ídolos tenha morrido fazendo o que eles faziam de melhor, mas, por mais mórbido que seja, é melhor assim do que terem morrido como uma pálida imagem do que já foram um dia. Um dos meus ídolos da música brasileira, Tim Maia, veio a falecer logo após a sua ultima apresentação, aonde nem chegou a terminar a primeira música que iria cantar. Mas isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, pois Tim era um gênio, cujo talento ninguém iria poder derrubá-lo, a não ser ele mesmo.

No mais novo filme de Mauro Lima (Meu Nome Não é Johnny), o acompanhamos da infância difícil aos primeiros passos do ramo da música, o auge e a queda inevitável do cantor. Vale destacar os primeiros minutos da obra, que são emoldurados com uma bela fotografia em preto e branco e narrados pelo personagem Fabio (Cauã Reymond) onde conta os primeiros anos de Maia. Já nestes minutos iniciais, se explode uma síntese sobre quem era Tim Maia (primeiros anos vivido por Robson Nunes), onde a apresentação dos créditos e câmera lenta se forma então uma única forma visual, que por ela, compramos a passagem ida, para adentrarmos no filme e irmos até o fim querendo ou não.

Verdade seja dita: nos anos de chumbo, ou você se vendia para o sistema ou iria contra maré e lutar por um sonho impossível. Mesmo todos dizendo ao contrário, Tim Maia seguiu pela segunda opção, lutando somente com o que tinha no bolso e caindo de cabeça pelo mundo. Embora em alguns momentos aparenta ser uma produção com um orçamento limitado, Mauro Lima soube muito bem contornar esse empecilho e retratar muito bem lugares que Maia passou, mas que não existem mais. Bom exemplo é na passagem onde retrata os EUA, que mostra pouco, mas nos convence como um todo.
Mas se reconstituição fiel ao período lhe falta, Lima não poupou em termos de ousadia e que com certeza irá tocar na ferida de muita gente. No período em que Tim Maia buscava uma oportunidade, acompanhamos a sua “via cruz”, na tentativa de buscar uma ajuda através de seu melhor amigo (?), ninguém menos que Roberto Carlos (George Sauma). É de se tirar o chapéu para o cineasta que, de uma forma bem escancarada, apresenta aqui o rei da música de uma forma caricata, vendida e modelada pelo sistema da ditadura da época.

Após ter se vendido (mas não muito) ao sistema (e ao Roberto Carlos) adentramos na segunda fase do filme, onde o cantor (interpretado agora por Babu Santana) começa a construir os seus primeiros anos de sucesso. Ponto para o cineasta onde soube muito bem retratar o período em que Maia introduziu o seu estilo soul (música negra americana) com a música popular brasileira. Aliás, os anos 70 aqui é o melhor período retratado, onde as cores e a moda do período explodem na tela.

É nesta parte que surge Janaína (Aline Moraes, ótima) que é na realidade uma representação condensada de duas mulheres que passaram na vida do cantor. Curiosamente o mesmo vale para o personagem Fabio (Cauã Reymond), que é uma junção de alguns amigos que ajudaram na carreira de Maia. Embora em parte os personagens sejam fictícios, ambos os atores estão muito bem em seus respectivos papéis e Reymond, ao que parece, está deixando aos poucos a fama de interpretar ele mesmo e provando que tem uma veia de interprete, mesmo ainda um pouco escondida.

Se há um ponto falho no filme é dele se alongar mais do que devia e do fato de algumas passagens não terem sido muito bem exploradas, como no caso da época que o cantor se voltou mais para a igreja, mas logo abandonou. Mas isso é contornado graças às ótimas interpretações do elenco e principalmente de Babu Santana: vê-lo falar, cantar e agir como Tim Maia, dá a sensação que o gênio ressuscitou, graças a um desempenho marcante, onde o ápice se vê, nas sequências onde o ícone sucumbe em meio ao sexo e drogas desenfreadas. Com os derradeiros minutos, que retratam os últimos passos do cantor no seu último show em Niterói, de 1998, o filme encerra e nos dá aquela sensação mórbida sobre o inevitável. Porém, essa autodestruição imposta pelo próprio gênio, não foi o suficiente para que ele terminasse num lugar comum, mas sim no coração daqueles que apreciavam uma boa música brasileira, cada vez mais rara hoje em dia.  


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