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3 de agosto de 2014

75 ANOS DE “O MÁGICO DE OZ”

L. Fran Baum publicou, em 1901, sua obra mais singular: “O Maravilhoso Mágico de Oz”. Desde antes do seu falecimento, em 1919, foram produzidas dezenas de adaptações fílmicas inspiradas nos contos do mundo de Oz, mas nenhuma delas foi tão significativa para a própria história do Cinema quanto a versão de 1939.

Entre as mais relevantes, há uma versão que fez certo sucesso de 1925 e, mais recentemente, uma superprodução da Disney, que trouxe a história sobre a origem do feiticeiro em “Oz, Mágico e Poderoso”, de 2013, estrelada por James Franco. Entretanto, a única que realmente cativou o público e consegue criar uma nova legião de fãs a cada geração é a estupenda produção da MGM que completa 75 anos neste mês de agosto.

Com um elenco poderoso da época, o filme trazia a jovem Judy Garland como a protagonista Dorothy, a menina cansada da vida da fazenda no Kansas que, após ser pega por um tornado em uma tempestade é levada junto com seu cachorrinho Totó para o mundo de Oz, onde passam juntos por muitas aventuras e onde fazem grandes amigos: um leão que busca coragem, um espantalho que anseia por inteligência e um boneco de lata, que só quer ter um coração. Além destes personagens, facilmente identificados no imaginário popular, há outros elementos que se tornaram clássicos para todo um universo de fantasia, como as bruxas más do leste e do oeste, a fada Glinda, os malvados macacos alados, além do próprio mágico Oz, de ética dúbia, meio charlatão, mas de bom coração.

O sucesso do filme veio em consequência de uma boa adaptação de uma obra literária que já era um “best-seller”, com uma trilha sonora impecável (vencedora do Oscar em 1940), uma canção arrebatadora (Somewhere Over The Rainbow) e com técnicas avançadas na produção. O Mágico de Oz foi um dos primeiros longas-metragens a utilizar o sistema Technicolor para colorir o filme, mesclando com trechos em preto e branco propositalmente para induzir o espectador a entender situações diferenciadas da vida da personagem central: sua vida real, em preto e branco (sem graça) e o mundo imaginário, cheio de cor.
Para fãs que desejam rever e aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer esta obra prima, há versões de altíssima qualidade disponíveis na internet e para colecionadores há uma edição especial em blue ray, comemorativo dos 70 anos (que com certeza ainda está atual). 

Curta o filme e lembre-se: “There is no place like home!”

Até a próxima!


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