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18 de junho de 2014

Uma Noite de Crime (The Purge, 2013)


Quando estou morrendo de raiva de alguém, eu normalmente desconto no meu travesseiro ou falo coisas para mim mesmo que eu deveria ter dito na hora que fiquei com raiva. Sempre acreditei que temos um lado sombrio que não pode jamais ser despertado, mas o que aconteceria se nos dessem uma chance de extravasar sem ser punido? Será que realmente colocaria à prova a nossa verdadeira natureza? 

Isso soou na minha cabeça ao assistir a Uma Noite de Crime, dirigido por James DeMonaco (A Negociação) em que, num futuro próximo, o governo decidiu que sempre num dia do ano, as pessoas estariam livres em praticar qualquer ato criminoso sem excitar, para, assim, no resto do ano não ocorressem tais crimes. O inicio do filme, embalado com uma bela trilha clássica, sintetiza o que é esse dia fatídico nesse futuro, que nas derradeiras doze horas, as pessoas soltam o seu lado mais perverso e praticam atos terríveis. A intenção é baixar a criminalidade, mas de que adianta se as pessoas acabam praticando atos que vão muito além disso?

No fim, é um futuro onde a humanidade se tornou hipócrita, excluindo e matando pessoas que vivem nas ruas, que passam por necessidades, mas que para os que acreditam serem superiores, eles acabam que poluindo o ambiente, segundo eles. James Sandin (Ethan Hawke) é um pai de família que vive em cima do muro com relação a isso, sendo que se ele é contra ou a favor o mundo em que ele vive, sua posição mostrada no filme se torna um tanto que indecisa. Quando um mendigo de rua consegue entrar na casa deles para buscar refugio, James vai ter que ser colocado à prova sobre quais as suas reais motivações com relação ao mundo em que vive que é cheio de hostilidade. 
Hostilidade essa que é muito bem representada pelas pessoas que batem na casa da família e querem o mendigo para matar. O líder desse grupo é interpretado por Rhys Wakefield (Santuário) que acredita estar sempre nesse dia fatídico purificando a sociedade em que ele vive. Sua interpretação é assustadora e a cena em que ele surge na frente da porta da família, ao lado de outros loucos que estão usando mascaras, é de uma grande tensão.

Se criando uma verdadeira montanha russa de terror psicológico e físico, Uma Noite de Crime chega ao seu ápice no seu derradeiro final, onde as máscaras de uma sociedade pacata simplesmente cai, unicamente por possuir a liberdade de matar, quando na verdade por dentro sempre se tinha a intenção nua e crua. Nunca é tarde para se desejar a Deus que determinadas leis absurdas criadas pelo governo jamais saiam do papel.


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