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1 de abril de 2014

JOVEM E BELA (Jeune & Jolie, 2013)

De uns tempos para cá, o cinema vem provando que o sexo não precisa ser um assunto delicado para não ser ouvido, pois ele é algo que existe no dia a dia de todos e, portanto, se deve ser tratado como algo comum, para não dizer banal. Até recentemente, as telas tem explorado o sexo com amor (Azul é a cor mais quente), sexo por prazer (Ninfomaníaca), sexo por esporte (O Lobo de Wall Street) e, agora, em Jovem e Bela, se o sexo não passa nenhuma coisa nem outra, então que se invente, para então se tirar algo de diferente. 

A jovem Isabelle (Marine Vacth) perde a virgindade com um rapaz que ela se interessou, mas ele não há fez gozar e tão pouco deu a ela algum prazer. Porém, uma vez perdida a inocência, ela decide usar sua beleza e juventude para atrair homens desesperados, para dar a eles algumas horas de sexo e, assim, ganhar alguns trocados. Isabelle trata o sexo como algo banal, frio, mas que, pelo menos, lhe traz algum lucro. 

É claro que esse universo livre e sem preconceito de Isabelle, vai de encontro com o bom senso vindo de sua mãe (Géraldine Pailhas), que, por sua vez, possui seus próprios segredos. Ao vermos a mãe repreendendo a filha, percebemos o quão hipócrita é aquele mundo em que a jovem vive, onde tudo é sustentado pelas aparências, mas que, no fundo, todos possuem um esqueleto no armário: do irmão mais jovem que vai descobrindo o mundo do sexo a partir das experiências da sua irmã, como o padrasto que silenciosamente enfrenta seus desejos que sente pela enteada. 
O filme, entretanto, não dita por completo que você “deite e role” com relação ao sexo, pois há sempre um porém com relação a tudo. Isabelle aprende que há certos limites, mas isso não faz com que mude de ideia sobre o que realmente quer daqui para frente. O final representa muito bem isso, principalmente com a participação especial da atriz Charlotte Rampling (de Eu, Anna) que dá um verdadeiro show de interpretação mesmo em poucos minutos e criando assim um novo passo para ser dado pela protagonista. 

Jovem e Bela pode ser interpretado de diversas formas, como uma representação da frieza que podemos chegar com relação a certos assuntos espinhosos, ou simplesmente levarmos em conta sobre esses assuntos e sem preconceito nenhum. Se o sexo é errado, então estamos todos queimando no inferno.


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