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20 de janeiro de 2014

Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida (2012)

Adolescentes sempre se sentem perdidos com inúmeras perguntas que, por vezes, são sem respostas e que os deixam confusos com relação ao que virá no futuro, especialmente sobre o que irá ser na vida. Esse é o assunto principal de Eu Não Tenho A Menor Ideia Do que Eu Tô Fazendo Com A Minha Vida, onde a protagonista Clara (Clarisse Falcão) não foge desses questionamentos. Estudante de medicina que pertence a uma família composta por médicos, ela começa a matar aulas ao perceber que não quer ser médica como o resto da família.

Em um dos dias em que ela não vai à faculdade, acaba conhecendo Guilherme (Rodrigo Pandolfo) rapaz que trabalha no boliche do pai e que, de alguma forma, lhe ajuda a criar inúmeras opções consigo mesma para, então, voltar aos trilhos na vida. Ele sugere que ela faça experiências para ver qual o caminho a trilhar, qual carreira ela poderia seguir, em momentos como no café da manhã, em que ela toma com os seus tios, onde cada um é profissional em uma área, mas que foram distanciados pelo pai de Clara.

Os tios dão um verdadeiro show no filme. Formado por incríveis talentos, como Daniel Filho, Kiko Mascarenhas, Leandro Hassum e Alexandre Nero. O tio interpretado por Leandro Hassum é que rouba a cena de todos, como um pediatra que tem uma relação para lá de problemática com a mãe. 
O filme é muito simplório, filmado com pouquíssimos recursos, mas com roteiro 'redondinho' e com uma fotografia onde as cores quentes sobressaem, além de uma trilha sonora escolhida a dedo. A trama é voltada mais para o público jovem, especialmente essa geração viciada nas redes sociais e fará que inúmeras pessoas se identifiquem rapidamente. Identificação é palavra chave do filme, pois não tem como não se identificar com a protagonista interpretada por Falcão que é tão cheia de dúvidas que, quando manda um vídeo para entrar no Big Brother Brasil, ela sugere que seja uma competidora sem personalidade nenhuma. 

O personagem de Rodrigo Pandolfo se torna não apenas um guia para a protagonista, como também uma espécie de ancora para ela não cair na mais pura depressão. Ela está sem rumo, seus pais não possuem noção com relação ao que acontece na sua vida e tampouco sabem que ela esta passando por uma crise.
O diretor Matheus Souza tem apenas 24 anos, mas já havia chamado a atenção do cinéfilo mais antenado e da critica especializada a partir do filme Apenas O Fim. Ambas as obras possuem uma linguagem jovem, mas que nada lembra as comédias americanas com adolescentes que, por vezes, são vazias e descartáveis. 

Embora tenha sido lançado em poucas salas de cinema, não me admira que o filme venha a ser cultuado, assim como ocorreu na primeira obra do diretor.


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