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7 de janeiro de 2014

Ender's Game - O Jogo do Exterminador (2013)

Embora o livro de Orson Scott tenha sido publicado em 1985, a sua trama funciona muito bem nos dias de hoje, já que os humanos do futuro vs os "alienígenas insetos", nada mais são do que uma metáfora critica das guerras entre americanos contra os outros países de ontem e hoje. Logicamente, a trama somente veio finalmente a ganhar sua adaptação cinematográfica graças às adaptações de sucessos literários que vem invadindo os cinemas, como Jogos Vorazes, por exemplo. Dessas inúmeras adaptações, muitas serão lembradas, outras esquecidas e, no caso de Ender's Game - O Jogo do Exterminador, possa, quem sabe, virar um pequeno cult num futuro próximo. 

Não deixa de ser interessante e cruel a história: crianças são recrutadas para combater alienígenas que, no passado atacaram a Terra por motivos (aparentemente) desconhecidos. A última esperança de um novo ataque cai nos ombros do raquítico Ender Wiggin (Asa Butterfield), que é treinado em grandes simuladores para combater a ameaça. Além disso, terá que combater tanto um possível instinto assassino interior, como também os momentos de bullying que sofre de outros colegas. 

O grande curinga da produção não é muito a trama (embora ótima), tampouco os efeitos especiais, mas sim o seu protagonista que vive de dilemas, insegurança e desconfiança com relação aos seus superiores. Asa Butterfield, que havia sido descoberto em A Invenção de Hugo Cabret, surpreende ao transmitir todos esses sentimentos e, mesmo não aparentando um físico heroico, ele acaba nos convencendo que pode sim dar conta do recado. 
Harrison Ford, Viola Davis e Ben Kingsley cumprem bem os seus papéis, ao interpretarem os superiores de Ender. Aliás, embora saibamos que eles enxergam um potencial genuíno no garoto, suas reais intenções somente serão reveladas no ato final da trama. Falando do final, é de se tirar o chapéu por apresentar uma surpreendente revelação, que coloca em xeque o destino e o caráter de cada um dos personagens. 

Uma pena que o filme não tenha se dado muito bem nas bilheterias americanas, pois, apesar de ter começo, meio e fim definidos, existe ali uma ponta solta para uma possível sequência que, infelizmente, talvez não venha acontecer. Como disse antes, é um filme que pode se tornar um pequeno cult, pois possui substância; não para uma eventual franquia, mas por saber passar uma mensagem de tentativa de paz entre os povos, de tentar saber dialogar com o que não se entende, sendo essa uma dificuldade humana que existe tanto no passado como ainda hoje, infelizmente.


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