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2 de dezembro de 2013

Thor: O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World, 2013)

Muitos se perguntam qual é a formula do sucesso da Marvel no cinema, principalmente nos filmes nos quais eles próprios comandam e que, atualmente, existe uma forte interligação entre as produções. A meu ver, o estúdio não está a fim de mudar a vida de ninguém, tampouco mudar a linguagem das adaptações de HQs para o cinema, mas sim criar boas histórias, nas quais tanto podem entreter os pequenos como também o público mais maduro e que cresceu lendo boas HQs. Thor: O Mundo Sombrio é mais ou menos isso: supera seu antecessor, mas mantém o mesmo ritmo apresentado nos outros filmes solos da casa de ideias, dando a entender que o melhor sempre ficará para depois (em Vingadores 2?).

Praticamente a trama é uma continuação dos eventos vistos em Vingadores (de 2012), começando com a prisão perpétua de Loki (Tom Hiddleston, ótimo), mas se concentrando no retorno dos Elfos Negros, liderados pelo tirano Malekith (Christopher Eccleston), cujo objetivo é conquistar uma energia escura, que acaba possuindo Jane Foster (Natalie Portman) e levar os nove reinos a escuridão eterna. Diferente do filme anterior, o filme se concentra mais nos nove reinos e fazendo com que o filme se torne muito mais grandioso e épico. Mas isso já era o esperado, pois a direção ficou a cargo de Alan Taylor - responsável por seis dos melhores episódios da série Game of Thrones - que injetou um tom mais sombrio à trama.

Embora Taylor esteja no comando, não espere uma produção séria, pois o filme é direcionado a todas as idades. Isso pode soar um tanto que perigoso, mas se mostrou eficaz, pois O Mundo Sombrio se alterna em momentos dramáticos para, logo em seguida, surgir momentos de humor certeiros, principalmente protagonizados pela personagem Darcy (Kat Dennings) e por um amalucado Dr. Selvig (Stellan Skarsgård). Contudo, são os momentos de emoção que me conquistaram, pois o filme possui passagens emocionantes, principalmente na seqüência de um funeral após o ataque dos Elfos Negros e que, com certeza, é disparado um dos momentos mais tristes e bonitos dos filmes comandados pela Marvel até agora.

Diferente do filme anterior, alguns personagens ganharam mais tempo na tela: mesmo em pouco tempo, Jaimie Alexander novamente nos conquista com sua guerreira Sif e nos faz torcer para que ela seja a Mulher Maravilha do cinema futuramente. Heimdall (Idris Elba) larga por um tempo a sua tarefa de porteiro de Asgard e demonstra que o seu poder vai muito além. Mas é Frigga (Rene Russo) que, se comparado ao filme anterior, é a personagem que ganha mais importância e se torna protagonista de um dos momentos mais dramáticos da trama. 
Com relação aos peões principais, Chris Hemsworth está mais à vontade do que nunca como Thor e prova que tão cedo não largará o martelo do personagem. Mas, se por um lado Anthony Hopkins está “mais do mesmo” como Odin, por outro, Christopher Eccleston infelizmente acaba se tornando uma decepção como Malekith, pois mesmo com o ameaçador visual e poder do personagem, ele não transmite nada com que faça com que o público tenha simpatia por ele. Felizmente a galeria de vilões é muito bem representada novamente pela presença de Loki e muito se deve à contagiante interpretação de Tom Hiddleston encarnando cada vez melhor o personagem e fazendo com que o cinéfilo sempre torça para ele surgir em cena, pois com ele presente, tudo pode acontecer, rendendo tantos momentos de tensão como também de puro humor. 
Embora ainda ache que as melhores cenas de ação da Marvel estejam no filme Vingadores, Thor: O Mundo Sombrio chegou perto de superar, tanto na seqüência do ataque contra Asgard, como também no ato final da luta do herói contra o vilão elfo. Essa seqüência, aliás, é uma verdadeira montanha russa, pois os personagens se confrontam de corpo a corpo, mas ao mesmo tempo seus corpos voam e saltam no espaço-tempo, sendo jogados em diversos lugares, proporcionando momentos inesperados, mas ao mesmo tempo muito engraçados.
Com começo, meio, fim bem amarrados e deixando as irregularidades do filme anterior de lado, Thor: O Mundo Sombrio surpreende principalmente nos minutos finais da historia, onde deixa dúvida com relação ao destino de um dos personagens e principalmente sobre qual caminho esse gancho inesperado irá ser finalizado: será em Vingadores 2? Guardiões das Galáxias? Thor 3? Só a Marvel (ou não) sabe!

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