Parceria

21 de outubro de 2013

GRAVIDADE (Gravitiy, 2013)

Espetacular. Mind-blowing.

O novo filme de Alfonso Cuarón, com Sandra Bullock e George Clooney, é um marco cinematográfico. O enredo pode aparentar certa banalidade, mas é visualmente arrebatador.

George Clooney é Matt Kowalski, um experiente astronauta que está em sua última missão espacial para consertar o telescópio Hubble, juntamente com a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock). Durante a manutenção, recebem de Houston a ordem para abortar a missão, pois um satélite russo fora destruído por um míssil e os destroços criaram uma reação em cadeia, destruindo outros satélites e gerando uma nuvem que corre em alta velocidade na órbita da Terra destruindo tudo à sua frente. Ao serem atingidos, a Dra Stone é jogada no espaço sideral, sem condições de se estabilizar, sem referência, sem comunicação com a Terra e perdendo oxigênio rapidamente. Ao ser resgatada por Kowalski, ambos iniciam uma corrida por sua sobrevivência, pois os destroços logo voltarão a atingi-los.

Este thriller de ficção científica é o mais realista filme espacial de todos os tempos, pois ele trabalha dentro das regras da física: no espaço a vida é insustentável, não há som, não há oxigênio e nunca se sabe para onde a gravidade irá te jogar. Assim, além da comunicação por rádio, o único som é a atemorizante trilha sonora de Steve Price, que consegue compor magnificamente para cada momento da exibição. Nos minutos calmos e aparente paz no espaço, sua trilha é tocante e revigorante, demonstrando certa influência de John Williams; nos momentos de fúria, a uma certa perturbação na composição que me lembrou as trilhas de Hans Zimmer, com quem trabalhou em Batman Begins.
Apesar de uma cativante e tradicional atuação debochada de George Clooney, Sandra Bullock é a estrela do filme, mostrando novamente que é muito mais que uma atriz de comédia... O curioso foi terem usado efetivamente somente os dois como atores. Os demais só aparecem em voz ou foto. Ed Harris, é a voz de Houston conversando frivolidades com os astronautas. Entretanto, o ápice do filme são os efeitos visuais. O filme chegou a criar certa dúvida entre críticos, jornalista e espectadores se algumas imagens não foram realmente captadas no espaço, ao que o Cuarón respondeu ironicamente “Sim, nós levamos câmeras para o espaço. Estivemos lá por cerca de três meses e meio. Fiquei muito zonzo durante os ensaios”, o que gerou diversas piadas na internet [fonte].
A fotografia do filme e a composição da edição são estonteantes. Assisti-lo em IMAX e 3D foi uma experiência arrebatadora. Em certa ocasiões foi possível ter a sensação de que a sala também girava e o desconforto gravitacional era sentido nas mais confortáveis poltronas.

Um dos sonhos de infância de Alfie (Cuarón) era ser astronauta. De certo modo ele realiza seu sonho demonstrando o quão perigoso pode ser uma simples missão espacial. A composição da história, de seu início ao desfecho final é de um realismo sem precedentes, mas ainda preservando alguns elementos chave para a composição filosófica do roteiro: o herói de jeito cowboy e a mocinha estudada e recatada; dramas do passado que vêm à tona e o desejo de um futuro próspero; medo e esperança. Há uma cena linda, tocante, que remete ao renascimento, em que a personagem de Bullock consegue se proteger na base espacial e gira em posição fetal, com o espaço e todo o temor do que há lá fora... permitindo ao espectador recuperar o fôlego, pois ainda há muito pela frente.
O filme é realmente fantástico e realmente recomendo que seja assistido em um cinema, pois não sei se uma televisão conseguirá transpor a mesma experiência. Assistam o trailer abaixo para ter uma ideia do poder deste filme.



20 de outubro de 2013

RIO 2: Confira o novo pôster da sequência da Century Fox!

Lembra da animação da arara azul que tinha medo de voar? Ela está de volta (E acompanhada)!

A história da arara Blu não encerrou no sucesso de bilheteria "Rio", dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha. A ave, junto de sua namorada Jade, voltarão para o Rio e enfrentarão aventuras na Cidade Maravilhosa em pleno clima de Copa do Mundo. Abaixo você confere o novo pôster desta aventura com cenário brasileiro:


O longa "Rio 2" chegará as telonas dia 28 de Março de 2014.

18 de outubro de 2013

Guerra Mundial Z (World War Z, 2013)

Minhas expectativas para Guerra Mundial Z eram consideravelmente baixas. Os problemas nas filmagens, as brigas durante a pós-produção, a notícia de que foram necessárias refilmagens extensas de todo o terceiro ato do filme pareciam definir a qualidade do produto. O trailer não ajudou muito ao focar no que parecia serem zumbis ainda mais rápidos do que estamos acostumados a ver desde Madrugada dos Mortos e demonstrando um comportamento de mente coletiva, essa parecia ser uma ideia particularmente boba ou, pelo menos, muito fantástica para o tom mais realista do filme. Tudo parecia estar se encaminhando para um desastre de grandes proporções, porém eu fico bastante feliz em dizer que o filme é, na verdade, um dos melhores do gênero zumbi dos últimos anos.

O longa-metragem foi baseado no livro homônimo de Max Brooks. Eu já li o Guia de Sobrevivência Zumbi do mesmo autor e achei o texto bastante leve e engraçado. Obviamente o tom de Guerra Mundial Z deve ser bem diferente pois a trama apresentada no filme se leva absolutamente a sério, sem aquele sorriso cínico presente na ambientação da maioria das obras que envolvem zumbis hoje em dia. 

A trama do filme é posta em ação rapidamente e em questão de não mais que 10 minutos de filme os zumbis já estão presentes, dominando o mundo. A humanidade, como sempre despreparada, está encarando a sua extinção.
Brad Pitt interpreta Gerry, um ex-agente da ONU, que tem que salvar a família da ameaça zumbi enquanto é recrutado pelo governo para ajudar a encontrar algum tipo de cura para a praga que ataca em escala mundial. Um dos pontos interessantes aqui é que o personagem de Pitt é de fato um agente bastante treinado e capaz (tanto quanto possível) para lidar com situações extremas. É uma novidade bem-vinda finalmente assistir a um personagem que está preparado para agir em uma situação desesperadora como essa e Gerry acaba se mostrando cheio de recursos na maior parte do filme, capaz de improvisar baionetas e entender a transmissão do vírus zumbi em questão de segundos.
A história realmente tem um apelo bastante internacional e dá enfáse ao fato de que o problema está acontecendo em escala global. Gerry e sua familia estão nos Estados Unidos mas logo o agente se vê envolvido no combate à zumbis na Coréia do Sul, Israel e Inglaterra.

Eu mencionei problemas na pós-produção do filme e isso se deu principalmente por que Brad Pitt e o estúdio não ficaram satisfeitos com a versão final do filme e demandaram a completa refilmagem do terceiro ato do diretor Marc Forster. Originalmente, o terceiro ato envolveria Gerry em Moscou e mostraria grandes batalhas épicas contra os zumbis. Isso acabou sendo substituído pela trama na Nova Escócia que está presente no filme.
Normalmente eu fico do lado do diretor e da versão artística de sua obra, conforme originalmente imaginada, mas posso dizer que dessa vez as mudanças funcionam excepcionalmente bem. O filme tem sua conclusão recheada de tensão e suspense, mantendo o seu ponto forte naquilo que menos se esperaria de um filme que foi tão radicalmente modificado: o roteiro bem escrito.

A partir de um ponto específico, a trama deixa claramente de lado uma escala maior e mais épica e acaba focando em uma história sólida e amarrando a trama em detrimento de efeitos especiais e cenas de batalhas mais amplas.
As grandes qualidades aqui são o roteiro e a ambientação. A história é bem imaginada e quando parece que nada pior pode acontecer com Gerry, a situação fica ainda mais difícil, porém o filme muda a sua velocidade sabiamente antes de perder o controle. Os demais aspectos do filme variam entre o ordinário e o razoavelmente bom, mas nada se destaca. As interpretações dos atores coadjuvantes não prejudicam, mas também não destacam ninguém. A trilha sonora é de Marco Beltrami, que mais uma vez confirma que ele só sabe fazer músicas que podem não comprometer o filme, mas ninguém vai conseguir lembrar delas cinco minutos depois de ouvi-las.

No geral, Guerra Mundial Z é um filme sólido com ação arrebatadora, uma ambientação eficiente e uma boa história para contar. Aparentemente, em algum momento, os produtores tiveram que escolher entre serem fiéis ao livro que inspirou o filme ou romperem de uma vez com a história original. Eles escolheram a segunda opção e, na minha opinião, acertaram em cheio.


3 de outubro de 2013

Top 10 frases de Star Wars

Mais do que um filme e muito mais do que um marco na história do cinema, a saga Star Wars, de George Lucas,  é um ícone da cultura pop mundial desde 1977. As principais influências da obra incluem o ideal de liberdade americano, a luta contra nazistas e soviéticos, a figura do Cowboy anti-herói, histórias de príncipes e princesas medievais e até complexo de édipo, mas, sobretudo, as filosofias e religiões orientais, como o taoismo e budismo, entre outros. Essas influências se revelam nas falas dos personagens, no figurino e nos cenários. Guerras nas Estrelas influenciou diversas gerações nas mais diversas áreas, gerando profundas discussões em cinema, estética, cultura e até mesmo na filosofia. Há quem siga, inclusive, a filosofia Jedi do filme como religião. Fora os exageros dos fanáticos, é comum ver no meio geek o uso rotineiro de frases do filme como bordões e ditados populares. Entre as mais memoráveis, separei 10 que para mim, são as mais significativas e de profunda significância para a consolidação da obra e de seus personagens.

10 - It's a trap! - Admiral Ackbar
"É uma cilada!" é o comentário óbvio do Almirante Ackbar quando toda a frota rebelde, prestes a entrar no campo de ataque à 2ª Estrela da Morte é surpreendida pela massiva emboscada imperial em "O Retorno de Jedi".


9 - Fear is the path to the dark side. Fear leads to anger. Anger leads to hate. Hate leads to suffering. - Yoda
"O medo é o caminho para o lado negro. Medo leva à raiva. Raiva leva ao ódio. Ódio leva ao sofrimento." é a explicação mais direta que o Mestre Yoda poderia transmitir aos Jedi, sobretudo em seu receio sobre o treinamento do pequeno Anakin Skywalker. Cheio de medo de perder as pessoas que ama, não teve jeito, Anakin cedeu ao lado sobrio e tornou-se o maior sith de todos os tempos, mas também o maior Jedi.


8 - That's when fun begins - Han Solo / Anakin Skywalker
"É quando a diversão começa..." No início do Episódio IV (de 1977), sendo perseguidos por um caça imperial, o imaturo Luke Skywalker está assustado e eis que Han Solo, com seu estilo cowboy despachado e superseguro de si, tranquiliza-o com esta pérola. A frase foi repetida no início do Episódio III (de 2005): Anakin e Obi Wan vão durante a batalha espacial sobre Coruscant resgatar o senador Palpatine, que fora sequestrado pelo General Grievous; quando o ataque droid cai fortemente sobre Anakin, ele mostra  mesma soberba e ressalta a frase, como homenagem e elo com os primeiros filmes da série.

7 - I find your lack of faith disturbing - Darth Vader
"Eu acho a sua falta de fé perturbadora" é a resposta de Darth Vader ao enfrentamento do almirante Motti, sufocando-o sem as mãos, apenas com uso da Força. Na reunião do alto escalão das forças imperiais na Estrela da Morte, Motti apenas teria dito que a crença de Vader em uma antiga religião não ajudou a encontrar os planos roubados pela rebelião ou descobrir a base rebelde... Aí o Vader magoa... sorte dele que o Governador Tarkin estava lá para controlar Vader.

6 - Twice the pride. Double the fall. - Darth Tyranus
Traduzido como "Quando maior o orgulho, maior a queda", esta sentença demonstra toda a sabedoria de Darth Tyranus / Conde Dooku que, mesmo tendo sido um exímio jedi durante a maior parte de sua vida, se entregou para o lado negro da força e ainda fazia questão de dar lição de moral no ascendente jedi Anakin Skywalker. Anakin, tem sede de vingança por Dooku ter amputado um braço e subestimar o jovem jedi fez Dooku perder a cabeça, literalmente.

5 - Wars not make one great. - Yoda
Luke Skywalker está menosprezando aquele ser verde e baixinho na sua frente dizendo que está em Dagooba em busca de um grande guerreiro... Yoda começa a revelar sua sabedoria a Skywalker ensinando-lhe que "...guerra não faz ninguém grande." - Durante o Império Contra-Ataca

4 - There is another Skywalker - Yoda
Aos 900 anos de idade Yoda percebe que seu corpo está fraco e decide retornar sua vida para a Força (morrer mesmo). Em seu último encontro com Luke, ele lhe revela que, além de ter que enfrentar Darth Vader para provar que é um jedi, "Existe outro Skywalker". Buscando por seus sentimentos, Luke descobre que a princesa Leia é, na verdade, sua irmã... por quem tinha um amor platônico - e, às vezes, até mais picante... (Safadinho esse George Lucas). - Durante o Episódio VI - Retorno de Jedi.

3- Do or do not. There is no try. - Yoda
Displicente, indisciplinado. Luke Skywalker não aceita com facilidade os ensinamentos no Mestre Yoda. Quando vê sua nave afundando no meio do pântano em Dagooba, Luke se desespera e Yoda diz que não há diferença entre erguer uma pedra ou uma nave, somente há diferença em sua cabeça... Luke acata com má vontade dizendo-lhe que irá tentar tirar a nave. O mestre por sua vez rebate com firmeza: "Faça ou não faça. Tentativa não há".

2- I am your father - Darth Vader
O duelo entre Darth Vader e Luke Skywalker é o ápice do melhor filme da saga - O Império Contra-Ataca. Durante a batalha, Vader tenta convencer Luke a se unir ao lado negro da Força... o ás em sua manga é revelar ao jovem Skywalker que ele é, na verdade, seu pai, Anakin Skywalker. Esta frase muda significativamente o drama da saga, até então colocada com a batalha entre o bem e o mal, entre rebeldes e o Império... agora há um conflito familiar. Seu pai, seu herói é também seu arquinimigo... foda!

1- May the Force be with you - Obi Wan
Apesar de a frase ter sido dita por muitos outros personagens depois, "Que a Força esteja com você" foi dita pela primeira vez pelo mestre jedi Obi Wan Kenobi, interpretado com maestria por Sir Alec Guinness. Em Episódio IV - Uma Nova Esperança. Quando decide se separar do grupo para liberar o escape deles da Estrela da Morte e, sozinho, enfrentar seu antigo aprendiz, Darth Vader, ele acalma Luke Skywalker no sentido de que tenha confiança em si e na Força, com toda a amorosidade de um mentor e protetor, sabendo que ali seria o adeus a um jovem que ele viu nascer e crescer. A frase é a mais importante e sintetiza o sentimento de todos que são fãs da saga e aqueles que entendem, filosoficamente, o que significa a Força, muito além dos filmes de George Lucas.

Faltou alguma? Que frases você incluiria??? Comente! Vamos aumentar essa lista!


Receba no seu e-mail - Cadastre-se!

Mais Lidos do blog