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28 de fevereiro de 2013

O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012)

No filme, dirigido por David O. Russel, o personagem central é Pat (Bradley Cooper), um jovem professor bipolar, que volta a morar com os pais após sair de uma clínica de tratamento mental e busca se reconciliar com sua ex-esposa por quem é apaixonado. Nesse período ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma garota problemática que vai se mostrar mais que uma boa amiga. Para recuperar sua esposa ele decide ajudar Tiffany em concurso de dança, mas terá de lidar com o vício do pai (Robert De Niro) em apostar em jogos de beisebol e que o considera um amuleto de sorte

A obra é uma verdadeira “dramédia”, sensível e com excelente dose de humor, O. Russel consegue transmitir durante toda exibição o sentimento de otimismo, fazendo jus à adaptação do título em português. Mas o que se destaca mesmo no filme são as atuações.

Bradley Cooper, o ator principal, está definitivamente em seu melhor papel e teve uma merecida indicação ao Oscar, mas ainda está longe de superar Daniel Day-Lewis (vencedor por Lincoln). De Niro está ótimo como coadjuvante, mas isso já não é surpresa. O charme está na vencedora do Oscar de Melhor Atriz, a jovem Jennifer Lawrence de apenas 22 anos que já é a nova queridinha de Hollywood. Muito mais do que um rosto bonito, a garota é realmente talentosa. Ela já havia mostrado seu grande potencial em ‘Inverno da Alma’, mas agora, em ‘O Lado Bom da Vida’, ela consagrou sua carreira com uma verdadeira estrela!

Vale muito a pena conferir, pelo menos o trailer abaixo... Até a proxima!

26 de fevereiro de 2013

Oscar 2013 - Vencedores

Melhor Filme: Argo

Melhor Ator: Daniel Day-Lewis - Lincoln

Melhor Atriz: Jennifer Lawrence - O Lado do Bom da Vida

Ator Coadjuvante: Christoph Waltz - Django Livre


Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway - Os Miseráveis

Melhor diretor: Ang Lee - As Aventuras de Pi

Melhor roteiro original: Quentin Tarantino - Django Livre

Melhor roteiro adaptado: Chris Terrio - Argo

Melhor filme em língua estrangeira: Amor (Áustria)

Melhor Animação: Valente

Melhor trilha sonora original: Mychael Danna - As Aventuras de Pi

Melhor canção original: "Skyfall"- 007 - Operação Skyfall

Melhores efeitos visuais: As Aventuras de Pi

Melhor maquiagem: Os Miseráveis

Melhor fotografia: As Aventuras de Pi

Melhor Figurino: Anna Karenina

Melhor direção de arte: Lincoln

Melhor documentário: Searching for Sugar Man

Melhor documentário em curta-metragem: Inocente

Melhor montagem: Argo

Melhor curta: Curfew

Melhor Curta de Animação: Paperman


Melhor edição de som: 007 - Operação Skyfall e A Hora Mais Escura


Melhor mixagem de som: Os Miseráveis



17 de fevereiro de 2013

E aí, Quem leva o Oscar?

A Academy Awards realizará a entrega de sua tradicional premiação no próximo dia 24 de fevereiro, domingo. Entre tantas categorias, a grande aposta da noite de gala é quem levará a estatueta de melhor filme. 
O drama de fantasia ‘Indomável Sonhadora’ chama atenção por trazer a mais jovem artista a concorrer à Melhor Atriz, Quvenzhané Wallis, de apenas 9 anos. O filme austríaco ‘Amour’, por sua vez, é o azarão da noite; ele traz a mais velha atriza a concorrer ao Oscar (Emmanuelle Riva, de 85 anos) e cativa o público com uma história simples e bem contada sobre a força do amor entre um casal idoso. 
‘O Lado Bom da Vida’ é uma dorável mistura de drama e comédia que se vale muito pelas excelentes atuações de Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. Nesse sentido, a cinebiografia ‘Lincoln’ também tem grande chances de levar algumas estatuetas, principalmente pelos nomes envolvidos que falam por si: Daniel Day-Lewis e Steven Spielberg.
‘A Hora Mais Escura’, sobre os 10 anos da caçada a Bin Laden, tem Jessica Chastain como a provável Melhor Atriz, por já ter levado o Globo de Ouro, mas o filme concorre mais por uma questão política do que pela obra em si. Também sob o pano de fundo das guerras americanas, ‘Argo’, dirigido e estrelado por Bem Affleck não parece estar recebendo o mesmo destaque no Oscar que recebeu no Globo de Ouro, mas pela opinião da crítica internacional, é uma obra que ainda pode supreender. 
A adaptação musical de ‘Os Miseráveis’, grande obra de Victor Hugo, se destaca pela fotografia, maquiagem e trilha sonora, além das atuações de Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway. É um dos mais fortes candidatos. ‘As Aventuras de Pi’, do diretor Ang Lee, é uma dramática aventura que concorre mais pelo conjunto da obra do que pela história em si - a trilha sonora e a fotografia são belíssimas, mas não seria minha primeira aposta. 
Django Livre’, o primeiro western de Quentin Tarantino é um dos mais badalados. Pelo grande elenco (Jammie Foxx, Leo DiCaprio e Christopher Walz), o longa apela para uma trilha cativante em uma trama envolvente, com uma pitada de violência extrema e bela fotografia. Se não levar o Oscar de Melhor Filme, pode-se ter certeza de que ele arrebatará algumas outras categorias. 

Fiquem de olhos nestas obras, façam suas apostas e bons filmes! Até a próxima!

15 de fevereiro de 2013

UNIVERSIDADE MONSTRO: Novo trailer dublado!


Eles estão chegando voltando: Voltando ao passado!


O segundo filme da franquia "Monstros SA" acaba de ter seu trailer dublado disponibilizado pela conta da Disney no YouTube. O filme contará a história de como Mike e Sulivan se tornaram amigos na faculdade.

Confira o trailer abaixo:


O longa chega as telonas dia 21 de junho de 2013.

3 de fevereiro de 2013

DJANGO LIVRE (Django Unchained, 2012)

Um filme de Quentin Tarantino nunca é avaliado por seus próprios méritos. Isso seria uma vantagem injusta se fosse aplicada a qualquer outro diretor. Não seria certo, por exemplo, considerar Lincoln um filme melhor só porque ele é dirigido por Spielberg. Já Tarantino merece essa distinção. Django Livre poderia ser exatamente igual e ser um filme menor caso não fizesse parte da filmografia do aclamado diretor. A razão para isso é que Tarantino nos lembra constantemente que não devemos considerar essa como uma obra qualquer porque esse é um filme "dele".

A trilha sonora, figurino, elenco e principalmente alguns diálogos seriam quase inaceitáveis nas mãos de outro diretor mas aqui brilham quando aplicados aparentemente fora de contexto mas na verdade reforçando a ideia central do filme. O cinema de Tarantino ficou um pouco mais temático e fetichista em seus últimos dois capítulos. Bastardos Inglórios deu a judeus a chance de aterrorizar nazistas e agora os escravos tem a chance de se vingar dos seus cruéis senhores.

Se tratando de Tarantino e de sua violência exagerada (e por isso mesmo pouco chocante) eu fiquei surpreso ao perceber que o diretor teve a sensibilidade de deixar a violência contra os escravos o mais perturbadora e menos gráfica possível. Houve uma certa polêmica nos Estados Unidos pelo uso exagerado da palavra "nigger" no filme. No Brasil ela foi substituída pelo igualmente ofensivo "crioulo" o que mantém o espirito original.

Christoph Waltz mantém o mesmo nível de seu trabalho anterior com o diretor e esse já é um feito considerável. Se há alguma observação a ser feita é de que claramente Waltz não é o coadjuvante e sim o personagem principal. Jamie Foxx se sai muito bem como Django e mantém uma intensidade contida por boa parte do filme. Quando ele finalmente assume seu papel como condutor da história a trama já não tem mais para onde se desenvolver.
Leonardo DiCaprio entrega um bom vilão que intriga e interessa ao espectador, mas que parece se sair melhor nas cenas em que é mais suave e que acaba confundindo gritos esporádicos com intensidade.

Quem deveria ter sido indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante é Samuel L Jackson que, desde Pulp Fiction, não tinha um papel tão brilhante em uma obra do diretor. Jakson interpreta um negro racista que se vê como branco e, apesar da aparência frágil, encarna o perigo real do vilão do filme.

Eu assisti ao Django original (não que essa seja uma refilmagem) com Franco Nero e posso dizer que, apesar de se tratar de um clássico, o filme de Tarantino é superior.

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