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31 de julho de 2012

007 - Operação Skyfall Trailer legendado

O novo filme de James Bond, Operação Skyfall, estreia dia 2 de novembro.

Confira o trailer abaixo.

 

27 de julho de 2012

O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (Dark Knight Rises, 2012)

Em 1995, chegava nos quadrinhos do Brasil a série “A Queda do Morcego”, apresentando um novo inimigo ao Batman. Tão inteligente quanto Bruce Wayne e ainda mais forte em função da droga Venon que injeta em seu sangue, Bane literalmente quebra Batman ao meio, deixando-o paraplégico. A revolução nos quadrinhos para a volta de Bruce Wayne marcou a minha infância. Eu sempre ficava imaginando como seria ver o combate entre eles nos cinemas. De certa forma, estou esperando por este filme há 17 anos, muito antes de Chris Nolan pensar em filmá-lo. Hoje, esse sonho, por mais piegas e ridículo que possa parecer, se realizou.

É extremamente complicado para um fã tentar fazer uma crítica isenta, para não dizer, impossível. Não sou apenas fã da trilogia, mas da própria história do Batman nos quadrinhos. É muita prepotência, da minha parte, tentar julgar o trabalho de um gênio como Chris Nolan e de grande atores como Christian Bale, Morgan Freeman, Michael Caine, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Gary Oldman, Joseph Levitt e Tom Hardy. O que posso dizer é que o filme é sensacional, não tanto quando o segundo, mas ainda assim espetacular.

O longa-metragem tem um ritmo muito frenético, exigindo muita atenção do espectador, como é do gosto de Nolan (vide A Origem e O Cavaleiro das Trevas). Acredito que quem não tenha assistido aos dois primeiros, talvez sinta falta de algumas explicações. No entanto, para quem acompanhou toda a saga, a obra está completa, com referências às histórias anteriores e alimentando a fantasia do que poderia acontecer após este terceiro episódio.
O título do filme é perfeito, pois o Homem-Morcego realmente ressurge, duas vezes. A história se passa 8 anos após os acontecimentos do último filme, quando Batman assume para si a culpa pelos crimes do promotor de justiça Harvey Dent, o Duas-Caras, inocentando-o para despertar na população a esperança de justiça e paz para a cidade. Quando um novo mal desperta sobre Gotham City, Bruce Wayne percebe que os tempos de paz se foram e que a cidade ainda precisa dele.
Esta obra segue a abordagem do terror psicológico dos outros dois e Tom Hardy consegue transmitir tudo através do olhar de Bane. Além disso, a alteração na voz, em função da máscara que o personagem usa, causa calafrios.
As cenas de ação são excelentes, mas eu esperava mais das lutas entre Bane e Bruce Wayne. A trilha sonora de Hans Zimmer é precisamente perfeita. As surpresas estão em alguns persongens com nomes alterados para não levantar suspeitas até o final, uma jogada brilhante dos roteiristas. O curioso é a ladra Selina Kyle, que não é citada como “Mulher-Gato”. E para quem tinha dúvidas se ela convenceria como "mulher fatal", vai mudar de ideia depois deste trabalho. Meu destaque, entretanto, é para a Marion, que ficou realmente muito parecida com sua personagem dos quadrinhos, além de estar muito gostosa bonita.
Não há muito mais a comentar, pois tenho receio de estragar algum momento precioso. Cada cena deve ser saboreada. É efetivamente um final épico. O fim de uma jornada que deixará saudades e aquele desejo insaciável de mais uma continuação, ainda mais com todas as surpresas do final do filme. Torço para que não façam um reboot tão cedo para que este trabalho se perpetue no imaginário popular.

ASSISTAM !!!

Obs.: Só não recomendo o Cinemark do Bourbon Ipiranga - Porto Alegre, o som comprometeu um pouco exibição.


Em breve, comentários sobre:

BATMAN (1943)

BATMAN and ROBIN (1949)

BATMAN (1966)

BATMAN (1989)

BATMAN RETURNS (o Retorno, 1992)

BATMAN FOREVER (Eternamente, 1995)

BATMAN AND ROBIN (1997)

BATMAN BEGINS (2005)

BATMAN DARK KNIGHT (O Cavaleiro das Trevas, 2008)

26 de julho de 2012

Top 10 Frases Memoráveis do Cinema

Já reparou que, às vezes, basta alguém dizer uma frase e você lembra automaticamente de algum filme?Algumas dessas frases ficaram tão famosas que são usadas no dia-a-dia, em conversas triviais. Minha pré-seleção tinha mais de 30 frases célebres e foi difícil chegar às 10 mais populares.

"Eu adoro o cheiro de Napalm pela manhã" deu o toque de insanidade para o início de Apocalipse Now, enquanto que, para 007, "Meu nome é Bond, James Bond" se tornou uma das mais controversas artimanhas de um agente-secreto britânico, apresentando-se sempre com seu nome verdadeiro. "Rosebud" é tão significante quanto o próprio Cidadão Kane, pois tudo transcorre no filme para descobrir o seu significado. Entre tantas frases, algumas são clichês e outras, meros bordões, mas algumas, são grandes ensinamentos.

Confira a lista abaixo. Destas, quais você já conhecia? Lembrou de outras? Escreva sua lista nos comentários!

E.T. Telefone Minha Casa
E.T. Phone Home
E.T. o Extra-Terrestre (1982): convivendo secretamente com uma família humana, E.T. consegue se articular e explicar que precisa fazer contato com sua família.

Não há lugar como o lar
There's no place like home
O Mágico de Oz (1939): após passar algum tempo no mundo fantástico, passando por algumas aventuras, Dorothy bate as suas sapatilhas vermelhas, volta para casa e se dá conta de como sua vida era boa.


Nós sempre teremos Paris
We'll always have Paris
Casablanca (1942): Quando parece ser o fim, Rick Blaine reforça para sua amada Ilsa Lund que eles ainda tem uma possibilidade de ficarem juntos, um dia.


Grandes poderes trazem grandes responsabilidades.
With great power comes great responsibility
 Homem-Aranha (2002): O último ensinamento do tio Ben é justamente o que dá um sentido à nova vida de Peter Parker como o Homem-Aranha.


Pede pra sair!
Tropa de Elite (2007): O BOPE não é lugar para moleque. Os fracos não tem direito a nada e devem implorar para ir embora do pesadelo que é o treinamento para se tornar um caveira. 


Hasta la vista, baby!
Exterminador do Futuro 2 (1991): No momento soberbo de espatifar, com um tiro, o T100 congelado por nitrogênio líquido, o exterminador T800 encontra o tempo certo de usar a frase que aprendeu com seu protegido John Connor.


Eu sou o Rei do Mundo!
I'm the king of the world!
Titanic (1997): O transatlântico mais famoso do mundo está em alto mar e em direção à liberdade americana. Tudo está tão perfeito, que Jack sente-se o dono do mundo.


Eu vejo gente morta... 
I see dead people...
Sexto Sentido (1999): Desesperado, o jovem Cole (Haley J. Osment) revela ao seu psicanalista, Dr. Malcom (Bruce Willis), sua extrema sensibilidade mediúnica, implorando por ajuda.


Eu farei uma oferta que ele não pode recusar.
I'll make him an offer he can't refuse
Poderoso Chefão (1972): Eis a célebre frase que conduz a história dos Corleone, a mais famosa família mafiosa do mundo ficcional. Don Vito e Don Michael, seu filho, a usavam sempre para justificar como conseguir o que parecia impossível.


Que a Força esteja com você!
May the Force be with you!
Guerra nas Estrelas (1977): O medo leva à raiva e o ódio é o caminho para o lado sombrio. Para se manter no caminho do bem e nunca se desesperar, um cavaleiro Jedi deve sempre confiar na Força. É esta fé que conduz a saga da família Skywalker numa história que aconteceu há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...


25 de julho de 2012

Dark Knight Rises - Trailer 3

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge estreia nesta sexta e nós estaremos já na primeira sessão oficial, às 23h55 do dia 26.

A expectativa é enorme para todos que vivenciaram a magnífica visão do diretor Chris Nolan sobre o personagem criado por Bob Kane.

Curtam o último trailer - abaixo - e aproveitem o filme.


22 de julho de 2012

NA ESTRADA (On The Road, 2012)

A convite do CineClube ZH, estivemos presentes na exibição do filme Na Estrada, do diretor brasileiro Walter Salles. Após a sessão, houve debate com o cineasta Fabiano de Souza e o jornalista Carlos André Moreira.

Adaptado da obra homônima de Jack Keroauc, lançada em 1957 e um dos marcos do movimento beatnik nos Estados Unidos, Na Estrada conta a história de Sal Paradise (Sam Riley), um jovem de classe média, nova iorquino, que sonha em ser um grande escritor. Para encontrar a sua história, ele cai na estrada com diversas pessoas, mas se relaciona mais intensamente com Dean Moriarty (Garrett Hedlund), um gênio indomável. Juntos, eles vivem o final dos anos de 1940 e início dos 1950, de forma intensa, com muito sexo, drogas e jazz.

O roteiro e o livro são "semi-biográficos" do próprio Kerouac. O longa-metragem dá uma ideia de toda a loucura que foi a vida dessas pessoas, ao romperem com o padrão de vida no pós-guerra, rejeitando o conservadorismo exacerbado para adotar um estilo desregrado, de contemplação das coisas simples e abuso de sensações mais eletrizantes. Uma frase dita por Sal exemplifica bem o sentimento dos jovens personagens: “Eu prefiro os loucos”.
É curioso o fato de que o livro seja a base de todos os "road movies", desde os anos de 1950, mas neste filme, em si, mostra-se muito pouco as rotas e estradas pelo qual se passa a história, sem ressaltar a experiência dos personagens com as viagens realizadas. Salles acabou se focando, principalmente, nas efêmeras relações dos personagens centrais, talvez em função da realidade de quem vive viajando: ficar pouco tempo em cada lugar e não se envolver muito com cada pessoa.

Quanto aos detalhes técnicos, o filme é muito bom e coloca o diretor brasileiro como bem cotado para vencer muitos prêmios com esta obra. Todas as atuações estão ótimas. Além dos atores centrais (Riley e Hedlund), todos os demais se destacam: Kristen Stewart, Kirsten Dunst, Viggo Mortensen, Amy Adams, Alice Braga, Terrence Howard, Steve Buscemi. Enfim, um baita elenco!
A trilha sonora é magníficamente animada, excelente para quem curte muito jazz. Porém, é um tanto quanto óbvio que, para um filme sobre viagem, o destaque maior seja a fotografia. Convenhamos, a captação da paisagem do interior dos Estados Unidos e a exposição de seus extremos é sempre deslumbrante. Neste filme, o diretor de fotografia Eric Gautier faz um trabalho espetacular, principalmente com a construção das cenas de neve feitas em Bariloche, Argentina.

Vale a pena conferir, mais pelo significado do livro para a história da nossa sociedade ocidental, do que pelo filme em si.

Até a próxima.


13 de julho de 2012

5 ANOS!

Cena de O Mentiroso (1997)
Parabéns para nós, nesta data tão querida para mim. Há exatos 5 anos, numa sexta-feira, 13 de julho, eu escrevia meu primeiro post neste blog, sem a certeza se o manteria, se conseguiria escrever com frequência, se teria aprovação dos leitores, ou melhor, se teria leitores. Hoje, já somamos mais de 300 postagens, mais de 1.000 filmes citados, mais de 5.000 acessos por mês, mais de 600 seguidores e outros 700 curtidores.

Tantas coisas aconteceram que pode ser injusto fazer uma retrospectiva e esquecer algum acontecimento importante, mas citarei aqui os mais marcantes. De 2007 até meados de 2010, eu raramente escrevia, por preguiça mesmo, tinha até vergonha de divulgar o blog, de tão tosco. No entanto, na Faculdade de Comunicação, três professores despertaram meu interesse novamente: Roger Bundt e Ana Paula Penkala (de Cinema) e Gilberto Consoni (que me deu ótima dicas para aprimorar o site). Fato é que, somente em junho de 2010, me senti impelido a fazer o que mais gosto na vida: falar de cinema. Foi neste momento que desenvolvi o Twitter do blog e comecei a divulgar o trabalho através das mídias sociais, sempre com a proposta de criar um espaço democrático, participativo.

Faça-se justiça, sempre salientarei que foi o interesse e apoio da Juliana Puccia que me incentivou a investir mais tempo no blog. De leitora, a Ju tornou-se a primeira colaboradora oficial, sempre com um posicionamento bem crítico sobre os aspectos técnicos e mais malucos dos filmes. Em seguida, ela nos apresentou o Diego Mercado, um cara que sabe absorver a essência de uma obra e transmiti-la integralmente. De repente, mais um leitor se sobressaía no Twitter, e o sr. Hanns Schultz tornou-se um colaborador necessário, pois faltava-nos uma percepção mais sensível quanto ao trabalho realizado em um longa-metragem.

Empolgados com o sucesso crescente do blog, escrevíamos todos os dias, fosse crítica, dica, resenha. Por obra do acaso ou destino, chegamos ao Rainer Alves, que ficou pouco tempo conosco, mas que sempre nos presenteou com textos de absurda qualidade e lista de top 10 ainda mais criativas. Envolventes, seus posts ainda estão entre os mais lidos do blog.

Depois de muita insistência, meu amigo Vinício Oliveira aceitou a proposta de se tornar um colaborador oficial. O blog ficou efetivamente rico. Rico de conteúdo e qualidade textual, pois o Vini é um profundo conhecedor de cinema. A inveja que eu tenho do conhecimento dele me fez buscar conhecer ainda mais coisas novas (ou melhor, antigas).

Focados no Rio Grande do Sul e São Paulo, conseguimos chamar atenção de um baiano, o Víctor Hugo Costa, que se tornou o mais poético de nossos colaboradores. Mais recentemente, já em 2012, meu grande parceiro amigo Huanri Lin nos deu a honra de ingressar no nosso time e trouxe junto toda a sua bagagem filosófica, antropológica, publicitária e veterinária.

Não posso deixar de agradecer a tantas outras pessoas que colaboraram conosco ao longo destes anos, seja comentando, retwitando, curtindo, compartilhando ou nos presenteando com ótimos textos: Felipe Tedesco, Michele Reis, Tainá Hennig, Luís Maffini, Lúcio Dias, Alessandra Pedro, Matheus Kurtz, Mariana Pereira, Marcus Zecchini, Marcelo Jr., Sr. Fruc, Thales de Mendonça, Arthur Farias, Osi Nacimento, Bacalhaus, Julia Souto, Leonardo Centena, (o quase colaborador) Rafael Seibel, Alexandre Arruda, Bárbara Souza, Renato Gaiarsa, Ricardo Pereira  e, principalmente, aos irmãos Lumière.

Preciso ainda, agradecer mais pessoalmente a algumas pessoas. À Lisiane, da Espaço Z, organizadora das pré-estreias. À Karina Fröhlich, por nos integrar a uma parceria com o Clube do Assinante Zero Hora e toda a equipe que nos apoia até hoje na participação das Premières (Felipe Balestrin e Fernanda Assmann). Ao amigo Paulo Weirich, do Jornal Comunidade Zona Sul, de Porto Alegre, que me deu a oportunidade de uma coluna mensal em sua publicação. À minha amiga Fátima Rama, responsável pelo criação da nossa bela logomarca. À Raquel Colombo, minha esposa, que sempre corrige meus textos e exige o meu melhor, além de ser minha grande parceira das sessões-pipoca e eventual repórter do blog. À minha sogra, Denise, por sempre me apresentar algumas preciosidades cinematográficas. À minha mãe, Ezildinha, por sempre me incentivar a realizar meus sonhos. A meu irmão, Tiago Vinícius que me ajuda a ter mais conhecimento sobre cinema, sempre me presenteando com ótimos livros. Ao meu sobrinho Enzo, por me fazer conhecer todo o filme Carros 2, sem precisar assisti-lo. E, não menos importante, meu pai, Gerson Colombo, que me inspira a escrever cada vez melhor e de quem herdei a paixão pelo Cinema.

A todos, meu muito obrigado! Lembrem-se, aqui é o melhor lugar para se falar de cinema, sem frescura!




10 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man, 2012)

A saga está reiniciada, em uma trama mais madura e agradável aos fãs mais fervorosos. O Espetacular Homem-Aranha chegou aos cinemas e as comparações com a versão de 2002 são inevitáveis. Nem tudo é tão diferente, mas a abordagem é mais densa e concisa.

A história conta que Peter Parker (Andrew Garfield) foi criado com seu tio Ben (Martin Sheen) e tia May (Sally Field), abandonado pelos pais que fugiram por algum motivo obscuro. Adolescente, Parker é promissor nos estudos e se assemelha muito a seu pai, que era um cientista da genética. Na busca por saber mais sobre porque seus pais desapareceram, entra em contato com Dr. Curt Connors (Rhys Ifans), antigo parceiro de seu pai. Em um acidente inesperado, leva uma picada de uma aranha geneticamente modificada que o transforma em um mutante, com força e agilidade sobre-humana. O mesmo princípio de transmutação genética entre espécies diferentes transforma Dr. Connors no Lagarto, que assombrará New York como se fosse o Godzilla.

"Conhece-te a ti mesmo". A máxima socrática é o tema que conduz todo o enredo do novo Homem-Aranha. Nesta versão, a história do personagem Peter Parker é contada desde a sua infãncia. Na trama, os fatos que o levaram a ser criado com seus tios estão diretamente ligados ao acontecimento que o transforma em um mutante. Além disso, a narrativa deixa evidente o que o motivou a deixar de ser um adolescente genial e genioso para tonar-se um super-herói.
No filme de 2002, em que Tobey Maguire interpretava o herói, o foco era principalmente a questão da responsabilidade. Os poderes que lhe eram dados deveriam ser honrados; portanto, era mais do que dever de Peter Parker buscar fazer justiça. No novo longa metragem, o que motiva o personagem a vestir o capuz ainda é o desejo por vingança, o anseio por descobrir o homem que matou seu tio, mas o sentimento de culpa do primeiro filme é quase ignorado nesta nova versão. O que motiva o novo Peter Parker a se tornar um herói é quando este descobre ter o poder de ajudar outras pessoas. Neste momento, através de um solilóquio, o personagem central compreende que não é mais quem pensava ser; ele torna-se o Homem-Aranha e Peter Parker, sua máscara no cotidiano.
O que torna esta versão do diretor Marc Webb efetivamente melhor que a de 2002 não são os efeitos especiais, mas o roteiro, mais fiel aos quadrinhos. Nesta versão, o Homem-Aranha tem super-força, super-relexos, super-agilidade, a capacidade de escalar paredes, um instinto exacerbado para perigo, mas as teias não saem dele... Como nos quadrinhos originais, ele precisa usar um dispositivo que as lança. Além disso, sua namorada é Gwen Stacy (Emma Stone), filha do Capitão Stacy da polícia de New York, que coloca todo mundo atrás do Homem-Aranha. Nas HQ's, Mary Jane (namorada de Parker no filme de 2002) só se torna sua amada durante a faculdade, após a morte de Gwen, nas mãos do Duende Verde... E aqui já se cria uma expectativa para os fãs: Será que o vilão na sequência será o Duende Verde? Será que a Gwen dos cinemas terá o mesmo destino funesto?
Na minha opinião, o que se sobressai nas comparações são as atuações. Andrew Garfield dá a dramaticidade necessária a um personagem que perde as pessoas que mais ama na vida em tão tenra idade, e ele faz isso com o bom tom de humor que conduziu o personagem ao longo do tempo nos quadrinhos, sem infantilizá-lo, como acabou ocorrendo com Tobey Maguire - um super-herói mimado, egocêntrico.

O filme tem seus altos e baixos. Ótimos efeitos especiais e nada forçado demais. O humor na medida certa, muita ação e um ótimo toque de drama. Mesmo sendo um reboot precoce, os fãs não irão se decepcionar, pelo contrário, irão se motivar e esquecer o fracasso de Spider-Man 3. Que venha a sequência!



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