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26 de dezembro de 2011

Top 10 Filmes do Ano de 1990

Ainda que a proposta aqui seja bastante direta (nomear os dez melhores filmes do ano de 1990) eu me vejo obrigado a esclarecer que essa lista leva em consideração apenas a minha opinião pessoal. Eu não os assisti em 1990, apesar de que aos 5 anos eu já assistia filmes, a minoria eram desenhos animados, algo comum na minha geração; mas eu os assisti quando bem jovem e todos esses filmes tiveram um profundo impacto em mim.

Alguns desses longas eu assisti no video-cassete, outros na televisão e, infelizmente, nenhum deles no cinema. Todos esses filmes me emocionaram de tal forma que o sentimento causado por eles é uma lembrança tão palpável para mim quanto a memória da própria história em si.

Essa lista também marca o ínicio de uma série de Top's 10 que eu pretendo fazer aqui no CSF, sobre os 10 Melhores Filmes de cada ano até 2009.


10º Air América 


Air America é um bom filme. Mel Gibson ainda não havia enlouquecido e Robert Downey Jr ainda não havia ficado são. Eu adorava o clima de diversão e nonsense deles em meio à Guerra do Vietnã. Porém, o que realmente chamou a minha atenção no filme foi o conceito de que a guerra era lutada em um outro país e que, nos Estados Unidos, as pessoas seguiam com suas vidas normalmente.

Lá pelos meus singelos 10 anos eu não havia dominado o conceito de que a guerra era só no Vietnã e, de alguma forma, eu acreditava que ela era nos EUA e que todos se envolviam nela. Acho que eu nunca havia me questionado onde tinham ido parar as mulheres americanas ou porque a paisagem havia mudado tanto na época do conflito. Air America me fez entender que uma guerra poderia ser bem mais complexa do que eu imaginava.



9º Edward Mãos de Tesoura

Edward Mãos de Tesoura me apresentou o incrível mundo de Tim Burton e o gênero da "dramédia". Hoje em dia, Tim Burton ficou mais fácil e tragável para crianças, mas na minha época Edward era um mistério a ser desvendado. O personagem de Johnny Depp foi algo marcante e docemente triste, algo que me deixaria mais atento ao sentimento mostrado pelo filme do que as ações apresentadas na tela.


8º Louca Obssessão
Eu me lembro que, durante um ano, eu incomodei a minha mãe para ganhar um Nintendo 64. Era o que eu mais queria aos 12 anos de idade. Quando eu finalmente consegui convencê-la a me dar o video-game, ela impôs a torturante condição de que eu só receberia ele dali a dois meses quando ela finalmente teria dinheiro o suficiente. "Como esperar quase dois meses?", eu me perguntava. Bom, quando enfim chegou o dia e o meu pai foi comprar o video-game eu não aguentava a ansiedade e estava pronto para pular no meu pai assim que ele entrasse pelo portão empunhando a caixa mágica da Nintendo. Para atenuar os último minutos de espera eu resolvi colocar no video-cassete um filme da antiga coleção Zero-Hora que estava jogado lá em casa há algum tempo. Comecei a assistir Louca Obsessão e no meio do filme meu pai chegou com o video-game. O que eu posso dizer é que não liguei para o jogo durante toda a duração do filme e por algumas horas depois.


7º A Caçada ao Outubro Vermelho
Eu lembro de ficar fascinado pela abertura de "Outubro Vermelho". O hino naval apresentado por Poladouris era hipnótico e apresentava Sean Connery (que até o momento era inimaginável como soviético) como o estóico personagem Markus Ramius, o melhor capitão de um submarino no cinema até hoje. Scott Glenn,  Alec Baldwin, Sam Neil e até o ainda desconhecido Stellan Skarsgard formam o elenco impecável de John Mc Tiernam (que vinha com controle absoluto da produção depois do sucesso de Duro de Matar). 

Connery e Baldwin são os destaques. O primeiro com uma presença de tela única e o segundo com a melhor interpretação do personagem Jack Ryan até o momento (Harrisson Ford e Ben Affleck o sucederam no papel em outros filmes, também adaptados das histórias de Tom Clancy).

6º Esqueceram de Mim

Quem não se encantou com as aventuras de Kevin McCallister defendendo a sua casa contra bandidos idiotas depois de ser esquecido em casa por sua família?

Esqueceram de Mim foi o filme que me fez entender que existiam blockbusters. Quando um filme vira assunto mesmo de pessoas que normalmente não discutem cinema (minha mãe e minhas tias) você sabe que o marketing foi bem feito e que estamos falando de um sucesso de proporções mundias. Talvez a  geração que me seguiu só conheça esse efeito através de Titanic e mais recentemente Avatar, mas no ínicio da década de 90, Esqueceram de Mim era um fenômeno inegável.


5º Bons Companheiros

Bons Companheiros é um filme que eu só assisti depois de mais velho e provavelmente isso foi em meu benefício. Porém, logo que eu o assisti, ficou claro que ele não era o que eu esperava, era muito melhor. De alguma forma eu associava diretamente o nome de Scorcese ao de Coppolla e esperava uma obra tão séria quanto O Poderoso Chefão. Ao finalmente assistir essa obra incrível eu fiquei muito satisfeito em perceber que ela era calcada em bom humor. E mesmo que você não se afeiçoasse a nenhum dos personagens havia uma certa empatia inerente à própria história que fazia você simpatizar ao modo como ela estava sendo contada. Além disso, é claro, Tommy De Vitto, interpretado por Joe Pesci, é um dos personagens mais engraçados de todos os tempos e se tornou uma fonte inesgotável de frases de efeito para mim e meus amigos.


4º O Poderoso Chefão - Parte III 

Ao contrário do que seria o correto, para não dizer lógico, esse foi o primeiro Poderoso Chefão que eu assisti. Obviamente, grande parte do impacto da obra se perde quando você não conhece o passado dos Corleone, mas, mesmo assim, duas coisas sempre vão ser notadas em O Poderoso Chefão Parte III: primeiro ele entrega uma atuação ótima de Pacino e, segundo, uma atuação extremamente irritante de Sofia Coppola como a filha de Michael Corleone.

Que Andy Garcia estava atuando em modo "canastrão" é algo que eu só pude perceber muito tempo depois. Apesar de todas as críticas, O Poderoso Chefão Parte III é um filme ótimo e isso acontece porque ele encerra a trilogia de forma coesa e sentimental, porém sejamos honestos, independente das qualidades únicas desse filme ele já mereceria crédito por ser a sequência de dois dos melhores filmes de todos os tempos e ainda manter o mesmo diretor e ator principal.



3º Duro de Matar 2

Se você tem um filho, corte todos os desenhos da Disney e da Pixar e ponha ele para olhar Duro de Matar 2. Ele vai querer ser o mocinho da história sempre. Por que? Porque o mocinho é Bruce Willis e ele pode encher os vilões de balas enquanto dispara frases de efeito. Não há nada melhor do que crescer assistindo a série Duro de Matar. Eu devo ter assistido esse filme pelo menos umas vinte vezes. Além das cenas de ação, o humor do filme sempre funciona.


2º Coração Selvagem
Quando eu assisti a Coração Selvagem pela primeira vez, eu tive uma sensação diferente. Eu me recordo especificamente de não entender a história do filme, mas ficava claro para mim que existia uma mensagem implícita no filme, algo que não era óbvio nos outros filmes "Sessão da Tarde" que eu assistia. A proximidade do personagem de Nicolas Cage com Elvis, a sequência absurda e improvável de assassinos bizarros contratados para acabarem com o par principal, a corrida clássica de Cage sobre os capôs dos carros, o descontrole sádico do personagem de Willem Dafoe, tudo isso remetia a uma história lúdica e dispensável até certo ponto. Porém, havia essa força no filme que não deixava que você o considerasse algo dispensável. Anos mais tarde eu descobriria que essa força atendia pelo nome de David Lynch.

1º Dança com Lobos


Dança com Lobos foi o primeiro filme que eu não assisti na televisão. Eu estava na casa de um vizinho brincando com um amigo e colocaram Dança com Lobos no video-cassete. Foi um evento, a noção de que eu poderia assistir a um filme sem comerciais e sem a necessidade de esperar até um determinado horário já eram suficientemente novas para chamarem a minha atenção irreversivelmente. Porém essas lembranças teriam ficado mais vivas na minha memória se eu tivesse assistido a qualquer outro filme. Suplantadas pela maravilha do filme de Costner essas agora são apenas pequenas considerações em uma memória repleta de fascinação por esse  filme.

Eu tinha 6 anos de idade e já sabia ler, mas a velocidade das legendas fez com que a irmã do meu amigo se encarregasse de ler algumas legendas e me explicar o que estava acontecendo. Mesmo com essa tradução um pouco "manca" eu consegui entender o filme, e me emocionar com a história do Tenente John J. Dumbar. O que mais me marcou nesse filme foi a progressão do personagem de Costner. De integrante do exército a membro indígena, de suicída a protetor da vida. Toda a jornada do personagem pode ser acompanhada por uma maravilhosa fotografia e uma não menos espetacular trilha sonora de John Debney.

22 de dezembro de 2011

Trailer de The Dictator (2012)


Previsão de estreia para metade do ano que vem, The Dictator é o mais novo filme de Sacha Baron Cohen e deve seguir a mesma linha nonsense de Borat (2006) e Brüno (2009)

Aproveitando a recente onda de revoltas contra governos tiranos no oriente médio, a história do filme é sobre um ditador que vai arriscar a própria vida para garantir que a democracia nunca chegue ao seu país que amavelmente oprime.

Curtam o trailer abaixo:


21 de dezembro de 2011

Trailer de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (2012)


Acaba de ser divulgado o trailer de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, que estreiará em 2012.

O filme é baseado no livro de J.R.R Tolkien O Hobbit, que irá render dois títulos: An Unexpected Journey (em 2012) e There and Back Again (em 2013). A direção segue firme nas mãos de Peter Jackson.

Conta a história que Gandalf, o mago cinza (Ian McKellen), contrata Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) para uma jornada com os 13 anões de sua companhia até a Montanha Solitária. Lá, eles tentarão recuperar os pertences dos anões que foram roubados pelo dragão Smaug (voz de Benedict Cumberbatch). É nessa aventura que Bilbo encontra o Anel que desencadeia a saga O Senhor dos Anéis.

Confira o trailer abaixo:


19 de dezembro de 2011

Trailer Oficial de Batman: Dark Knight Rises


Já havíamos divulgado aqui o teaser trailer do novo filme do Batman que estreiará em 2012. Com o fim das gravações, a Legendary lança um novo teaser trailer, que você pode conferir abaixo.

Dark Knight Rises estreia na metade do ano que vem, novamente sob a direção de Chritopher Nolan. Com Christian Bale, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Gary Oldman, Marion Cotillard, Morgan Freeman, Michael Caine e Anne Hathaway.



E abaixo segue o primeiro teaser.



15 de dezembro de 2011

Teaser Trailer de Os Mercenários 2

Mercenários 2 (Expendables 2) é uma das estreias mais aguardadas para 2012, principalmente por fãs de filmes de ação. O novo filme deve seguir a regra do primeiro, juntando clássicos atores do gênero em um longa cheio de clichês. A surpresa, dessa vez, é a participação de Chuck Norris e Jean Claude Van Damme, que havia se negado a participar do primeiro. Além disso, os personagens de Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger devem ganhar maior destaque.

Curtam o teaser trailer.



Postado por Vínicio Oliveira.
Argumento de João Colombo

12 de dezembro de 2011

Trailer de MIB 3 é divulgado.

O primeiro MIB, lançado em 1997 foi um sucesso e, depois de cinco anos, uma sequência foi lançada, mas não impressionou muito. Agora, com o retorno de Will Smith às telas, depois de três anos parado (seu último filme foi o fracassado Sete Vidas) MIB 3 pode ser o impulso que o astro precisava.

Depois de muita especulação, Tomy Lee Jones (que briga com o diretor desde o primeiro filme) está de volta ao papel e com o bônus de Josh Brolin fazendo a versão jovem do personagem, já que a história do filme envolve viagem no tempo.  

7 de dezembro de 2011

Top 10 Vilões Que Deveriam Ter Ganho

A minha noiva costuma dizer que o mal sempre se veste melhor. Bom, esse é apenas um dos diverssos argumentos que, vez ou outra, acabam nos fazendo torcer pela pessoa errada na história. Eu estava pensando sobre o assunto e cheguei à conclusão de que às vezes eu inverto as coisas e acabo torcendo pelo vilão, aqui vão alguns exemplos:

10- As Duas Faces da Lei - David "Rooster" Fisk

"Ele vai matar de novo, você sabe e eu sei."


Righteous Kill prometia muita coisa: a reunião de Pacino e DeNiro depois de O Poderoso Chefão Parte II e Fogo Contra Fogo. Dessa vez a coisa se inverte e Pacino tem a sua atuação mais contida, enquanto DeNiro explode na tela. Apesar das reviravoltas forçadas no roteiro eu tenho que admitir que o filme é interessante. Porém, a minha predileção pelo vilão vem justamente de uma falha do filme que não tenciona ser ambíguo e, ainda assim, acaba permitindo uma caracterização amigável de Pacino. DeNiro está um pouco exagerado no filme e acaba não conquistando tanto a atenção do espectador, fazendo com que eu acabasse torcendo pelo personagem de Pacino.


9- Kill Bill - Budd
"Eu não me esquivo de minhas culpas e não decido não pagar as dívidas que tenho."


Budd é um personagem especial. Michael Madsen é um canastrão (sempre foi e sempre será) a não ser quando quem o está dirigindo é Quentin Tarantino. Ele é o único ator a repetir um personagem nessa lista. Bud é o melhor personagem de Kill Bill e isso não é pouca coisa.

O que é tão fascinante no personagem é que ele legitimamente derrotou a protagonista da estória e é possivelmente o maior assassino do mundo e, ainda assim, ele está satisfeito que apenas ele saiba dessas qualidades. Ele mente que vendeu sua espada fazendo com que seu irmão pense que ele é um idiota perdedor, aceita trabalhar em um bar como leão-de-chácara, sendo constantemente humilhado por seu chefe e colegas, e ainda está acima de tudo isso. Eu diria que o personagem é muito nobre, comparado as versões cinematográficas de Ghandi ou Jesus. Ele admite a seu irmão que a Noiva merece sua vingança e que eles merecem morrer pelo que fizeram a ela, mas também pondera que ela mesmo fez coisas horríveis e merece a mesma punição, deixando que o destino escolha quem deve prevalecer.

Para mim, não há melhor maneira de se estar certo do que estar extremamente próximo de estar errado. Essa é a questão do argumento de Bud, ninguém em Kill Bill está tão certo quanto ele, nem mesmo a Noiva. E como eu poderia não torcer para um personagem que senta em seu trailer e escuta Johnny Cash?


8- Dúvida - Padre Brendan Flynn
"Mesmo que você sinta que tem certeza, é emoção, não um fato."

Dúvida é um filme poderoso, ainda que eu ache que a trilha sonora da última cena estrague o final do filme. Ele me ensinou que, às vezes, acreditamos em mentiras (nem tão) óbvias para podermos voltar ao estado normal das coisas. O filme é muito eficiente e consegue o seu objetivo: que a mais importante parte do filme se passe na sua cabeça. Aqui sim começa o meu martírio.

Simplificando a trama do filme, ficamos em dúvida se um padre molestou um garoto ou não, e o filme nos dá as ferramentas necessárias para analisarmos a questão tanto lógica, quanto emocionalmente. O meu lado lógico conclui que o padre é culpado, mas o personagem é interpretado com tanta empatia por Philip Seymour Hoffman que eu me pego pondo de lado a lógica e decidindo que ele é inocente. Se um vilão é capaz de ensinar essa importante lição, com certeza ele deveria ter ganho. O problema é que o filme é tão ambíguo que, se eu decido que o padre é inocente ele deixa de ser o vilão e caso ele seja culpado eu não poderia torcer por um molestador. Enfim, Dúvida é um filme genial e o Padre Flynn um vilão que tira o sono das pessoas, seja como um mártir injustiçado ou como um molestador assustadoramente humano.


7- Apocalipse Now - Coronel Kurtz

"Nós treinamos homens para jogar fogo em pessoas. Mas os seus comandantes não os deixam escrever "foda-se" nos seus aviões porque isso é obsceno!"

E impossível falar sobre o Coronel Kurtz sem entender Apocalypse Now, e uma frase de Francis Ford Coppola resume o filme: "Meu filme não é sobre o Vietnã, meu filme é o Vietnã".

O que dizer sobre um coronel do exército americano fadado a se tornar general que vai ao Vietnã para fazer um estudo sobre a guerra e se torna um desertor com sua própria unidade e seus próprios objetivos; é tido como Deus pelos nativos e faz com que o primeiro homem mandado para matá-lo junte-se a ele; e quando finalmente o Capitão Willard tem a chance de matá-lo, ele mesmo dá as boas vindas à morte? Kurtz não é apenas um personagem, é um estudo sobre a humanidade, sociedade e a cultura da guerra. Eu não estou completamente certo que ele deveria ter sobrevivido, mas considerando o final alternativo (em que ele e Willard se unem e combatem um ataque aéreo) acho que ele poderia ter tido um futuro melhor, ainda que menos impactante.


6- O Chacal - O Chacal
"Ooh, isso é ruim. O sangue está quase preto, isso significa que a bala está no seu fígado. Você tem uns 20 minutos de vida. Se a dor ficar muito forte para você aguentar, você pode cortar fora a sua mão. Aí você morrerá em 5 minutos."

Nesse caso eu até não acho o herói fraco e Richard Gere tem um bom desempenho como o ex-terrorista irlândes Declan Mulqueen (sem dúvida o nome mais legal de um personagem de Gere) e acho que ele deveria investir mais em papéis de ação. O problema é que seu rival aqui é ninguém menos que Bruce Willis, em sua melhor interpretação depois de Corpo Fechado. O Chacal é mil vezes mais eficiente do que Mulqueen e apesar de sua motivação (até onde se sabe) ser dinheiro ele se arrisca muito mais do que o irlândes. De qualquer maneira o filme é um embate interessante entre dois adversários a altura, mas nesse caso eu torci pelo assassino.


5 - Wall Street - Gordon Gekko


"A questão, senhoras e senhores, é que a ganância por falta de uma palavra melhor é boa. Ganância é certa. Ganância funciona. Ganância clarifica, atravessa e captura a essência do espirito evolucionário. Ganância em todas as suas formas - ganância por vida, por dinheiro, por amor, por conhecimento -tem marcado uma onda de elevação da humanidade, e a ganância - marquem as minhas palavras - não ira apenas salavar a Teldar Paper mas uma outra instituição defeituosa que chamamos de América. Obrigado."

Gordon Gekko é o melhor exemplo de vilão que rouba um filme. Charlie Sheen nem ao menos merece estar no mesmo filme que Michael Douglas. Douglas ganhou o Oscar de melhor ator com esse papel e simplesmente rouba o filme de qualquer outro ator. Gordon Gekko é mesquinho, inteligente, corrupto e assustadoramente correto em suas observações. O que dizer do único personagem a convencer Oliver Stone a dirigir uma continuação, ainda que mais de 20 anos depois do original?

4 -O Grande Truque - Robert Angier
"Se alguém realmente acreditasse nas coisas que eu faço no palco, eles não iriam aplaudir, eles iriam gritar."

Ainda que eu não possa classificar Angier como um vilão clássico, ele se utiliza de métodos escusos, deixa sua obsessão controlá-lo, dá pouca importância a vida das duas mulheres que se apaixonou e comete (várias vezes) o mais absurdo tipo de assassinato que eu já vi em um filme. Ainda sim, acreditem, o personagem é tão carismático que eu tenho dúvidas em classificá-lo como vilão. Um pouco antes de final quando ele tinha aparentemente vencido e estava confortavelmente em uma posição privilegiada eu estava feliz e contente que o filme iria acabar assim. Infelizmente, eu não havia percebido que o filme ainda teria uma brusca reviravolta e Angier sairia derrotado do filme.

3- Fogo Contra Fogo - Neil McCauley
"Eu sou o dobro do pior problema que você já imaginou"


Ainda que a interpretação de Pacino seja mais intensa e cause um impacto maior do que a performance acertadamente contida de DeNiro, eu sempre acabo torcendo por DeNiro no filme. A cena em que ele recita seu lema para o Pacino "Nunca se deixe apegar a algo que você não possa largar em 30 segundos se você ver a polícia se aproximando", e quando mais tarde ele é obrigado a provar essas cenas sempre me causam um impacto e eu acabo torcendo que ele mate o Al Pacino.

2-Cães de Aluguel - Mister Blonde

"Você vai latir o dia todo como um cachorrinho, ou vai morder?"


Mister Blonde é um personagem subestimado, ele é a alma do filme e o irmão de Vincet Vega de Pulp Fiction, todas as suas frases são legais e ele dá a sensação de perigo a um filme que tem mais da metade do seu tempo passado em um galpão solitário. Eu acho que o que é injusto com a morte de Mister Blonde é que ela é recebida com algum alívio pelo espectador já que ele estava prestes a colocar fogo em um policial e isso faz com que a ausência dele não seja algo que se sente de imediato.


1- Bill, The Butcher - Gangues de Nova York



"Eu tenho quarenta e sete. Quarenta e sete anos de idade. Sabe como eu consegui viver tanto tempo? Medo. O espetáculo de atos que amedrontam. Um homem rouba de mim, eu corto fora suas mãos. Se ele me ofende eu corto fora sua lingua. Ele me confronta, eu corto fora a sua cabeça, enfio em uma lança e penduro tão alto que todos nas ruas possam ver. Isso é o que preserva a ordem das coisas. Medo."

Daniel Day-Lewis está tão bom no papel que eu quase não preciso explicar a minha predileção pelo personagem. Como se isso não bastasse o seu antogonista é Leonardo DiCaprio, em seu último filme antes de virar um ator de verdade. O personagem tem tudo para que eu goste dele, é anti-católico, baseado em uma figura real e Day-Lews foi indicado ao Oscar de melhor ator com o personagem, em outras palavras, Bill, The Butcher é o cara e não merecia ter morrido ainda mais para um personagem tão boboca quanto Amsterdam Vallon.

3 de dezembro de 2011

Gato de Botas (Puss in Boots, 2011)

Filme infantil traz o clima 'nonsense' de Shrek de volta às telas, cativando crianças e adultos.

A convite do Clube do Assinante Zero Hora, estivemos na pré-estreia de Gato de Botas. O longa de animação mistura a fantasia de antigos contos de fadas com a cultura hispânica, arraigada nos latinos norte-americanos.

Derivado da franquia Shrek, a nova história do Gato de Botas é independente das outras. Na verdade, em teoria, ela ocorreria antes de Shrek 2, quando apareceu pela primeira vez este que é o gato mais querido do Cinema, desde Chatran. Na trama, o Gato encontra a possibilidade realizar um desejo de infância: encontrar os famosos 3 feijões mágicos, que o levariam ao castelo do gigante das nuvens para pegar os ovos de ouro. Porém, no caminho, ele conhece a charmosa gata Kitty "Pata Mansa" e reencontra seu amigo de infância, o ovo Humpty Dumpty, com quem teve uma rixa há muito tempo. Juntos, os três embarcam numa aventura onde a confiança será colocada à prova até o fim.

O filme tem toda uma estética de westerns e fica evidente o peso da cultura latina. A sensualidade e paixão, típicas das danças espanholas, regem os movimentos dos gatos. Além disso, algumas pitadas do humor e o sotaque dos personagens, demostram a importância do público latino para a cultura americana atualmente, bem como para Hollywood.

Produzido pela Paramount e pela DreamWorks, a direção ficou a cargo de Chris Miller (de Shrek Terceiro). O filme traz as vozes de Antonio Banderas como o Gato de Botas, Salma Hayek no papel da maliciosa gata Kitty Softpaws e Zach Galifianakis como o ovo Humpty Dumpty, além das participações de Gillermo del Toro e Billy Bob Thorton. 
O longa é bem animado, nos dois sentidos. No primeiro, posso dizer que ainda me impressiono com a tecnologia das animações digitais, as texturas e a fotografia cada vez mais realistas. Gato de Botas representa perfeitamente este momento do Cinema e, dessa vez, tenho que admitir que o 3D foi muito bem aproveitado.

No segundo sentido, reforço que o filme é muito engraçado, não só para as crianças. Ele te leva, muitas vezes, a pensar que na próxima cena vai ocorrer o óbvio, mas surpreende com algo melhor e mais engraçado, típico da franquia Shrek, com suas piadas sem noção, que só adultos entendem. Há também momentos de drama intenso, como numa cena em que o Gato de Botas é preso numa cela escura; não eram poucas as crianças que choraram de tristeza profunda nesse momento. Na verdade, isso é algo recompensador: ir ao Cinema e ver como as pessoas, principalmente as crianças, deixam suas emoções aflorarem durante a exibição. Para mim, se um filme consegue fazer alguém rir e chorar, já tem seu mérito.

Não posso deixar de comentar também uma frase dita no filme, que é a mais pura verdade: "Donos de gatos são loucos". Digo isto com propriedade, pois sou dono dos felinos Gisele e Gilberto.

Gato de Botas estreia na próxima sexta-feira, dia 9 de dezembro e é a grande produção deste final de ano. Adulto ou criança, não perca, pois vale a pena!

2 de dezembro de 2011

Top 10 Cenas com Músicas do Queen

Paródia ao filme Metropolis no clipe de Radio Ga Ga
Uma semana atrás completaram-se os vinte anos da morte de um ícone da música, Freddie Mercury. Eu me tornei um fã tardio do cantor e de sua banda, o Queen, mas nunca é tarde para se descobrir os grandes clássicos. Melhor do que Queen, só Queen+Cinema e aqui está uma banda que conseguiu deixar algumas cenas ainda mais incríveis com a sua música. Segue aí o Top 10 Cenas com Músicas do Queen.

Homem de Ferro 2 - Another One Bites The Dust


Quando Tony Stark passa dos limites, seu bom amigo James Rhodes decide intervir. Com a irônia típica de Stark ele pede ao DJ para colocar uma trilha sonora para a briga deles e nada melhor do que "Another One Bites The Dust". Ainda que seja um remake do Daft Punk, a música permanece praticamente inalterada.




Matador em Conflito - Under Pressure


Quando a crise do matador em conflito, vivido por John Kusack, chega ao ápice, ele enxerga um novo significado na vida entre o olhar de um bebê e a letra de "Under Pressure".




Flash Gordon - Flash Gordon


Flash Gordon é cafona e quase vergonhoso de se olhar hoje em dia; completamente impossível de se levar a sério. A trilha sonora feita pelo Queen, no entanto, dá vida ao filme e um tom muito mais épico do que merecia.




Alta Fidelidade - We Are The Champions!


"We Are The Champions" é o hino da vitória da humanidade. Sejam jogos, disputas, guerras, todas as vitórias deveriam ser comemoradas ao som dessa música. Mas é um momento especial sempre que você pode cantar essa música a plenos pulmões depois de uma conquista amorosa.




Todo Mundo Quase Morto - Don't Stop Me Now


Matar zumbis é divertido e todo mundo sabe disso, mas conforme descobrimos, enquanto acompanhamos Shawn, todo mundo tem um limite. Se essa fúria assassina de zumbis é liberada ao som de Don't Stop Me Now, ela se torna um prêmio extra para o espectador.




Moulin Rouge  - The Show Must Go On


A letra da canção do Queen sempre foi poderosa, mas ganha contornos trágicos quando aplicada ao mote de Moulin Rouge. Jim Broadbent e Nicole Kidman não se equiparam a Mercury, mas conseguem prestar uma bela homenagem.



Quanto Mais Idiota Melhor - Bohemian Rapsody


Se você está dentro de um carro com seus amigos e Bohemian Rapsody começa a tocar, o impulso de imitar essa cena é quase incontrolável. Enquanto o filme de Mike Myers (em uma fase pré-Shrek e Austin Powers) tem vários momentos musicais ótimos, a abertura com o mais famoso hino do Queen é o melhor de todos eles.




Coração de Cavaleiro - We Will Rock You


Nada como começar um filme medieval com um rock clássico. Já na abertura, a canção do Queen deixa claro que esse filme não vai deixar a época em que se passa a sua história comprometer a sua ótima trilha sonora.





Highlander - Who Wants To Live Forever?



Quem quer viver para sempre? A resposta parece óbvia, mas Connor McLoud sabe que a resposta não é tão simples. Permanecer jovem enquanto vê as pessoas que ama morrerem à sua volta não é algo fácil de aturar. A cena é brilhantemente ilustrada pelo vocal magnífico de Mercury enquanto ele questiona quem ousaria amar para sempre.




Kind of a Funny Story - Under Pressure


Você é um adolescente com tendências suicidas e é seu primeiro dia na aula de música da clínica psiquiátrica na qual você recentemente foi internado. Todos tem instrumentos, exceto você e quando o médico nota isso ele diz: "Não se preocupe, você fica com os vocais". O que pode dar errado quando a música em questão é Under Pressure?



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