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9 de agosto de 2011

Quero Matar Meu Chefe (Horrible Bosses, 2011)

Filme de Seth Gordon é bom, mas não convence.

Seguindo nossa parceria com o Clube do Assinante ZH, fui à première do Smurfs. Por problemas técnicos (da Sony) a chave de acesso não liberou o filme. Na segunda oportunidade de ver o filme, em outra data, as salas estavam lotadas, mas aproveitei a chance e assisiti Quero Matar meu Chefe, do diretor Seth Gordon (de Surpresas do Amor, 2008).

Quem nunca teve um chefe horrível, um dia terá. A minha fase já passou, me libertei, mas, na época, eu também tinha delírios de assassino. O filme aborda bem algumas questões que ocorrem na maioria das instituições, uma vez ou outra, com algum funcionário: assédio moral e sexual, repressão, preconceitos, abuso de poder, entre outros.

No filme, três amigos dividem, em uma mesa de bar, os seus dramas do trabalho e cogitam como seriam suas vidas se matassem seus chefes. Nick (Jason Bateman) é subordinado do psicótico Dave Harken (Kevin Spacey); Dale (Charlie Day) é auxiliar de dentista, constantemente abusado sexualmente pela chefe, a sensual Dra Julia Harris (Jennifer Aniston); e Kurt (Jason Sudeikis) trabalha para o drogado Bobby Pellitt (Colin Farel).

Eles se aconselham com um ex-presidiário, Mother-Fucker Jones (Jamie Foxx) e resolvem colocar o plano em ação. Os problemas começam quando decidem estudar os hábitos de suas vítimas e acabam fazendo a maior bagunça.
Com participação especial de Donald Sutherland e um bom elenco, os três atores principais tem grande experiência com séries de TV, mas não muita com o "time" de humor do Cinema. As piadas são apelativas e muito repetitivas, ao ponto que, em alguns momentos, o roteiro parece querer copiar o tipo de humor que foi realizado em Se Beber, Não Case. Mais do que isso, o diretor Seth Gordon bebeu na fonte de um humor genial: Bateman, Charlie e Sudeikis se relacionam muito bem na tela, assim como Os Três Patetas, Moe, Larry e Curly (The Three Stooges), e os personagens foram bem criados dentro do clichê: temos o "atrapalhado", o "bonitão" e o "inteligente".
O filme tem bons momentos de humor, mas acaba caindo no "pastelão". O que salva o a obra é a sempre perfeita presença de Kevin Spacy.

Assista, divirta-se e tire suas próprias conclusões... mas eu ainda preferia ter visto o filme do Pelé dos Smurfs.


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