30 de julho de 2011

VIPs (2010)


O filme é de 2010, chegou aos Cinemas no início deste ano e só agora eu consegui assistir. VIPs é uma história intrigante, empolgante e deixa um gostinho de "quero mais".

A história é baseada no livro de Mariana Caltabiano, de título homônimo, em que ela registra as diversas entrevistas que fez com o verdadeiro Marcelo Nascimento da Rocha. No filme, Marcelo (Wagner Moura) utiliza diversas identidades, às vezes, assumindo a de outras pessoas. Passando-se por traficante perigoso no Paraguai, até filho do dono da Gol, durante um Carnaval em Recife, ele aplica diversos golpes até se dar conta do seu problema de multi-personalidades e a dificuldade de aceitar quem realmente é. No fim, fica uma sensação de que a história não acabou. Quem assistir, preste atenção que uma frase de caminhão guia seu destino do início ao fim do filme: "Não é o touro que mata o toureiro, o toureiro é que se deixa matar".

O filme é uma ficção, baseada nos relatos do Marcelo verdadeiro, em que, muitas das situações que ele passou, foram descartadas, enquanto outras foram fielmente refeitas, como a entrevista que ele concede a Amaury Jr, interpretado por ele mesmo. A narrativa tem um bom ritmo e lembra um pouco o filme Prenda-me, se For Capaz (2002, de Steven Spielberg, com Tom Hanks e Leonardo Di Caprio), sobre Frank Abagnale Jr, só que, aqui, não há ninguém perseguindo-o.

A ótima direção de Toniko Melo comprova-se pela boa atuação do elenco, no geral, e a esplêndida versatilidade de Wagner Moura, por interpretar um personagem que interpreta diversos personagens. Realmente, o melhor ator brasileiro da atualidade.
Amaury Jr. e Wagner Moura
Marcelo Rocha e Amaury Jr.

Vale a pena conferir!




Um comentário:

Victor Hugo disse...

Também só agora consegui ver o filme. Parabéns pelo texto... Ficou bastante convidativo, e acredito que realmente o filme merece ser visto, já que nele podemos conferir trabalhos muito bem elaborados. Eu achei um filme muito bem feito, com uma atuação singular, mas com uma história um tanto idiota. Não o roteiro... O roteiro é divinamente lírico e pessoal, mas eu achei a história do Marcelo um tanto ridícula, onde ele é nada mais do que um criminoso 171 que merece pagar pelo que fez até o último segundo atrás das grades. Mas a crítica resumiu muito bem o filme: merece ser visto!!!

Parabéns...

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