Parceria

21 de julho de 2011

ASSALTO AO BANCO CENTRAL (2011)

Na noite passada, os gaúchos lotaram as salas da premiere de Assalto ao Banco Central. Em parceria com o Clube do Assinante Zero Hora, estivemos lá para conferir o novo filme do diretor Marcos Paulo. A recepção, organizada pela Espaço Z, foi realmente especial.

A obra é baseada em relatos do assalto ao Banco Central do Brasil, em Fortaleza (Ceará), em 2005. No filme, o “manda-chuva” é conhecido como Barão (Milhem Cortaz, de Tropa de Elite), que organiza o grupo que vai cavar um túnel de mais de 80 metros para roubar o Banco Central. Para isso, ele conta com a ajuda do Mineiro (Eriberto Leão), que acabou de sair da cadeia e é o seu braço direito na operação. Juntos, eles buscam um especialista em cavar túneis para fuga de cadeia, o Tatu (Gero Camilo), o engenheiro comunista "Doutor" (Tonico Pereira), mais 6 bandidos para cavar e fugir com a grana, além da sensual Carla, (Hermila Guedes), mulher do Barão. Paralela à história do assalto, se desenrola a investigação do assalto, feita por Chico Amorin (Lima Duarte) e Telma Monteiro (Giulia Gam). 

O filme tem, basicamente, 4 focos: o assalto, o conflito entre os criminosos, a investigação e o interrogatório. Tudo aparece simultaneamente, através de flashbacks. O filme demora se desenrolar até cerca de 30 minutos e acaba se tornando um pouco longo. Os atores se mostram relativamente presos a falas decoradas de roteiro, sem tanta naturalidade, sobressaindo a inexperiência de se fazer Cinema e/ou vícios de quem faz muita novela - tanto dos atores, como do diretor. A edição de som deixa a desejar em alguns momentos e a trilha sonora não é das mais bem aproveitadas. As cenas de sexo são totalmente desnecessárias. 

É interessante ver como o Novo Cinema Nacional começa a investir, além da temática da violência, em histórias com cara de blockbuster americano e, nesse quesito, o filme acerta no enredo. Há a trama do assalto; um triângulo amoroso entre Barão, Carla e Mineiro; as pitadas de humor dos bandidos coadjuvantes; o contraste entre o policial à moda antiga, Amorin, e sua parceira Telma, uma CDF da nova geração de policiais. 

Destaque para as atuações de Vinícius Oliveira (o Josué, de Central do Brasil), como o atrapalhado Devanildo, que consegue cativar o público com seu jeito inocente de cometer o maior assalto a banco do século; e do Juliano Cazarré, que fez a apresentação do filme nesta noite e interpreta, com destreza, Décio, o típico bandido que segue um código de conduta e honra entre criminosos. Cazarré, se mostra pronto para trabalhos maiores e mais desafiadores.

No geral, vale a pena o entretenimento de uma história que, na realidade, já parecia coisa de Cinema... e sem frescura.

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Registro do evento:
Marcelo Machado, Tiago Peroni, Juliano Cazarré, Raquel e João Colombo (eu)*

Raquel e João Colombo (eu)*
Salas lotadas *

Juliano Cazarré *

* Fotos gentilmente cedidas pelo Uriel Gonçalves, do site Qual é a boa?




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