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20 de junho de 2011

Centurião (Centurion, 2010)


Alguma coisa me dizia para não assistir Centurião. O pôster não me chamou a atenção e, apesar de Michael Fassbender estar se revelando um excelente ator, acho que ele ainda não salva uma produção sozinho.

A história é derivativa de outros filmes: um pouco de Rei Athur com a pretensão de Gladiador. Fassbender interpreta Quintus Dias, que serve como segundo em comando de um pequeno forte romano no norte da Grã-Bretanha na campanha romana para conquista da ilha. A guerra com os Pictos já dura vinte anos e o exército romano está empenhado em terminá-la de uma vez por todas. A Nona Legião, entra em cena e, depois de se tornar prisioneira dos Pictos e escapar, Quintus acaba se juntando a eles. Aqui o espectador pensa que a história poderia se tornar mais densa. O que acontece daí em diante é um jogo de gato e rato que já foi muito melhor explorado em filmes como Apocalypto (de Mel Gibson). O mesmo erro cometido por Antoine Fuqua em Rei Arthur é cometido aqui. Muitas decaptações irreais e um clima muito moderno para um filme "romano".

Michael Fassbender faz um trabalho razoável como o protagonista, mas provavelmente aceitou o filme na onda de seu recente sucesso em Hollywood e tem a oportunidade de estrelar uma produção de tamanho razoável. Dominic West se sai bem como o honrado e experiente general romano Flavius. O que me intriga é a presença de Olga Kurylenko; ela deve ter algo de especial em seus testes porque conseguiu o principal papel feminino em Quantum Of Solace, Hitman e Max Payne e, no entanto, em nenhum deles entregou uma interpretação convincente; o fato de ela interpretar uma muda nesse filme, só piora as coisas. Ela também não é um nome que chame plateias, então a razão de ela estar sempre a frente nas oportunidades que poderiam sabiamente serem preenchidas por atrizes mais talentosas é algo que ainda está fora do meu alcance.
Neil Marshall, o diretor, também escreveu o roteiro e o fez com a brilhante ideia de todo roteirista amador: monta uma história original e a recheia com cenas de outros filmes. Há de tudo aqui, desde Gladiador à Senhor dos Anéis, passando pelos já citados Rei Arthur e Apocalypto. Uma narração dispensável e uma clara indefinição de ritmo não fazem nada além de prejudicar o filme.

No geral, Centurião não é um péssimo filme, é simplesmente algo banal e produzido de forma mediana. Porém, se levarmos em consideração o orçamento de apenas 12 milhões (um grande lançamento americano não sai por menos de 100 milhões hoje em dia), o filme é uma peça rara. Locações bonitas e truques singelos e competentes disfarçam a falta de recursos da produção.



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