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30 de junho de 2011

Top 10 Sequências, Reboots e Remakes para 2012 e além.

2011 ainda está a todo vapor, mas nós aqui do Cinema Sem Frescura estamos pensando lá na frente e existem várias novidades cinematográficas programadas para o ano que vem. O que tem chamado mais a minha atenção até o momento é o número de continuações e reboots programados para os próximos anos. Se fez sucesso e ganhou dinheiro, a chance é que o filme esteja de volta ao cinema, cedo ou tarde.

10º The Bourne Legacy (2012)
Ao contrário do que tudo indica Jason Bourne não é o herói dessa versão. O agente sem memória de Matt Damon é substituído por Jeremy Renner que, ao que parece, é mais um assassino que teria passado pelo projeto Treadsotne, Rachel Weisz também está no elenco. O filme será dirigido por Tony Gilroy, que fez o roteiro dos três primeiros filmes. Estreia prevista para Agosto de 2012.


9º Duro de Matar 5 (2012)
Se alguém achava que John McClane já tinha passado por tudo o que podia passar, enganou-se. O policial favorito de todos está de volta para uma última (?) aventura. Com uma provável data de lançamento ainda em 2012, o roteiro está nas mãos de Roderick Thorp e Skip Woods. A direção recai sobre Noam Murro, que nunca dirigiu nada digno de nota.


8º The Wolverine (2012)
A sequência de X-Men Origens: Wolverine ainda está cercada de mistérios. Já se falou em um reboot da série (baseado nas evidências de X-Men: Primeira Classe), mas até o momento o que realmente se sabe é que o filme acompanharia a fase de Wolverine no Japão. Obviamente Hugh Jackman continua ganhando dinheiro em cima de seu personagem mais famoso. A direção é de James Mangold, que pretende voltar aos bons tempos de Os Indomáveis e Johnny e June depois do tropeço em Encontro Explosivo.


7º Os Mercenários 2 (2012)
Stallone larga a direção e passa o bastão a Simon West (Con Air Assassino A Preço Fixo). Aparentemente todo os atores do primeiro filme voltam para a sequência e as especulações sobre as adições ao elenco estão na estratosfera. Todo e qualquer astro de ação dos anos 80 e 90 faz parte de alguma lista de possível integrante do elenco, mas o único que tem notícias oficiais é Van Damme que confirmou que interpretará um dos vilões do filme.


6º O Incrível Homem-Aranha (2012)
Conforme exaustivamente debatido na internet nos último meses, Andrew Garfield (A Rede Social) é o novo Peter Parker no reboot dirigido por Marc Webb. Dessa vez o "amigo da vizinhança" escalará as paredes em 3D. O filme é a grande promessa do verão americano no ano que vem e estreia em 3 de Julho de 2012 no Brasil.


5º RoboCop (2013)
José Padilha já acertou que irá dirigir o remake do policial do futuro. O roteiro está sendo escrito por Josh Zetumer. A produção esteve nas mãos de Darren Aronofsky, que desistiu e tem um orçamento estimado em 80 milhões de dólares.


Os Caça-Fantasmas 3 (2012)
Há alguns meses os rumores sobre o retorno dos Caça-Fantasmas começaram a ficar muito fortes. O elenco principal confirmou o retorno e hoje o filme é uma produção confirmada. Ivan Reitman irá dirigir e se espera um lançamento ainda no ano que vem. Segundo Dan Aykroyd o roteiro deve introduzir uma nova geração de caça-fantasmas sendo treinados pelos velhos integrantes.

Ficamos na torcida, afinal, desde 2009 já divulgamos o possível retorno (confira aqui o texto do João Colombo)


3º The Dark Knight Rises (2012)
Prevista para 20 de Julho de 2012, o terceiro e provavelmente último capitulo da trilogia de Chris Nolan está com a produção em ritmo quente, mas ainda é muito cedo para separar os boatos das verdades. Uma das poucas imagens oficialmente reveladas é o visual de Bane, interpretado por Tom Hardy. Sabe-se ainda que Anne Hathaway (como a Mulher Gato) e Joseph Gordon Levitt (como John Blake) são adições ao já numeroso e talentoso elenco.


Man of Steel (2012)
Dirigido pelo competente Zack Snyder (de 300 Watchmen) a nova versão do Super-Homem está com um elenco afiado e na Warner se fala extensamente que o filme se inspirou bastante no Batman de Nolan. Desde o título, até o elenco recheado de astros em papéis coadjuvantes, o filme promete fazer o mesmo sucesso que o reboot do homem-morcego. Henry Cavill será Clark Kent, Kevin Costner e Diane Lane farão os Kent, a surpresa fica por conta de Jor-El que será ninguém mais, ninguém menos, que Russel Crowe!


Os Vingadores (2012)
Com Capitão América (o último filme da franquia Marvel, antes do aguardado Vingadores) prestes a estreiar, a espera que começou em 2008 está mais próxima do fim. Com todo o elenco finalmente reunido e apresentado, e com um teaser trailer lançado oficialmente na internet, nos resta apenas aguardar pelos melhores heróis da Terra. O filme estreia em 4 de maio de 2012 e será dirigido Joss Whedon. Definitivamente, Os Vingadores merece o 1º lugar nesse Top 10, afinal, quantas vezes você fica arrepiado ao ver um teaser trailer sem atores e sem imagens do filme? Confira abaixo:



2012 promete e nós do Cinema Sem Frescura estaremos aqui para trazer todos esses detalhes e novidades para você!

29 de junho de 2011

Trailer de Missão Impossível 4 divulgado

Foi divulgado ontem, oficialmente, o trailer do novo capítulo da série Missão Impossível no Cinema. Sob a direção de Brad Bird, que até agora se especializava em animações (Os Incríveis, Ratatuille), e assume a batuta que já foi de Brian De Palma, John Woo e J.J. Abrahans.

Com um elenco promissor que inclui Jeremy Renner (Guerra ao Terror), Simon Pegg (Star Trek), Josh Holloway (Lost), e Anil Kapoor (Quem Quer Ser um Milionário?), além do próprio Tom Cruise, que agora divide os créditos do roteiro. O filme, cujo título original é "Mission Impossible: Ghost Protocol", tem estreia mundial prevista para 16 de Dezembro.

22 de junho de 2011

Street Figther - A Lenda de Chun Li (Street Fighter: The Legend of Chun-Li -2009)


Depois que Street Fighter, O Filme (com Van Damme) foi um fiasco total e, mesmo assim, rendeu mais de 100 milhões de dólares em 1994, alguém estava fadado a tentar de novo.


Eu esperava pouca coisa desse filme, é baseado em um video-game, o que nunca é um bom sinal, e filmes sobre torneios de luta tendem a ser bastante rasos. Porém as minhas baixas expectativas me enganaram, o filme não é ruim, é péssimo. Com um orçamento de U$ 50 milhões o filme fez míseros U$ 8 milhões nas bilheterias. O diretor Andrzej Bartkowiak pode definitivamente dar adeus à sua carreira (anteriormente ele havia sido responsável por outra adaptação de jogo fracassada: Doom).

Existem algumas decisões de elenco inacreditáveis aqui, por exemplo, Chun-Li, a personagem principal, é chinesa e Kristin Kreuk, a atriz que a interpreta, canadense. Como o diretor resolve o impasse? Primeiro ele apresenta a personagem com 5 anos de idade, parecendo completamente oriental, depois vemos Chun-Li aos 10 já com traços completamente ocidentais e, adulta, ela é Kristin Kreuk. 

Acreditem em mim quando eu digo que não ligo a mínima para a história oficial de Street Fighter (eu sempre fui mais fã de Mortal Kombat) mas, com certeza, eu ligo bastante para lógica e, nos primeiros minutos de filme, Bartkowiak conseguiu deixar claro que não haveria nenhuma.

A história é ridícula e mal consegue justificar as esperadas sequências de luta que permeiam o filme. As lutas são razoavelmente coreografadas, mas nada que não tenhamos visto (melhor) em outros filmes.

O filme todo é incongruente, há uma tentativa de se ter um tom mais realista do que o já citado filme de 94 (não espere uniformes aqui) mas de repente magia e superpoderes aparecem. Pelo subtítulo parece que a história se focará em Chun-Li, e de fato em alguns momentos somos levados a crer que ela embarcará em uma jornada épica apenas para, nas cenas seguintes, nos perdermos em histórias paralelas e dispensáveis. 
A culpa não é toda do diretor aqui. Ele tem uma considerável (para não dizer enorme) ajuda de Chris Klein.
Ele tem uma interpretação tão horrível e exagerada que eu posso dizer, sem sombra de dúvida, que é a pior atuação de um ator adulto e profissional que eu já vi. Klein tenta desesperadamente fazer o tipo bad boy e acaba por afundar o filme, é tão hipnótico que eu me peguei ansiosamente esperando pela próxima cena dele no filme. 

Michael Clark Duncan e Neal McDonough interpretam Balrog e Bison respectivamente e o que eu posso dizer a respeito deles é que McDonough é a unica coisa decente do filme enquanto Duncan, um ator que já concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante, deixa qualquer espectador triste ao vê-lo rebaixado a mensageiro do vilão principal.
Obviamente, ainda resta a grande questão de  porque alguém tem o trabalho de fazer um filme sobre Street Fighter sem Ryu, Ken ou mesmo Guile?
Há duas opções em relação a esse filme, ou você não assiste ou esquece que pretende ser um filme de ação e passa a tratá-lo como comédia. A última opção é bem agradável e o filme diverte (involuntariamente) bastante.

21 de junho de 2011

SUCKER PUNCH – MUNDO SURREAL (SUCKER PUNCH, 2011)

Hoje temos mais um texto do Víctor Costa. Ele nos apresenta a sua crítica a Sucker Punch, que estreiou no início deste ano nos Cinemas. Confiram:

Todos nós, no decorrer da nossa vida cinematográfica, já julgamos inúmeros filmes pela capa. Ele pode ter bons atores, uma história que pareça ser interessante e até uma direção comprovadamente competente, mas nós nos seguramos no preconceito e preferimos continuar olhando as prateleiras em busca de algo aparentemente melhor. Foi exatamente isso que aconteceu comigo e Sucker Punch – Mundo Surreal. De imediato posso afirmar: até no cinema o preconceito é negativo. Um filme de guerra surreal e psicológica, que possui o ar de submundo do filme Sin City e a sensualidade e musicalidade de Moulin Rouge; este longa, aparentemente pobre, mostra ser um dos êxitos menos comentados deste ano.

Uma garota chamada Baby Doll, após perder a mãe e matar a irmã caçula por acidente, é internada num manicômio só para garotas pelo seu padrasto, que faz um acerto com um dos enfermeiros para, de fato, enlouquecer a garota de uma vez, lobotomizando-a. Ela então conhece algumas internas e, passeando sempre pela realidade e pela fantasia dos seus sonhos que ela vive acordada, traça um plano de fuga, onde tanto ela como as "colegas" terão que conseguir alguns itens para colocar o plano em ação.
Acha que entendeu a sinopse do filme? Engana-se... Este longa é uma mistura de realidade e fantasia, onde só conseguimos entender a real dimensão e face lírica da história no final, onde tudo parece fazer sentido. Até lá você acompanha a ida e vinda das personagens para um mundo surreal onde a vibração e o arrepio serão fatores constantes em sua pele, te fazendo perguntar em alguns momentos: o que é real neste filme, afinal de contas? Não será difícil esperar até o fim para descobrir...

O diretor, Zack Snyder tem se mostrado competente em seus trabalhos. Desde o ridículo Madrugada dos Mortos (2004), até a animação inovadora e incrivelmente bela A Lenda dos Guardiões (2010), Zack vem evoluindo a cada novo filme, marcando sua filmografia de forma inovadora e moderna. Apaixonado por efeitos especiais, ele, assim como em 300, cria um mundo inimaginável neste novo filme, usando e abusando da criatividade. Com uma trilha-sonora que há muito tempo não ouço, uma fotografia digna de aplausos e com uma sensualidade suja, espremida das atrizes, o Snyder consegue nos proporcionar uma visita a um submundo que acerta em ser erótico e podre ao mesmo tempo.
Como todo filme que é julgado pela capa, Sucker Punch – Mundo Surreal não agradará a todos. Não possui atuações extremamente rebuscadas e também não faz questão de agradar. No entanto, é uma indicação certa aos amantes do Cinema, pois consegue misturar o sujo com o belo, o violento com o sublime, o erótico com o ingênuo, a sanidade com a loucura. E não é, justamente a possibilidade do impossível, que buscamos no cinema?

20 de junho de 2011

Centurião (Centurion, 2010)


Alguma coisa me dizia para não assistir Centurião. O pôster não me chamou a atenção e, apesar de Michael Fassbender estar se revelando um excelente ator, acho que ele ainda não salva uma produção sozinho.

A história é derivativa de outros filmes: um pouco de Rei Athur com a pretensão de Gladiador. Fassbender interpreta Quintus Dias, que serve como segundo em comando de um pequeno forte romano no norte da Grã-Bretanha na campanha romana para conquista da ilha. A guerra com os Pictos já dura vinte anos e o exército romano está empenhado em terminá-la de uma vez por todas. A Nona Legião, entra em cena e, depois de se tornar prisioneira dos Pictos e escapar, Quintus acaba se juntando a eles. Aqui o espectador pensa que a história poderia se tornar mais densa. O que acontece daí em diante é um jogo de gato e rato que já foi muito melhor explorado em filmes como Apocalypto (de Mel Gibson). O mesmo erro cometido por Antoine Fuqua em Rei Arthur é cometido aqui. Muitas decaptações irreais e um clima muito moderno para um filme "romano".

Michael Fassbender faz um trabalho razoável como o protagonista, mas provavelmente aceitou o filme na onda de seu recente sucesso em Hollywood e tem a oportunidade de estrelar uma produção de tamanho razoável. Dominic West se sai bem como o honrado e experiente general romano Flavius. O que me intriga é a presença de Olga Kurylenko; ela deve ter algo de especial em seus testes porque conseguiu o principal papel feminino em Quantum Of Solace, Hitman e Max Payne e, no entanto, em nenhum deles entregou uma interpretação convincente; o fato de ela interpretar uma muda nesse filme, só piora as coisas. Ela também não é um nome que chame plateias, então a razão de ela estar sempre a frente nas oportunidades que poderiam sabiamente serem preenchidas por atrizes mais talentosas é algo que ainda está fora do meu alcance.
Neil Marshall, o diretor, também escreveu o roteiro e o fez com a brilhante ideia de todo roteirista amador: monta uma história original e a recheia com cenas de outros filmes. Há de tudo aqui, desde Gladiador à Senhor dos Anéis, passando pelos já citados Rei Arthur e Apocalypto. Uma narração dispensável e uma clara indefinição de ritmo não fazem nada além de prejudicar o filme.

No geral, Centurião não é um péssimo filme, é simplesmente algo banal e produzido de forma mediana. Porém, se levarmos em consideração o orçamento de apenas 12 milhões (um grande lançamento americano não sai por menos de 100 milhões hoje em dia), o filme é uma peça rara. Locações bonitas e truques singelos e competentes disfarçam a falta de recursos da produção.



17 de junho de 2011

Estreias: Meia Noite em Paris, Mamonas Para Sempre

Meia Noite em Paris (Midnight in Paris, 2011)

De Woody Allen, o filme traz um super elenco com Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller, Mimi Kennedy, Michael Sheen, Nina Arianda, Carla Bruni e Marion Cotillard.

O filme tem uma comédia romântica como pano de fundo, mas real intenção, pela ideia que dá o trailer é de que trata-se de uma desculpa para mostrar todas as possibilidade que Paris dá para as pessoas se apaixonarem por ela e umas às outras. O tom é leve e sem apelação. Parece interessante.



Mamonas Para Sempre (2009)

De Cláudio Kahns, o documentário conta a história de Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli, e Sérgio Reoli e sua breve trajetória como o maior fenômeno musical do Brasil, a banda Mamonas Assassinas.

A carreira, interrompida tragicamente, no auge da fama, em um acidente de avião, em 1996 é conhecida por todos, mas quase 15 anos após o acidente, a legião de fãs da banda, mesmo sendo adultos agora, ainda sente sua falta. O filme aborda o melhor e o pior dos integrantes e as pessoas diretamente envolvidas com o sucesso, antes, durante e depois do sucesso.

Quem é fã, não pode perder.


16 de junho de 2011

Top 10 Filmes Ruins Que São Bons

Há filmes ruins e filmes bons. Também há os filmes que eu gosto e os filmes que eu não gosto. Infelizmente essas duas categorias não se encaixam perfeitamente. Há filmes que eu sei que foram ruins, que foram malhados pela crítica, com falhas horrendas sendo apontadas e, de fato, fazem sentido. No entanto, eu não consigo deixar de gostar de alguns filmes que, mesmo sendo ruins, eu gosto de assistir. É quase como um prazer com culpa, mas, ainda assim, um passatempo delicioso. Vamos ao meu Top 10 filmes que são ruins que eu adoro.

10º Atração Explosiva
Atração Explosiva não é nada mais do que um veículo para tentar lançar a carreira de atriz da então mega-modelo Cindy Crawford. O roteiro é cheio de clichês e Crawford não consegue interpretar absolutamente nada. Mas o filme tem boas sequências de ação e uma boa trilha sonora.

Obviamente o que mais me faz gostar dele é a cena de sexo de Baldwin e Crawford. Quantas vezes no cinema podemos ver uma super-modelo atirando em um vilão enquanto transa com o mocinho?


9º Howard - O Super Herói
George Lucas deixou o posto de presidente da Lucasfilm para escrever a história de "um pato de outro planeta que vem para a terra e se mete em altas aventuras" (como diria o narrador da Sessão da Tarde). 

Considerado o fundo do poço da carreira de Lucas, Howard - O Super Herói, é um desastre ambulante, é extremamente divertido e ruim. Jefrey Jones, como Dark Overlord, é o que realmente me diverte e o monstro da batalha final é um dos meus favoritos até hoje. Quando eu era criança, a versão dublada me matava de medo. Mas o que eu mais gosto no filme é que Howard é um mulherengo e o filme termina com ele e Lea Thompson em sua cama prestes a fazer sexo. Uma mulher e um pato! Não tem como alguém superar isso em um filme para crianças.


8º Comando Para Matar
E se Rambo 2 - A Missão tivesse sido interpretado por Arnold Shwarzenegger? E se o sósia do Freddie Mercury fosse o vilão em um filme? Comando responde ambas as perguntas. O roteiro parece ter sido escrito por uma criança de cinco anos, mas é diversão do ínicio ao fim. E é justamente isso que torna o filme interessante.

Em certo ponto do filme ele invade uma loja de armas e passeia com um carrinho de compras pegando um arsenal de armas e munições, ele pula de um avião em movimento e é capaz de farejar seus inimigos. Não tem como o filme ficar mais legal depois disso. A tagline do filme já diz tudo: "Em algum lugar, de alguma forma, alguém irá pagar" ou seja, não importa a história, o importante é que Schwarzenegger vai matar um monte de gente.


7º Violação de Conduta
Primeiro, eu sempre fui um grande fã de John Travolta e um grande fã de John McTiernan. Travolta não precisa de apresentação e Mctiernan tem um currículo invejável (Predador, Duro de Matar, Caçada ao Outubro Vermelho, Duro de Matar - A Vingança e Thomas Crown - A Arte do Crime) e,   além deles, Samuel L. Jackson está no filme, não que ele seja garantia de sucesso, mas é sempre um fator interessante.

Ainda assim, Violação de Conduta é um desastre. Esse é o primeiro filme no qual o diretor (durante os comentários no dvd) explica exatamente o porque de o filme não prestar. Violação de Conduta basicamente se trata de uma série de interrogatórios realizados por Travolta e Connie Nielsen para descobrir por que quase todo um grupo de soldados americanos foi morto durante um exercício no Panamá. Até aí, tudo bem; o problema é que todas as versões são contraditórias e todos os personagens tem pelo menos duas versões do que aconteceu. Além disso, no final, há mais um reviravolta inesperada e extremamente forçada que claramente trapaceia o espectador. O motivo para isso? McTiernan confessa que procurou o roteirista e disse que ele não poderia matar determinado personagem (peça chave para o enredo) porque ele gostava demais do ator! Sério!

Assista Violação de Conduta e desligue a tv uns cinco minutos antes do fim e você terá visto um filme bom e uma ótima atuação de Travolta, continue assistindo e você terá visto um dos maiores atentados à inteligência do espectador.


6º Showgirls
Em qualquer lista de piores filmes do mundo, eu garanto que Showgirls estará lá. Eu também garanto que seu lugar é merecido. Mas, sempre que eu assisto a a esse filme, eu entendo a razão de sua existência e fico grato por ela.

Paul Verhoeven e Joe Eszterhas haviam realizado Instinto Selvagem e se convenceram de que a formula do sucesso era simples: quanto mais sexo, mais sucesso. Desnecessário dizer que o filme foi um fracasso, mas Verhoeven nunca foi comedido com seu filme, ele foi até o limite. Nenhum outro lançamento de porte mundial conseguiu ter tantas cenas de sexo quanto esse filme. Esse filme merece seu lugar de destaque por sua importância para uma geração pré-internet e que nem sempre conseguia ficar acordada para assistir o Cine Band Privê.


5º Future Zone e Future Force
Bom, esse vai ser um pouco difícil de lembrar. Talvez nem todos tenham visto,  mas os que viram certamente lembrarão. David Carradine interpreta um policial do futuro durão e com uma mão cibernética. Basicamente esse é o roteiro do filme. Eu garanto que, para quem assistir a esses dois filmes,  hoje em dia a diversão é garantida.

Future Force foi originalmente lançado em 1989. Como o filme acabou tendo um lucro moderado (devido aos baixos custos de produção e roteiro) uma sequência foi encomendada e lançada poucos meses depois: Future Zone. O filme continua bom, apenas o tempo se encarregou de transformar o gênero de ação para comédia.


4º O Guerreiro Americano e Guerreiro Americano 2
Nossa, o guerreiro americano!!! Bom eu não sei quanto a vocês mas eu certamente passei algumas boas tardes da minha infância fingindo ser um ninja depois de assistir ao Guerreiro Americano interpretado por Michael Dudikoff. Steve James está hilário como o melhor amigo do protagonista e candidato a Rambo. 

Esses dois filmes são tão ruins que aos 9 anos eu já sabia que existia algo ligeiramente errado com o roteiro e direção dos filmes, porém eu não me importava e, aparentemente,  nem os atores ou o diretor do filme também. Todos os pontos clichês (que acabavam sendo os mais divertidos) que, normalmente seriam consertados no segundo filme, na verdade foram ampliados. Esse desprendimento é que faz o filme ser tão legal. Fora isso, estamos falando de um ninja ocidental, se Michael Dudikoff poderia ser um ninja, todos nós podíamos também e isso sempre me deixava feliz.


3º O Homem da Máscara de Ferro
Exige um esforço consciente e avassalador para transformar um filme com uma história tão boa (baseada no livro de Alexandre Dumas) e um elenco inacreditável (Leonardo DiCaprio, Jeremy Irons, John Malkovich, Gerard Depardieu, Gabriel Byrne e Hugh Laurie) em um filme tão ruim. A interpretação de Di Caprio é um desastre, ele interpreta o rei da França com um sotaque Nova-iorquino, o diretor Randal Wallace (roteirista oscarizado por Coração Valente) faz com que todos os momentos de emoção sejam exagerados como se isso não pudesse ocorrer naturalmente com o seu seleto grupo de atores. Mesmo assim, eu adoro o filme, como não gostar desse fantástico grupo de Mosqueteiros? Quer dizer, Malkovich e companhia são os Mosqueteiros! Não interessa se eles estão em um filme ruim, o que interessa é que eles estão na tela, juntos e dizendo: "Um por todos e todos por um".


2º Aprovados
Depois de uma enxurrada de filmes sobre estudantes americanos prestes a entrarem na faculdade eu imaginei que não poderia mais me interessar por mais nenhum deles. Os dois primeiros "American Pie", "Mal Posso Esperar" e "Superbad" eram completamente suficientes para me satisfazer e explorar o tema. Quando o trailer de Aprovados mencionava que o filme era dos mesmos produtores de American Pie, isso só piorou a situação. No entanto, eu tive a felicidade de assistir o filme com alguns amigos e comprovei que ele era realmente engraçado, apesar de não ser necessariamente original.

O filme é, de fato, pobre ao recorrer as mesmas piadas de sempre, mas seus protagonistas tem o que falta na maioria das outras comédias adolescentes: carisma. Justin Long começou a ser levado mais a sério como protagonista depois desse filme e garantiu uma muito bem-vinda aparição em Duro de Matar 4.0, mas quem rouba o filme é Adam Herschman como Glen.


1º O Falcão Está À Solta
Hudson Hawk é um filme ruim não há dúvida nisso. Ouvir Bruce Willis cantar ao lado de Danny Aiello não é uma boa pedida, mas ver Bruce ter um papel ultra-cool nessa comédia de ação repleta de exageros, sempre me anima. Os diálogos são os mais cafonas possíveis quando o filme pretende se levar a sério, mas quando as piadas entram em cena o filme decola.

15 de junho de 2011

Títulos Horríveis e Erros de Tradução

Em algum momento da minha infância, nos anos 90, eu notei que alguns títulos de filmes da Sessão da Tarde eram extremamente parecidos. Quando comecei a estudar inglês percebi que poucos deles tinham algo em comum com o título original e, pouco tempo depois, entendi que, se as atrocidades ficassem apenas nos títulos, seria uma benção, infelizmente não é esse o caso.

Algumas traduções de filmes no Brasil determinaram o título de diversos outros filmes no mesmo gênero, ainda que não tivessem qualquer relação com o filme original. "Police Academy" ou simplesmente "Academia de Polícia" ganhou o título de "Loucademia de Polícia", não que eu me importe com essa pequena "liberdade" dos tradutores originais, o problema é que isso gerou uma enxurrada de "Loucademias": "Loucademia de Esqui" de 1990 ou "Loucademia do Barulho" de 1983 ou "Loucademia Federal" de 1980.

Outro grande conquistador de títulos foi "O Exterminador do Futuro", além das continuações diversos filmes foram na onda do Exterminador e tivemos um exército deles de 1984 para cá, segundo o IMDB pelo menos 25 filmes foram lançados no Brasil nos últimos anos com "Exterminador" no título. Até aí tudo bem, mas e os títulos originais? "Wanted: Dead or Alive" que seria algo como "Procurado: Vivo ou Morto" se tornou "O Exterminador Implacável".

Mais recentemente tivemos vários exemplos, o que mais me deprime é "The Hangover" que seria algo como "A Ressaca" acabou se tornando "Se Beber, Não Case". A continuação saiu a poucos dias e para o alívio dos tradutores brasileiros a trama ainda envolvia um casamento. Porém o diretor Todd Philips já confirmou que haverá uma terceira parte e ela não envolverá um casamento. Aí qual será a solução? Ah, a pior parte é que o filme originalmente chamado "The Hot Tube Time Machine" ganhou em português o título de "A Ressaca". Eu honestamente iria ao cinema para ver um filme que tivesse a coragem de se chamar "A Máquina do Tempo na Hidromassagem"...

Os filmes acima comprovam que as comédias parecem sofrer mais com a tradução dos títulos, óbvio que algumas utilizam referências intraduzíveis, mas essa seria a minoria. O filme "Os Aloprados", com Will Ferrell, tinha o título original de Semi-Pro. Seria tão difícil colocar o título como Semi-Profissional ou mesmo manter o título original?

Até mesmo a própria decisão de traduzir ou não um título atualmente parece confusa. O marketing da Paramount decidiu manter o título de "G.I. Joe" inalterado em sua distribuição internacional,  ignorando o fato de que ele apelaria muito mais ao público que acompanhava o desenho se tivesse sido lançado sob o título original de "Comandos em Ação".

Era de se esperar que os erros não ficassem nos títulos. Um dos erros mais frequentes em relação a tradução é o da palavra "parents" que em inglês significa "pais" e é sempre erroneamente traduzida como "parentes". Outro erro terrível que eu frequentemente me deparo é em filmes sobre política, a frase "Inauguration Day" significa "Dia da Posse" e é sempre t.raduzida como "dia da inauguração".

Eu lembro de uma cena em "Do Que as Mulheres Gostam?", com Mel Gibson, na qual ele assistia a um jogo de basquete no qual tinha apostado e fica torcendo "Miss, miss, miss..." ou seja "Erra, erra, erra". O que foi colocado na tradução? "Moça, moça, moça....". Também já vi, em mais de um filme, a palavra "Toast" que significa tanto "torrada" como "brinde" ser utilizada como torrada enquanto o personagem levanta um copo.

A qualidade da tradução no Brasil nunca foi muito impressionante, quando eu assisti ao primeiro Star Trek, os "Fasers" da Enterprise foram traduzidos como "Fases", mas em uma época em que até mesmo o Youtube oferece ferramentas de legenda automática baseada no som que consegue fazer um trabalho razoavelmente competente, está na hora de as traduções brasileiras melhorarem sensivelmente a sua qualidade.

Esses são todos erros que acabam comprometendo a experiência de assistir a um filme. Soma-se a isso as desnecessárias legendas brancas do cinema que, às vezes, podem tornar a experiência de assistir a um filme um desastre total, independente da qualidade da obra.

E você, lembra de algum erro grotesco de tradução ou um título que ficou horrível?

14 de junho de 2011

Kick Ass - Quebrando Tudo (Kick Ass, 2010)


Se você ouviu falar sobre Kick Ass e pensou que é "mais um filme de super-herói", fica aqui a minha dica para que você pense de novo. Dave Lizewski (Aaron Johnson) é um nerd que começa a se perguntar por que ninguém nunca pensou em se vestir de super-herói e combater o crime na vida real. Pois é exatamente isso que ele faz, compra uma fantasia e sai pelas ruas a fim de combater o crime, porém, ele não tem nenhum super poder, nenhuma habilidade, não sabe lutar e nem se esforça para aprender.

O que Dave não sabe é que realmente existem super-heróis, Big Daddy (Nicolas Cage) e Hit Girl (Chloe Moretz), são heróis fantasiados que treinam para se vingar do traficante Frank D’Amico (Mark Strong) por causa de uma falsa denúncia contra Daddy. E é após uma das investidas de Big Daddy contra o armazém de Frank, que eles acabam confundindo os heróis e acham que Kick Ass é quem tem matado seus capangas. Os três se juntam para salvar Kick Ass da confusão que se meteu e se vingarem de Frank e seu filho, Red Mist/Chris D’Amico (Christopher Mintz-Plasse).

A escolha dos atores não poderia ter sido melhor, Nicolas Cage, depois de certas catástrofes anteriores e posteriores manda muito bem no papel de super-herói e os novatos conseguem chamar atenção para si, mesmo com Chloe roubando a cena como Hit Girl a toda hora.

O visual do filme é bem feito e bem aproveitado, desde cenários aos efeitos especiais. O que chama atenção são as cenas de luta belamente coreografadas, bem feitas e violentas. Não é a toa que a classificação do filme é 18 anos.

Uma curiosidade sobre o filme é que o diretor Mathew Vaughan tomou para si todas as responsabilidades do filme, desde a produção até a financeira e, se não fosse o filme ser comprado e distribuído, o gasto teria sido de 30 milhões de dólares (fonte: www.zerooitocentos.org).

Felizmente, Kick Ass acertou em cheio e não desapontou. Garanto que, se você é fã de super-heróis, esse é um filme que deve ser visto antes de morrer.



13 de junho de 2011

Padre (Priest, 2011)


Finalmente consegui assistir Padre e devo dizer que fiquei feliz por não ter ido ao cinema ver em 3D. O filme tinha tudo para ser épico, mas, infelizmente, não conseguiu alcançar esse patamar.

Baseada na HQ homônima, a narrativa se passa em um mundo pós-apocalíptico onde, desde o começo dos tempos, há guerra entre humanos e vampiros. Os humanos descobriram uma arma letal que acabou com essa guerra: Padres.

Na história um padre (Paul Bettany) deve resgatar sua sobrinha, que foi sequestrada por vampiros, ao passo que ele tenta alertar o clero de uma possível nova guerra. A Igreja o ignora e ele é banido da ordem por tentar resgatar a sobrinha Lucy (Lilly Collins). No caminho ele se junta à Hicks (Cam Gigandet), o par romântico de Lucy e, posteriormente, se unem à uma mulher Padre (Maggie Q), que acredita nele sobre o iminente ataque vampírico.

Como eu disse, tinha tudo para ser um filme épico, porém, a única coisa que salva o filme são os efeitos e cenários muito bem produzidos. A narrativa é pobre e corrida, os diálogos são clichês e, por vezes, não fazem sentido. São apenas 1h25min de filme, o que faz com que nada fique bem explicado e incógnitas surjam durante toda a película. A atuação dos atores não foi convincente, salvo a de Paul Bettany que, a meu ver, não foi o ápice de sua carreira, mas não foi tão sem expressão e envolvimento, como a dos outros atores.
Há rumores de uma continuação para o filme (o que fica explícito no final), mas eu não teria tanta certeza, pois, nada foi bem explorado nesse primeiro. Pelo menos, dá pra ficar curioso quanto à HQ, pois a história é boa, mas não foi muito bem aproveitada para o Cinema.

E você, já assistiu? Concorda ou discorda em algum ponto? Conta pra gente!

6 de junho de 2011

Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles (Battle: Los Angeles, 2011)

Em seus primeiros dois minutos de tela, Batalha de Los Angeles consegue colocar o espectador em meio ao caos no qual se desenvolve uma batalha mundial contra invasores extraterrestres. Depois, o ritmo fica mais lento e começa a introdução dos soldados que irão lutar na iminente batalha, o que, na verdade, é totalmente dispensável e, à excessão do personagem de Aaron Eckhart, não cria absolutamente nenhuma empatia com os personagens.

Há uma certa coragem em criar uma cena com diversos aliens saindo do mar atirando, mas isso não salva o filme. Se há uma qualidade aqui, é que esse é um dos poucos filmes sobre uma real "invasão" alienígena no estilo mais militar e com um combate mais mano-a-mano com os humanos.

A tentativa de criar um clima épico nas maiores cenas militares, falha e, com certeza, um diretor como Michael Bay poderia ter a chance de uma vida se tivesse dirigido o filme. Infelizmente, o diretor Jonathan Liebesman é praticamente um iniciante e sua falta de estilo acaba tendo seu impacto no filme.

Quando a ação finalmente começa, é mal dirigida e mal fotografada. Ao contrário de Independence Day, que tinha um ar mais "blasé", Batalha de Los Angeles tem a intenção de ser mais sujo e sério, porém há um constrangimento latente em mostrar os alienígenas em um filme com essas inclinações.

A melhor adição ao filme é Michelle Rodriguez que faz uma oficial da Força Áerea envolvida no combate e isso já diz muito. Rodriguez é uma coadjuvante muito bem vinda, como em Avatar, mas sozinha não carrega um filme, o resto do elenco de apoio é dispensável, beirando o amador.

Outro ponto onde o filme falha gravemente é nos efeitos especiais. Para um filme que depende tanto deles, ter efeitos tão obvios e mal executados é um sentença de morte. Batalha de Los Angeles só consegue qualquer efeito de credibilidade quando conta em excesso com a boa vontade do espectador.

A intenção do filme é boa, montar um bom filme de guerra contra alienígenas em uma batalha sanguinária e cruel nas ruas de Los Angeles. Infelizmente a execução é fraca, preguiçosa e o resultado final é superficial e dispensável.

3 de junho de 2011

Estreias: X-Men: Primeira Classe; Estamos Juntos

X-MEN: PRIMEIRA CLASSE (X-Men - First Class, 2011)

Com Kevin Bacon, James McAvoy, Michael Fassbender. De Matthew Vaughn. O filme mostra o início da guerra entre mutantes e o conflito com os humanos; o início dos ´X-Men´. A obra revela a história secreta de famosos eventos globais. Antes dos mutantes se revelarem para o mundo, e antes de Charles Xavier e Erik Lensherr se chamarem Professor X e Magneto, eles eram dois jovens descobrindo seus poderes. Estivemos na premiere do filme e você pode saber o que esperar, leia aqui a crítica de Vinício Oliveira



ESTAMOS JUNTOS (2011)

Com Cauã Reymond, Leandra Leal, Nazareno Casero e Dira Paes. De Toni Venturi. O filme conta a história de Carmem, uma jovem médica, que tinha uma vida independente na agitada São Paulo, ao lado do seu amigo Murilo, e distante das amarras da cidade de onde veio. Mas quando sintomas de uma grave e inesperada doença surgem, sua rotina se transforma e ela passa a se relacionar cada vez mais com um enigmático homem ao mesmo tempo em que se entrega a uma intensa paixão com o impetuoso músico Juan.

Pelo trailer o filme parece ter uma ótima qualidade técnica e Reymond demonstra ser realmente um ótimo ator. No entanto, fiquei confuso sobre o real foco do tema do filme... O filme é um drama, todo mundo aparece meio tenso no trailer, mas no poster estão bem felizes. Realmente, fiquei mais confuso do que curioso. 


2 de junho de 2011

X-Men - Primeira Classe (X-Men - First Class, 2011)

Mais uma vez, a convite do Clube do Assinante ZH, o Cinema Sem Frescura marcou presença na pré-estreia do filme X-Men - Primeira Classe, no CineSystem do Shopping Total, em Porto Alegre, com exclusividade. O filme estreia sexta-feira nos cinemas:

X-Men - Primeira Classe me deixou perplexo, antes mesmo de entrar no cinema. Se o filme fosse ruim, tudo bem, não é sempre que esperamos muita coisa do quarto capítulo de uma franquia (quinto se contarmos X-Men Origins - Wolverine). Se somarmos o fato de o filme ser uma prequel, sem os mesmos atores e sem o mesmo diretor, aí certamente estaríamos olhando para a receita de um filme ruim. Mas, se por outro lado, se o filme fosse bom... Qual a utilidade de uma quinta parte boa, quando "O Confronto Final" e "Origins - Wolverine" destruíram a franquia? De fato o "Primeira Classe" teria de ser muito bom para dar um novo fôlego aos mutantes. Bom, o filme é esse nível de "bom".

Ele não apenas se sustenta como um bom filme, como também cumpre a principal função de uma "prequel" (o que raramente é feito por outros filmes): explica o passado dos personagens e nos faz olhar os filmes anteriores de forma mais interessante. Desde questões fundamentais como a amizade e conflito entre Magneto e Xavier, até como os mutantes se tornaram conhecidos pela sociedade em geral são respondidas pelo filme.

Esse é o quarto filme de Matthew Vaughn como diretor e ele tem um bom currículo (Kick-Ass, Stardust) e ele definitivamente faz jus a isso em X-Men - Primeira Classe. Vaughn fez escolhas acertadas como manter as mesmas imagens usadas por Bryan Singer para o prólogo de Magneto, isso mostra o comprometimento do filme com os melhores da série. O filme se passa na década de 60 e tem um visual que remete muito aos filmes de James Bond (especialmente Connery e Moore).
O fato que define o filme, na verdade, são as interpretações. Ian McKellen e Patrick Stewart são atores incríveis e ocupar o seu lugar é, definitivamente, uma tarefa difícil, porém Michael Fassbender e James McAvoy se superam na tarefa. O primeiro concentra toda a intensidade de Magneto em uma fúria mais física do que a sabedoria messiânica que vimos nos outros filmes. Porém fica evidente para o espectador que esse é o mesmo personagem de McKellen, apenas um pouco mais intenso. Já McAvoy faz um Xavier mais contido, exatamente dentro das linhas de Stewart, e é o contra-ponto perfeito para o Magneto de Fassbender. Cada um dá conta do recado em suas cenas individuais e sempre que eles contracenam juntos o filme se torna ótimo.

O elenco de apoio é bem melhor do que se esperaria de um filme dos X-Men. Conseguimos fugir aqui dos estereótipos que se apresentam, usam seu poder uma vez e já podem sair de cena. Ainda que alguns personagens realmente recebam pouco tempo de tela eles não são tratados apenas como recheio de um roteiro mal preenchido e você sente que de fato eles estão ali por uma razão e isso torna toda a premissa dos primeiros alunos de Charles Xavier mais interessante. Kevin Bacon é o melhor vilão da franquia até o momento, se desconsiderarmos Magneto.
Eu não vou falar sobre a história em si, pois não há como começar a fazer isso sem entregar alguns spoilers e, de fato, isso é desnecessário. O que é preciso dizer é que o roteiro, apesar do conteúdo fantástico, também utiliza bastante da história  da Guerra Fria e não apresenta os mesmos erros lógicos de outros filmes que tentam isso. Um roteiro que faz sentido, mas não está livre de alguns erros de continuidade com os outros filmes da série.

No geral, X-Men - Primeira Classe cumpre bem ao que se propõe e é um filme bom por si só. Não é o melhor da série, mas está no mesmo nível e merece ser visto.

1 de junho de 2011

Top 10 Filmes de Luta

Filmes de artes marciais nunca foram levados à sério. Isso porque normalmente o roteiro é tão fraco quanto o elenco, diretor e produtores. Fato é que, desde Bruce Lee, este é um gênero que surgiu no meio dos filmes de Ação e conquistou um público bem fiel, principalmente entre adolescentes homens. A história é o menos importante, mesmo que alguns desses filmes tenham conseguido algum prestígio, o importante aqui é ver as coreografias e a pancadaria. Não incluí aqui dramas maravilhosos que tinham alguma arte marcial como pano de fundo, mas que o objetivo real fosse mostrar o potencial dos atores e coreógrafos.

Confira!

10. Difícil de Matar (Hard to Kill, 1990)
Apesar de ser um grande artista marcial, Steven Seagal se caracterizou por fazer filmes de ação. Ele é sempre o herói de "rabo de cavalo", segurando uma arma. A questão é que ele conquistou o seu público com o que ele faz quando ele perde a arma ou fica sem balas... você fica pensando "ok, ele não precisava mesmo da arma".

Em Difícil de Matar, seu personagem, o detetive Mason Storm, fica 7 anos em coma, após um atentado que mata sua esposa. No dia em que ele sai do coma, ele já sai arrebentando um monte de bandidos, ainda na maca... até ser ajudado pela enfermeira que cuidava dele no hospital a fugir para se recuperar e buscar vingança. Apesar de ter poucas cenas de luta, este clássico do Cinema Em Casa, só fez sucesso porque é o que todo mundo esperava, "pancadaria". (Por que ninguém fez a barba dele em 7 anos???)


9. O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long, 2000)
Não é um de meus filmes favoritos, mas é um belo filme. Surpreendeu todo o mundo após ganhar 4 Oscars. Com a direção de Ang Lee, ele traz Yun-Fat Chow, Michelle Yeoh e Ziyi Zhang num filme que conseguiu aproximar a cultura oriental com o Cinema Ocidental. Na trama, na época da Dinastia Ching, a história das duas mulheres, excelentes lutadoras, se cruzam e elas embarcam numa violenta jornada, que as força a fazer uma escolha que muda suas vidas.

As lutas são uma verdadeira obra de arte. A fotografia, então, nem se fala.


8. Tartarugas Ninja 2: O segredo de Ooze (The Secret of the Ooze, 1991)
Ainda no embalo dos filmes de Ninjas nos anos de 1980, as jovens tartarugas mutantes ninjas (viciadas em pizza) levaram legiões de fãs aos cinemas para assisitir a Leonardo, Donatelo, Michelangelo e Rafael enfrentar novamente o Destruidor e tentar descobrir o segredo de como eles se tornaram humanóides.

O filme conseguiu trazer David Warner para dar peso ao drama, como o cientista responsável pelo Ooze, e
Ernie Reyes Jr., que era um jovem e promissor artista marcial em ascenção (lembram de Surfistas Ninjas?), mas que acabou virando só mais um coadjuvante em cenas de ação ou protagonista em filmes B. No entanto, é a coreografia bem sincornizada das lutas, combinada com humor das quatro tartarugas, que dão charme a este filme.


7. O Grande Dragão Branco (Bloodsport, 1988)
Em um dos primeiros filmes de sua carreira, Jean Calude Van-Damme interpretou Frank Dux, o cara que entra em um torneio clandestino, o Kumite, para honrar seu mestre, Senzo.

Com uma modesta participação de Forest Whitaker, a trama é desinteressante e as atuações são horríveis, mas isso pouco importa. Neste clássico da Sessão da Tarde, todo mundo fica preso na poltrona esperando o combate final com o malvado Chong Li.


6. Cão de Briga (Danny the Dog, 2005)
Nunca fui muito fã do Jet Li, porque penso que, entre os artistas marciais clássicos, (como Jackie Chan, Bruce Lee, Steven Segal e Jean Claude Van Damme) sempre há um charme a mais, uma capacidade de atuar, além do filme de luta. Apesar de ele ter feito alguns interessantes, para mim, ele é o que mais personifica a situação "desculpa para pancadaria". Outro bom exemplo seria 'Romeu tem que Morrer', mas Cão de Briga conseguiu trazer Morgan Freeman e Bob Hoskins, além de ser dirigido por Louis Leterrier.

Criado com um verdadeiro cão de briga desde os 4 anos, Danny (Li) um dia descobre um lado humano e tem que lutar para sobreviver e acabar com o sistema de lutas clandestinas.


5. Mortal Kombat (1995)
Baseado na mitologia criada para o jogo de videogame de mesmo nome, o roteiro foi escrito pelos mesmos criadores, Ed Boon e John Tobias. O filme conta com Robin Shou como protagonista, vivendo o papel de Liu Kang, mas traz Cary-Hiroyuki Tagawa, Christopher Lambert e Talisa Soto no elenco. Na história, Kang e outros guerreiros da Terra são convocados para um torneio pela salvação da Terra contra Shao Khan, Sheng Tsung e o seu exército maligno.

As lutas são tão bem feitas e há uma preocupação tão grande em não ser violento, mas mostrar a beleza das lutas. Lembro que na época em que saiu o filme, muito se falou sobre uma possível candidatura ao Oscar para filmes de luta, sempre tão desmerecidos.


4. Clube da Luta (Fight Club, 1999)
Um filme que merece ser visto mais de uma vez. Clube da Luta traz uma trama bem interessante e é realmente um ótimo filme. Só o fato de trazer Brad Pitt e Edward Norton no mesmo filme, já seria motivo suficiente para vê-lo. Entretanto, o que movimentou todo mundo para ver esse filme era sim a pancadaria.

Ele entra no nosso 4º lugar, sem querer. Mesmo sem ter grande coreografia, tampouco grandes artistas marciais, o filme abusa da violência em suas lutas, como desculpa para um plano maior.


3. Operação Condor - Um Kickboxer Muito Louco, (Fei ying gai wak, 1991)
Apesar de Jackie Chan ter ficado mais conhecido ultimamente por seus filmes em parceria com Hollywood (Hora do Rush, Bater ou Correr), Operação Condor é um clássico do Cinema em Casa que eu adoro. Não só porque é engraçado, mas porque eu acho realmente impressionante tudo o que Chan consegue fazer numa cena de poucos segundo.

No filme, Chan é Condor, um agente secreto designado para encontrar um valioso tesouro que os nazistas supostamente esconderam no Norte da África durante a Segunda Guerra Mundial. No deserto do Saara, ele logo descobre que não é o único interessado nessa busca; um grupo de mercenários terroristas liderados por um ex-nazista também quer se apoderar da fortuna.


2. O Desafio Mortal (The Quest, 1996)
Sim, mais um filme com Van Damme, mas afinal, o cara é o mestre mesmo no quesito artes marciais, mesmo que ele tenha evoluído consideravelmente o nível de interpretação (vide O Legionário, que ele não dá nem um chutinho e JCVD, uma drama bem humorado sobre ele mesmo).

Com um toque histórico, Jean Claude interpreta Christopher Dubois, um lutador que aprende Muay Thai e entra para um torneio com os maiores lutadores do mundo pelo substancial prêmio de um drgão de ouro. Ele não dá bola para o título e faz um acordo com o Lord Edgar Dobbs (Roger Moore) para ajudá-lo a entrar no torneio, em troca do prêmio máximo. A temática do filme lembra um pouco o Grande Dragão Branco e até mesmo o jogo Street Fighter, por causa de ter um lutador de cada país, especializado na luta daquele lugar.

Esse sim, é uma história banal como desculpa para um festival de artes marciais (tem boxe, Kung Fu, Muay Thai, Capoeira, Sumô, entre outros.)


1. O Voo do Dragão (Meng long guo jiang, 1972)
Apesar de meu filme preferido de Bruce Lee ser "O Dragão Chinês" (1971), fiquei na dúvida entre este e o clássico "Operação Dragão", o último do grande artista. Entretanto, o Voo do Dragão  (em inglês, Way of the Dragon) tem a grande luta entre Bruce Lee e Chuck Norris que, por si só, já é uma obra de arte mesmo antes da luta começar.

Na história, o personagem de Lee, Tang Lung, vai para Roma ajudar uma amiga a se livrar de uns mafiosos. A máfia, em contra-partida, contrata uns caras malvados para acabar com Lung. Depois de bater em todo mundo, sobra o grande campeão mundial de karatê (personagem de Chuck Norris) e, pasmem, Norris toma a maior surra de sua vida, dentro do Coliseu.

Nesta obra-prima, Bruce Lee, produziu, roteirizou, dirigiu, coreografou as lutas e atuou. O maior artista marcial do século XX, não mereceria outro lugar. Confira abaixo o trecho do filme com a melhor luta de todos os tempos.



E para você, quais são seus filmes de luta favoritos? Comente!


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