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19 de maio de 2011

Piratas do Caribe: Navegando Em Águas Misteriosas (Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides, 2011)

A convite da minha querida amiga, Karina Fröhlich, da Zero Hora, o Cinema Sem Frescura marcou presença na Premiere do novo filme dos Piratas do Caribe, da Walt Disney, no CineSystem do Shopping Total, em Porto Alegre, com exclusividade. Confira à minha crítica do filme Navegando em Águas Misteriosas:

O novo filme traz de volta alguns poucos personagens da primeira trilogia, como o protagonista Jack Sparrow (Johnny Depp), seu amigo (e arquinimigo) Barbossa (Geofrey Rush), o primeiro imediato do Pérola Negra, Gibbs (Kevin McNally) e o pai de Sparrow, Capitão Teague (Keith Richards, dos Rolling Stones). Esqueçam Orlando Bloom e Keira Knightley, que eram os protagonistas dos primeiros, a nova saga traz a charmosa Penélope Cruz no Papel da bela Angélica, uma ex-namorada de Sparrow, com muita mágua e, consequentemente, muita paixão, mas com um pequeno problema, é filha do pior dos piratas do mundo, o Barba Negra (Ian McShane).

O filme traz uma nova aventura do Capitão Jack Sparrow que, de volta em Londres, descobre que alguém se passando por ele está recrutando marujos para uma nova empreitada. Tudo não passava de uma armação para encontrarem o original, peça fundamental para que o terrível pirata Barba Negra encontre a Fonte da Juventude, pois só Jack conhece o caminho. Entre todas as enrascadas, a aventura vai contar com a disputa com os espanhóis pelos tesouros do mundo e um Barbossa "convertido" a serviço de Vossa Majestade, o rei da Inglaterra, mas o pior será ter que capturar uma sereia para que o ritual na fonte da juventude dê certo.
A trama, infantil, é ainda mais simples e menos épica que as histórias contadas na primeira trilogia. A trama tem alguns furos e certos elementos não foram tão bem explorados como poderia ter sido, como a própria corrida pela Fonte da Juventude contra os espanhóis, mas nada que comprometa a história com seu público-alvo.

A belíssima fotografia do filme, rodado no Havaí, por si só já bastariam para conferir o filme. No entanto, muito além de uma boa direção e uma bela fotografia, está o peso de Johnny Depp, Penélope Cruz e Geofrey Rush na tela; Depp parece não interpretar, tamanha a naturalidade na atuação de um personagem que já povoa o imaginário de uma nova geração. Não pude deixar de reparar no fato de que, qualquer frase ou gesto de Depp em cena, arrancavam as gargalhadas mais sinceras da plateia, mesmo que nem fosse algo assim tão cômico.

Uma boa comédia com tom de aventura. Fãs de Depp e da série de filmes dos piratas caribenhos, não podem perder. Não recomendo a versão 3D, pois o filme não explora profundamente este efeito e tem muitas cenas noturnas, o que dificulta a nitidez com os óculos especiais; Se tiver a opção, opte por 2D, é mais barato e não faz falta. Estreia nesta sexta-feira, nos melhores cinemas.

Última dica: Esperem o final dos créditos, cena extra especial.

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