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6 de abril de 2011

O Feitiço de Áquila (Ladyhawke, 1985)


Eu nunca achei que escreveria sobre um romance, mas a situação pede! xP

Situada na Europa Ocidental no século XII, Áquila é uma cidade onde há um Bispo (John Wood) que, enciumado por saber que sua amada Isabeau (Michelle Pfeiffer) está apaixonada por Etienne Navarre (Rutger Hauer), lança um feitiço sobre o casal, onde de dia, ela vira um falcão e à noite, o cavaleiro torna-se um lobo, para que nunca mais os dois possam se encontrar. Sempre juntos, um como fera, outro como ser humano.

Com a fuga da cidade de Áquila, o jovem Phillipe Gaston (Matthew Broderick) e a ajuda do padre Imperius (Leo McKern) o casal consegue um aliado para ajudá-los a quebrar a maldição.

A trama do filme é o amor impossível, que mistura doses de romance e drama bem equilibrados, e não deixando o espectador esgotado antes de chegar ao meio do filme.

O roteiro, criativo, é belamente conduzido e encaixado, onde até o lamento do lobo é conectado ao sofrimento do cavaleiro. É uma narrativa que consegue manter a atenção de quem assiste e a todo momento faz com que a expectativa do reencontro do casal cresça.

Obviamente que as excelentes atuações dão uma emoção que consegue ser sentida a todo instante, por exemplo, todos são conquistados pelo cômico personagem, conhecido também como ‘o Rato’, de Phillipe Gaston e também a crueldade do Bispo de Áquila. Somente na cena final do reencontro que eu achei que a atuação não foi tão excitante como deveria ser, mas é um pequeno detalhe que de forma alguma estraga essa linda trama.

Apesar do final ser previsível, é possível até que lágrimas correm dos olhos dos mais sensíveis, e a frase dita por Gaston fique gravada na mente e traga suspiros : ‘Sempre juntos, eternamente separados’.

Vale o destaque também para os detalhes técnicos, com uma fotografia muito bonita, roteiro e narrativa bons (como já citados anteriormente), e, como nenhum filme é perfeito, há cenas em que o realismo, devido à tecnologia da época e algumas cenas de luta exageradas não conseguem um efeito muito bom, mas que mesmo assim não conseguem destruir o ritmo do filme ou o faça parecer ridículo.

Um belo filme, com uma bela história que vale a pena ser assistido, a dois, ou não.

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