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25 de abril de 2011

Ilha do Medo (Shutter Island, 2010)

Enfim consegui assistir A Ilha do Medo, de Martin Scorcese, nada como um feriadão para colocarmos os filmes em dia. Mesmo esperando ser surpreendido, acabei realmente sendo pego pela trama que traz Leonardo Di Caprio em um de seus melhores papéis. A Ilha do Medo é uma ótima produção da perturbadora história do livro de título homônimo de Dennis Lehane. Gostei tanto do filme que eu também quis fazer uma crítica sobre ele, apesar do nosso colega Rainer Alves já ter publicado uma anteriormente aqui.

Em a Ilha do Medo, faça como o personagem principal, duvide de tudo. Em princípio é só um agente do FBI investigando como um paciente escapa do mais severo presídio de segurança máxima do mundo, onde são tratados somente os criminosos mais insanos e perigosos. As pistas e a falta delas, levam o agente Teddy Daniels (Di Caprio) a desconfiar não apenas do tipo de tratamento que fazem neste sanatório, mas principalmente do que é real. O final é uma surpresa.

Mesmo para cinéfilos afiados com filmes que se propõe a surpreender o espectador, a história de Lehane consegue pregar uma peça no fim em quem pensa já ter advinhado a surpresa do filme no final. Sem fazer spoiler, posso dizer que não se deve esperar por um final feliz de a) um filme de Scorcese e b) a história de um sanatório de segurança máxima, numa ilha, longe de tudo e perto de nada.
É nesse sentido que Scorcese conduz com maestria uma trama confusa e nem um pouco cansativa. A fotografia, belíssima, é um ponto forte do filme, ambientando a condição mental dos personagens secundários. Cenas, com um tom teatral tanto na arte quanto na encenação, criam o clima de confusão mental no qual o personagem de Di Caprio se encerra.

Di Caprio, aliás, está em um de seus melhores papéis, por interpretar soberanamente um personagem com diferente visões da vida em diferente momentos. Difícil entender por que não recebeu uma indicação ao Oscar. O suporte dos também excelentes Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Max Von Sydow, completam esta obra que deve ser vista antes de morrer.

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