16 de março de 2011

Doce Vingança (I Spit On Your Grave, 2010)

A escritora Jennifer Hills (Sarah Butler) aluga uma cabana isolada para começar a escrever seu novo romance. A caminho da cabana, Jennifer se perde e pede informações para alguns rapazes em um posto de gasolina e acaba contando que está hospedada sozinha.

Sem mais, nem menos, esses rapazes, Johnny (Jeff Branson), Stanley (Daniel Franzese) e Andy (Rodney Eastman) vão à cabana na madrugada para assustá-la e levam o amigo deficiente, Matthew (Chad Lindberg) que se apaixona por Jennifer após conhecê-la enquanto consertava o banheiro da cabana.

A brincadeira, no entanto, fica mais séria quando eles começam a pedir para ela fazer coisas humilhantes em frente à filmadora de Stanley, e Matthew é forçado à estupra-la para que Johnny não a machuque mais. Jennifer consegue fugir e acha o xerife da cidade, Storch (Andrew Howard). Achando estar segura, ela o leva para a cabana para procurar a turma que a violentou, mas acaba sofrendo mais ainda, pois, Storch entra no meio da ‘brincadeira’.

Após ser estuprada e violentada por todos, Jennifer pula num rio e todos pensam que ela está morta, porém, ela volta um tempo depois e tortura os rapazes, um por um, até a morte, baseado no que cada um fez com ela.

Todos já sabemos desde o começo do filme o que vai acontecer, então, foi preciso um ‘algo mais’ para prender a atenção dos espectadores, cenas fortes, muito sangue e violência foram a pedida, tanto que o filme é recomendado para maiores de 18 anos e pessoas não sensíveis à cenas de brutalidades. É bom também que, quem for assistir já saiba do que o filme se trata antes de entrar na sala de cinema para evitar possíveis desconfortos.

O roteiro foi bem construído para que todas as torturas fizessem sentido e não consegue perder ‘o fio da meada’. As cenas são interligadas umas às outras, fazendo tudo ter sentido, não enrola os espectadores e vai direto ao ponto, pois a história não traz nada de inovador, sendo um remake de 1978, que não fez muito sucesso na época.

A atuação de Sarah Butler parece ser meio distante da inocente garota do começo do filme, mas ganha força quando se torna a mulher sem emoções dirigida pelo ódio e sede de vingança. Os coadjuvantes fazem bem o seu papel e não deixam a desejar nas cenas de tortura.

O filme, como disse anteriormente, não tem nada de inovador, apenas mais um filme considerado trash e que o diretor, Steven R. Monroe, conseguirá agradar quem gosta do gênero por suas cenas, mas que não merece lugar de destaque entre os demais filmes do gênero.

3 comentários:

João Colombo disse...

Bem, eu gostaria de ver o antigo para fazer um comparativo... mas estou cansado destes filmes de violência abusiva e gratuita... é iverossímel demais para o meu gosto. Se passar na tv, talvez eu assista...

Cine Mosaico disse...

Vou vê-lo essa semana. Não me parece ser uma obra prima do gênero (horror trash) mas pelo texto fiquei curioso para conferir.

:: Felipe Martins ::

Peu disse...

Como eu disse, metade do filme pode ser jogado fora. A inversão da história é dada por um acontecimento não explicado até o final. Vale assistir apenas pelas torturas criativas (algumas).

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