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7 de fevereiro de 2011

O VENCEDOR (The Fighter, 2010)

Personagens desconhecidos da maioria das pessoas, o filme conta a história do lutador de box (pesos meio-médios)  Micky Ward (Mark Wahlberg, de Max Payne). Micky era um operário de reposisão de asfalto na pequena cidade Lowel (Massachusetts, EUA) e aprendeu box com irmão mais velho, Dicky Eklund (Christian Bale, de Batman: O Cavaleiro das Trevas), que já havia sido lutador profissional.

A história do filme, se não fosse pelo fato de ser verídica, poderia ser comparada à hitória de Rocky Balboa: um João-Ninguém que recebe uma chance de se tornar um grande lutador e disputar o título mundial. Como na história de Rocky, a história de Ward não é centrada na sua luta, mas no drama pessoal. Sua vida é uma bagunça: sua mãe, gananciosa, é sua empresária e ele vive com suas 6 irmãs que não fazem nada o dia inteiro, só falando mal dos outros. O pior é depender do seu treinador e irmão Dicky, que tem problemas sérios com drogas e acaba indo preso algumas vezes, atrasando o seu desenvolvimento. Sua namorada, Charlene Fleming (Amy Adams, de Prenda-me Se For Capaz) é quem começa a lhe dar suporte e o ajuda a enfrentar a sua família. Quando todos superam seus problemas e resolvem dar a volta por cima, a estrada de Ward se ilumina e ele consegue o que tanto busca.

Contar isso não é spoiler, afinal a história é verdadeira. O motivo real de ir ver esse filme é a presença de Wahlberg e Bale juntos. Mark Wahlberg, o principal, trabalha bem, mas Christian Bale rouba a cena como coadjuvante, tanto que no início do filme pode parecer que a história é sobre Dicky e não Micky. Christian Bale está fantástico, acredito que em sua melhor atuação dramática. Penso que, na noite do Oscar, Bale será o grande "Vencedor", com o perdão do trocadilho. Amy Adams está em ótima atuação também, uma das melhores de sua carreira; merecida indicação ao Oscar de Atriz Coadjuvante, mas não tenho tanta certeza se leva a estatueta.
O roteiro está bom e as coreografias bem semelhantes às lutas de Ward, mas é a câmera em estilo documentário que dá ao ritmo ao filme. Fica perfeito, visto que o filme se desenvolve com a gravação de um documentário da HBO com Eklund sobre o uso de crack.

Vale a pena ver, principalmente se você é fã de boxe e do Christian Bale.

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