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22 de fevereiro de 2011

O RITUAL (The Rite, 2011)


Michael Kovak (Colin O'Donoghu) é aprendiz de um padre cético que nunca quis entrar para o celibato e questiona a fé, demônios e anjos.

Após 4 anos de estudo, ele desiste no final. Na hora de ir embora, um acidente acontece onde a vítima pede a bênção dele como padre. Vendo seu potencial, seu mentor, o Padre Matthew (Toby Jones) o convence a se inscrever num curso de exorcismo, pois chegou ao Vaticano mais de meio milhão de notícias sobre possessões demoníacas e querem implementar um padre exorcista em cada paróquia.

Ao aceitar o desafio, Michael parte para Roma para ter as aulas e conhece Angelina (Alice Braga), uma jornalista que acreditava que seu irmão estava possuído quando era criança. No decorrer das aulas, Michael se sente cada vez mais confuso e cada vez mais questiona sobre os exorcismos e a existência de demônios. Sendo assim, o professor do curso, Padre Xavier (Ciarán Hinds) apresenta o não tão ortodoxo padre exorcista Lucas (Anthony Hopkins) que, no primeiro dia, mostra uma garota grávida que está possuída e os poderes que o demônio podia exercer sobre ela. Mesmo assim, Michael continua cético e se pergunta se isso não é um caso para um psiquiatra.
No decorrer da história, o demônio quer provar sua existência para o noviço e conta que ele não escolheu as pessoas para serem possuídas, mas sim, escolheu Michael para por em prova sua fé e ganhar sua alma para o inferno.

Baseado em fatos, essa não é uma história inovadora sobre exorcismo, afinal, quantos filmes sobre possessão demoníaca não já não vimos por aí? O interessante é que eles sempre trazem a mesma mensagem: não se pode vencer o mal se não acreditarmos nele.

Um dos pontos fortes do filme são os diálogos impactantes que faz nós mesmos questionarmos sobre a nossa fé, ou a falta dela e o que pode trazer de bom ou ruim para nós.

O cenário é sombrio, combinando com a característica do filme. Como é baseado na realidade, não há aquelas cenas de cabeças girando e vômito de ‘sopa de ervilhas’ como diz o próprio exorcista, as cenas de ação são praticamente todas feitas pela menina grávida e, o último possuído no final, que não vou dizer quem é! Mas são cenas que impressionam e faz ficarem gravados na mente alguns detalhes dessas cenas.

As atuações de O'Donoghu e Alice Braga variam, uma hora é convincente e outra hora parece mesmo um texto decorado. Já Anthony Hopkins, não há o que dizer, a atuação dele sempre é excelente e, nesse filme, não foi diferente.

Por falar em Alice Braga, é uma atriz que está crescendo bem internacionalmente e podemos ver seu esforço comparando essa sua atuação com a de Eu Sou A Lenda, ao contracenar com Will Smith.

Como é de praxe, o diretor Mikael Håfström (de 1408) coloca humor no meio de cenas tensas, como um celular tocando no meio de um exorcismo, que, em minha opinião é o que peca, pois quebra o clima. É um bom filme sobre o gênero já bem conhecido, sem cenas absurdas, mas que impressionam.


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