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16 de fevereiro de 2011

BRAVURA INDÔMITA (True Grit, 2010)

É difícil fazer uma crítica sobre este filme sem comparar com a primeira versão de 1969. A primeira foi um marco na sua época e a de 2010 já não alavancou o mesmo sucesso. A história é basicamente a mesma, mudando alguns detalhes da narrativa.

Ao saber do assassinato do pai, a jovem Mattie Ross (Hailee Steinfeld), vai em busca de vingança conta o assassino Tom Chaney (Josh Brolin). Para isso, ela contrata Rooster Cogburn (Jeff Bridges), o agente federal mais valente da região. Enquanto tratam do pagamento ela recebe a visita de um Texas Ranger, o Sr. LaBoeuf (Matt Damon) que persegue Chaney já há 4 meses por ter assaninado um senador do Texas. Entre algumas divergências os três saem em busca de Chaney e o bando ao qual se junto, chefiado por Ned "Sortudo" Pepper (Barry Pepper). Logo no início se percebe que quem tem "bravura indômita" não é Cogburn ou LaBeouf, mas a própria garota, Srta. Ross que, além de resolver todos os negócios da família, vai em busca de vingança.

A fotografia do filme é bonita, como em quase todos os filmes western, mas não se compara à pintura que é a versão de 1969. O roteiro está bom e, vendo as duas versões, parece que a adaptação foi realmente bem fiel (muitos diálogos estão iguais), mas a primeira versão parece mais completa.

Matt Damon faz bem seu papel, tanto quanto Glen Campbell em 1969. Assim como Barry Pepper, mesmo sem ter a mesma importância para o Cinema quanto Robert Duvall, ocupa bem papel do líder Ned Pepper. Josh Brolin, como o vilão Tom Chaney, tem uma importância ainda menor nesta versão dos irmãos Coen do que Jeff Corey em 1969.

Jeff Bridges como Cogburn
A interpretação de Jeff Bridges como Cogburn eu diria que é até melhor do que a de John Wayne (que ganhou Oscar de Melhor Ator na época), mas tenho minhas dúvidas se ele levará a estatueta, em vista de já ter sido contemplado no ano passado e pelo massivo apoio que Colin Firth tem recebido de críticos pelo seu papel em "O Discurso do Rei".

A menina Hailee Steinfeld merece certo destaque, mas ainda a considero inferior à versão de Kim Darby. A Mattie Ross de 1969 era mais dramática e cometia infantilidades de acordo com sua idade. A de 2010 é do jeito que os irmão Coen gostam: fria, sem sentimentos, quase um robô.

Quanto à direção, bem, a versão de Henry Hathaway em 1969 é um clássico, enquanto eu sempre fico com um pé atrás nas produções dos irmãos Joel e Ethan Coen.

John Wayne em 1969
Para mim, o fato de Bravura Indômita receber tantas indicações só mostra como o ano foi fraco em produções, mas não duvido que a Academia nos pregue outra peça como fizeram com "Onde os Fracos Não Tem Vez", dando tantos prêmios pouco merecidos.

Assistam e tirem suas conclusões. A minha humilde opinião é essa: na dúvida, fique com a versão de 1969. Como disse antes, é uma pintura.




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