3 de janeiro de 2011

A REDE SOCIAL (The Social Network, 2010)

A Rede Social é um filme que parece falar sobre a internet, a criação do facebook e como seu criador se tornou o bilionário mais jovem do mundo, como se fosse uma biogafria. Esse é o pano de fundo, mas ele aborda principalmente sobre como funcionam as relações humanas, sobre o que é importante nas redes sociais, além de abordar a disputa de poder e como a vaidade movimenta isso.

O filme é dirigido por David Fincher (de O Curioso Caso de Benjamin Button, 2009), e conta a história de Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg, de Zumbilândia), um nerd de poucos amigos que, após ter levar um fora de sua namorada, faz alguns comentários maldosos sobre ela em seu blog e decide se vingar criando um site em que as pessoas escolhem quem é a mais bonita das estudantes de Harvard. O sucesso do site faz a rede da universidade cair em poucas horas, chamando atenção da segurança de redes. Dessa forma, Zuckerberg consegue o que queria, chamar a atenção da Universidade, o primeiro passo para participar de uma das fraternidades.

Dado esse acontecimento, dois estudantes ricos, e irmão gêmeos, convidam Mark para ajudá-los a fazer um site de relacionamento completamente inovadora, de uso exclusivo para quem é de Harvard. Inspirado por tudo que acontece ao seu redor, Mark Zuckerberg cria o site TheFacebook, com a premissa básica de adicionar amigos e pessoas com quem queira se relacionar, baseado basicamente no status "solteiro", "namorando", "casado".

O filme mescla cenas, por flashback, da história de como surgiu o facebook até ser processado pelos gêmeos e pelo seu melhor amigo, Eduardo Saverin (Andrew Garfield); e a história dos depoimentos e tratativas de acordos com estes que processaram Zuckerberg por ter "roubado" a ideia do facebook, com a presença de advogados.

A trilha sonora dá um aspecto pesado ao filme, os diálogos são bons e ágeis, às vezes rápido demais, exigindo muita atenção. A atuação dos atores não é ruim, mas não é das melhores. Jesse Eisenberg faz Zuckerber parecer um gênio, altista, mais do que um nerd viciado em computador; destaque para Justin Timberlake como Sean Parker (criador do site Napster), peça fundamental no sucesso do facebook

A Rede Social está longe de ser o melhor filme do novo século, como foi considerado Cidadão Kane no século passado, mas algumas comparações entre os filmes e os protagonistas é possível, como aborda  o site scottfeinber.com. Interessante perceber que o título Social Network é proposital, visto que, assim como Zuckerberg percebeu, as redes de relacionamento das pessoas, vais além da internet ou do contato físico e que o site que criou era apenas uma forma de organizar isso.

Pode ser um do melhores filmes de 2010, mas, definitivamente, não é o melhor. Acreditamos que, por ser uma história real, é muito recente e há muitas dúvidas para se tornar um clássico épico, mas deve ser visto e com muita atenção, principalmente por aqueles que querem entender o que está acontecendo com mundo a partir da internet na sociedade da informação.

Até a próxima.

Juliana Puccia e João Colombo 

7 comentários:

Rainer Alves disse...

Gostei da crítica. O filme aborda alguns temas interessantes, como direitos autorais (afinal podemos patentear uma "idéia" mesmo antes de ter algo concreto?). Outro ponto interessante do filme é a privacidade: no começo da história as alunas de Harvard não gostam de ter sua intimidade exposta no Facebook, mas elas acabam se tornando ávidas usuárias do site depois.
O criador do Facebook é retratado como uma pessoa fria e anti-social, mas na vida real o Mark Zuckerberg disse que muito da história do filme não corresponde 100% à realidade, e que alguns trechos (como a disputa com os gêmeos Winklevoss) não teve tanta relevância quanto o filme retrata.
Apesar de tudo isso o Zuckerberg disse que levou toda a empresa pra assistir o filme, e soube tirar proveito da publicidade que isso trouxe pro Facebook.
Acho que o filme tem grandes chances de ganhar o Oscar por ser um filme bem dirigido, e por tratar de um tema atual, que tá cada vez mais em auge (a influência das mídias sociais no nosso cotidiano).

Eduardo Mendes disse...

Discordo, ele é sim o CIDADÃO KANE da nossa epoca. Justamente quando o Mark responde ao Eduardo porque ele estava fazendo aquilo? de votar quem era a mais bonita da universidade, sendo a resposta de uma simplicidade e objetividade: Porque podemos.

Outro ponto que afirmo sobre o filme é as a afirmação de que a midia televisão e radio, se curvem à internet para quem ja leu Philip K. Dick a web, não pode ser mais desligada, ela se tornou onipresente e onipresente! Se o virus Skynet do Terminator parece ser algo tão distante, saiba que hoje isso não é tão distante. Mark possibilitou o consumir dar opinião em massa, dizendo para os amigos para as empresas, com um sonho uma utopia, mas no final se tornou algo revolucionario para as midias! facebook é palco de pesquisas de mercado, é palco de intrigas, fofocas, declarações de amor, é lugar de tudo e todos...VIVA FACEBOOK!!!!

João Colombo disse...

Eduardo, meu caro, o que quis dizer é que o filme A Rede Social está longe de ter a qualidade de Cidadão Kane e longe de ter a mesma importância para o Cinema. Não é um filme inovador, em nada, como foi o clássico de Orson welles.

Mark Zuckerberg, do mundo real, esse sim pode ser considerado o novo Cidadão Kane, do nosso tempo, como você frisou.

Um abraço

Rubens disse...

Até quem enfim uma crítica que não endeusa o filme.
O melhor amigo é Eduardo Saverin (Andrew Garfield), e não Billy Olsen (Bryan Barter, de Helium Man).

Anônimo disse...

O filme não é nada inovador, inclusive, ele tenta se parecer com Cidadão Kane a todo momento, forçando a comparação. Não que isso o torne ruim. Afinal, melhor beber da fonte de Orson Welles do que Uwe Boll, para citar o pior dos exemplos.

João Colombo disse...

Rubens, obrigado pela observação... nos passamos nessa e foi feio. Já arrumei o texto.

Obrigado!

João Colombo disse...

Mariane, você não pode negar o talento do Uwe Boll... para fazer filmes ruins hehehe Obrigado pela participação!

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