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19 de janeiro de 2011

MirrorMask: A Máscara da Ilusão (2005)


Baseado na obra de Neil Gaiman (de Sandman), MirrorMask, ou, A Máscara da Ilusão, como foi traduzido para o Brasil é um filme que deve ser visto antes de morrer!

Helena (Stephanie Leonidas, de Yes) é filha de donos de circo, mas gostaria de ter uma vida normal. Subitamente, sua mãe, Joanne (Gina McKee, de Desejo e Reparação) adoece e, no dia seguinte, Helena acorda em um mundo paralelo ao seu, onde tudo é igual e diferente ao mesmo tempo, monstros e bestas são vistos normalmente passeando pela cidade, os habitantes usam máscaras e não mostram seu rosto (o que faz de Helena um ser estranho naquele mundo), gigantes existem, uma sombra negra devora tudo e livros ganham vida.

Mas nem tudo era assim. O caos começou após a Rainha da Luz adoecer e a Rainha da Escuridão, sua irmã gêmea, tomar posse desse mundo. 

Ao chegar nesse lugar estranho, Helena descobre que sua mãe, nesse seu mundo, é a Rainha da Luz e cabe somente a ela salvar sua mãe, em ambos os mundos e, conseqüentemente, destruir a Rainha da Escuridão.

Ela faz amizade com um dos habitantes mascarados, Valentine (Jason Barry, de Titanic) que a ajuda em sua empreitada para achar a Máscara do Espelho, que é a única salvação para sua mãe, a Rainha e o mundo.

É imaginativo e surreal. Neil Gaiman e DaveMcKean dão vida ao mundo já conhecido em suas HQs, e como acontece nos quadrinhos, no filme não podia ser diferente, não é aceito ou compreendido pelo público "normal", que acha que filme bom é Todo Mundo em Pânico (desculpem-me aqueles que gostam), pois, é uma mistura de graphic novel com temática gótica, onde o real e o imaginário andam lado a lado; tudo e nada fazem sentido ao mesmo tempo.

Não é um filme complexo, a narrativa é linear, não tão misterioso como outras histórias de Gaiman. No entanto, mundos paralelos e homônimos em universos diferentes pode não ser o gênero preferido do público em geral.

Os efeitos especiais são "quadrados", não chegando a ser a última tecnologia da época, mas a intensão de ser surreal parte daí, trazer ao espectador algo que não possa ser comparado ao real em muitos aspectos, o que, na minha opinião, é o que chama atenção no filme (além de histórias sobre mundos paralelos que eu adoro).

Quem já leu O Talismã, de Stephen King e Peter Straub pode achar bem semelhante com a história desse filme, e se você viu o filme e gostou, ta aí uma ótima dica de livro.

Esse sim é um filme que deve ser visto antes de morrer!

E você, já viu? Vai ver? Comente!


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