29 de dezembro de 2010

V DE VINGANÇA (V for Vendetta, 2006)

O texto de hoje é contibuição do Vitor Yamana. Vitor vem com V de Vingança. Acompanhem:

O papel da arte desde a sua concepção, resumido em poucas palavras, é "proporcionar emoções" ou "trazer emoções" ao público. O papel do Cinema é entreter, e consequentemente prender o público enquanto apresenta uma ideia ou simplesmente causa emoções no público. Sim, cinema é uma arte e V for Vendetta faz os dois muito bem. Ao mesmo tempo que o filme tirou de mim reações e até mesmo expressões que eu só costumo fazer para mim mesmo (sim, isso são sentimentos), ele me prendeu de um modo que há muito tempo não acontecia.

Para quem não conhece, o filme foi baseado em uma história em quadrinhos da Vertigo e da DC comics, escrito por Alan Moore e iltustrado, em sua maioria, por David Lloyd. O termo swashbuckling é algo que remete aos antigos duelistas, termo usado por esse tipo de herói que, no lugar de uma espada e uma cota de malha de mithril (como a usada pelo Frodo Baggins em Lord of The Rings) utiliza um florete e uma rosa, confiando mais em sua habilidade, estilo e sorte do que em sua força física ou até mesmo força de vontade. E o filme consegue trazer isso em meio à uma Londres de futuro próximo, regida por uma tirania construída pelo medo e pelo chumbo (sim, o aço já não é mais tão utilizado.. mas eram bons tempos). Em meio a tudo isso surge um herói que, sendo fruto de um dos projetos ocultos do atual governo, atua sozinho, criando inquietação na aliança que domina a cidade, pois demonstra saber mais do que a maioria das pessoas deveria saber.

Os atores estão ótimos também, só descobri que o "V" era Hugo Weaving porque meu irmão me disse "esse cara é o Agente Smith do Matrix" (aliás, se não fosse ele eu não teria assistido o filme). Apesar de só aparecer em voz, o ator marca muito o filme, mostrando seu grande talento e carisma. Evey (Natalie Portman, nossa eterna Rainha Amigdala de Star Wars) também está muito bem no filme. Ás vezes ela representa o quanto estamos perdidos no filme e o quão pouco sabemos sobre o mundo que nos rodeia, e a medida que ela vai descobrindo tudo, nós também vamos.


E você, o que achou deste filme? Comente!

3 comentários:

Hanns Schults disse...

Esse foi um dos filmes mais inteligentes que eu já assisti. Não é todo mundo que consegue entender as entre-linhas e o seu texto está ótimo! Parabéns!

Rainer Alves disse...

O filme faz jus à história em quadrinhos (ótimo roteiro e atuações, principalmente da Natalie Portman), e a sua crítica faz jus ao filme. Parabéns!

Anônimo disse...

Filme péssimo. Foi o que escutei na época do seu lançamento, por isso só vim assistir esse filme agora, em 2012. O filme é simplismente fantástico, um dos melhores que já assisti. Depois compreendi que muitas pessoas não gostaram porque o filme foi anunciado como adaptação de quadrinhos, então, muita gente deveria estar esperando um filme fraco em história e rico em efeitos especiais. Pena de quem não consegue ver a obra prima que o filme é

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