20 de dezembro de 2010

TRON: O Legado (Tron: Legacy, 2010)

Fiquei pensando um longo tempo esperando a inspiração chegar, afinal, fazer a crítica sobre Tron: O Legado não é fazer qualquer crítica!

O desconhecido Tron: Uma Odisséia Eletrônica (1982), inovou em computação gráfica, com suas arenas digitais de combates gladiadores e motos que deixam rastro de luz. Foi um marco atualmente esquecido por muitos, mas não pela Disney. O que era uma total ousadia naquela época, hoje em dia não é mais novidade para ninguém, mas trazer o Tron original aos dias de hoje, com certeza foi uma ousadia que quase levou a Pixar (na época) à falência.

Após 25 anos do desaparecimento de seu pai, o visionário dono da maior empresa tecnológica Encom, Kevin Flynn (Jeff Bridges), seu filho e herdeiro de seu legado, Sam Flynn (Garrett Hedlund) recebe um bipe vindo da linha desativada do antiga casa de fliperamas do seu pai, o Space Paranoid, o que o leva a ir investigar e acaba entrando na ‘Grid’, criada por Flynn.

Logo no começo, Sam é submetido a jogos cibernéticos gladiadores, luta de disco e corrida de motos de luz (lightcycles) contra seu, até então desconhecido arquinimigo, o programa Clu. Este programa, criado por Sam Flynn para ser perfeito, acaba por se voltar contra seu criador e tem domínio de toda Grid. Sam é resgatado por Quorra (Olivia Wilde) que o leva ao reencontro com seu pai e a partir daí começa a batalha pela sobrevivência dos Usuários e a salvação da única ISO sobrevivente ao genocídio feito por Clu (que preserva o rosto de Kevin Flynn igual ao o original de 1982, modificado por efeitos digitais, o que causa uma certa estranheza no começo do filme), pois ele não aceitava que eles fossem a raça perfeita.

A produção técnica, a qualidade dos efeitos e do visual é tida como uma evolução de softwares que acontece hoje em dia. A expansão da Grid dos anos 80 para os dias atuais, juntamente com melhorias e um mundo mais abrangente, porém, com suas falhas e programas corrompidos, é onde entra Tron, o programa feito para ‘lutar pelos usuários’.

A interpretação de Olivia Wilde como Quorra é graciosa, Jeff Bridges resgata Kevin Flynn como o hippie-cibernético perfeitamente, já Garrett Hedlund com seu andar canastrão, parecia fazer comercial de calça jeans. Sua interpretação, no entanto, não foi de toda ruim, mas o destaque vai para Michael Sheen, em sua breve participação como o surtado dono da boate ‘Fim da Linha’ (segundo o site do Omelete).

Não podemos deixar de citar a brilhante e contagiante trilha sonora do DJ Daft Punk, que conseguiu perfeitamente casar as cenas com a trilha. Além de toda a produção técnica, visual e sonora, vemos que Kosinski ainda peca como estreante, questões como roteiro, diálogos e coerência narrativa. Questões ficam no ar, que não deviam ter sido lançadas, parecem ter sido criadas para se adequar àquela situação, mas que acabam não sendo desenvolvidas.

Fica óbvio que ao final terá uma continuação, mas não sabemos se vai ser possível fazer com que a franquia seja ressuscitada, o que não nos dá certeza de que aspectos importantes como os supracitados sejam melhorados a fim de trazer sucesso à franquia.

O filme é sim muito bom, não sendo crítica à detalhes. Assumo que esperei muito mais ação e a história não trouxe nada a mais do que eu já esperava, e acho todo mundo que acompanhou a saga. Claro que quem já assistiu sabe que terá uma continuação, se é que prestaram atenção numa das cenas finais, e minha esperança é que as incógnitas sejam respondidas.

E você já viu? O que achou? Comentem!

Ps- Tenho que agradecer à Maiara e ao Matheus pelo apoio, foi uma das críticas mais difíceis que já fiz.

11 comentários:

DuH disse...

Ju ficou show o review, e só aumentou ainda mais minha vontade de ver o filme.

Marcus disse...

Bom... vou adiantar que não compensa ver em 3D...
Tenho que deixar claro aqui q boa parte do texto está semelhante ao do Omelete...

De forma geral, achei o filme fraco, interpretações ruins, diálogos desconexos...

Juliana Puccia disse...

Ah é? Deixa eu dar uma olhada no Omelete...

Vinicio disse...

Assisti ontem e achei dispensável o 3D. O filme como um todo é no máximo razoável. Dois pontos são realmente interessantes no filme: a trilha sonora é poderosa mas um tanto quanto repetitiva e apesar de ter a mesma força de Hans Zimmer em The Dark Knight não desenvolve seus temas tão bem. Já o outro ponto é a "persona" de Jeff Bridges que enche a tela, seja em seu "avatar" jovem ou como o Kevin Flynn verdadeiro o ator rouba a cena. Não é uma das suas melhores performances, eu nem ao menos diria que é boa, mas Tron, O Legado acaba se tornando um filme obrigatório para todos os fãs do ator. É muito bacana ver o ator ter um "duelo de gerações" consigo mesmo. De resto eu achei o filme completamente dispensável, seja pela falta de ação, a história fraca, a aparição constrangedora de Michael Sheen e alguns erros do roteiro. O que mais valeu para mim foi Jeff Bridges² e o trailer de Thor que realmente me impressionou!

Juliana Puccia disse...

AAAHHH não passou o trailer do Thor quando eu fui u.u
#putafaltadesanacagem

Marcus disse...

Realmente, Daft Punk mandou bem na trilha!!!

Rainer disse...

Gostei do texto, muito bem feito.
Pretendo rever o original antes de assistir a versão atual :-)

João Colombo disse...

Marcus, agradecemos pelo seu comentário, especialmente por nos deixar a oportunidade de deixar claro uma questão. Nossas críticas NUNCA são baseadas em outras, nem mesmo como fonte de inspiração. O que pode acontecer, eventualmente, é uma coincidência de agrupamento de ideias. Temos a regra, entre nossos colaboradores de, em caso de utilizar alguma fonte externa, ou comentar sobre outra crítica, sempre citarmos a fonte. Obrigado pelos comentários, contribua sempre. Um abraço

Marcus disse...

João... achei estranho, pq ontem mesmo li a crítica após voltar do cinema... e vejo aqui trechos bastante semelhantes.

Enfim, voltemos a discussão.

Juliana Puccia disse...

Marcus, respondendo ao seu comentário, não sei se você reparou ao final que eu citei que tive ajude de dois amigos para fazer algumas partes, e justamente na parte em que eu pedi a opinião deles, da atuação dos atores, um deles me citou o que leu no Omelete, e eu realmente não sabia disso, pois até então, não tinha lido a crítica deles ainda.
Peço desculpas por isso, devia ter perguntado de onde eles tiraram isso antes de publicar, realmente foi um erro meu não ter perguntado antes, e obrigada pela ressalva, já arrumei no post e coloquei o devido crédito ao site do Omelete.

João Colombo disse...

Cara achei o filme muito legal. A trilha sonora é digna de indicação ao Oscar, no mínimo, muito poderosa. Acho que o filme tem muito pouco a ver com o primeiro, até por que inventaram uma coisa nova nesse filme, os tais Iso's. Adorei o estilo David Bowie do Michael Sheen. Pena realmente o filme não ter abordado algumas questões mais filosóficas... como a Ju e o Vinício comentaram, tem algumas falhas no roteiro... no fim, ficou uma mistura de Matrix com Star Wars, mas ficou bacana.

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