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6 de dezembro de 2010

DEMÔNIO (Devil, 2010)

Ontem resolvi assistir ao novo filme saído da mente do cineasta indiano M. Night Shyamalan, Demônio, que estreou há pouco tempo. Baseado nos últimos fracassos de Shyamalan, como Fim dos Tempos, onde as pessoas fugiam do vento (?!), não esperei muita coisa do filme, além dos cenários inconfundíveis e o tipo de terror psicológico que ele gosta de trazer para o Cinema.

O filme conta a história de 5 pessoas, todas pecadoras, que ficam presas dentro de um elevador e são mortas, uma a uma, pelo demônio, que está entre eles. O filme tem citações da Bíblia, onde diz que ‘para abrir o caminho para “ele” tudo deve começar com um suicídio”, o que não é levado em conta, pois nem ao menos falam quem foi que se matou no início do filme ou o que aconteceu com o corpo. Há também a morte de um inocente, que nada tem a ver com os 5 enclausurados, que também diz ser coisa “dele”.

Por pura coincidência, o detetive Bowden (Chris Messina) estava próximo do local assim que a primeira morte ocorre e é chamado. No decorrer da história percebe-se que não é apenas coincidência e quer logo descobrir o porquê daquelas pessoas estarem ali, o porquê daquele detetive e quem é o demônio. Shyamalan consegue fazer isso em todos os seus filmes: prender a atenção criando um clima de mistério. Há, entretanto, um certo exagero nas explicações dos problemas pessoais do detetive e nas citações em off, quando contam histórias folclóricas sobre demônios. No final, [spoiler] os planos do "diabo" vão por água abaixo quando uma pessoa consegue se salvar, que é a parte onde tudo faz sentido e a história finalmente traz sua mensagem.

Eu diria que o filme é um quase fracasso, levando em conta que a mensagem passada é bonita, um pouco tocante até. Não posso dizer para você correr para o cinema e asssistir, mas caso não esteja fazendo nada, é uma boa pedida para um filme a La Shyamalan.

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