4 de novembro de 2010

O Livro de Eli (The Book of Eli, 2010)

Confesso que fui muito resistente a ver o Livro de Eli. Imaginava que seria apenas mais um filme "pós-apocalipse", seguindo a linha de filmes como Eu Sou a Lenda, Mad Max e Exterminador do Futuro: A Salvação. O filme, entretanto, me surpreendeu. Ainda bem, pois esta é a proposta dele, surpreender. Novamente um filme com Denzel Washington (de O Colecionar de Ossos) como protagonista não tem erro. O que me agradou na obra foi a temática diferenciada, é o primeiro que aborda o poder da religião num futuro onde planeta foi quase totalmente destruído. 

Denzel Washington é Eli, um andarilho neste mundo após a destruição do planeta (se por guerra ou efeitos climáticos, não se esclarece no filme). Eli é super-habilidoso com armas e em artes marciais e está atravessando o que era os Estados Unidos rumo ao Oeste. Ele está caminhando por todos os lados há 30 anos com um livro que lê todos os dias. Logo, se descobre tratar-se da Bíblia e que ele pretende levar a um lugar que esteja pronto para recebê-la, pois é o último exemplar - todos os outros teriam sido destruídos e queimados pela população sobrevivente do "apocalipse".

O ambiente do mundo criado pelos diretores Allen e Albert Hughes lembra muito Mad Max, tudo é muito deserto, sem água ou comida, (ao ponto de algumas pessoas virarem canibais). As roupas são as melhores, só trapos em um estilo meio punk, meio grunge. 

Mila e Denzel, amizade e esperança.
No seu caminho, Eli chega a uma cidade em ruínas, onde conhece Carnegie (Gary Oldman, de Batman Begins), o administrador deste lugar. Ambicioso e com o desejo de controlar as pessoas, Carnegie está à procura da Bíblia, pois ele conhece o poder das palavras contidas nela e tenta, a todo custo, capturar o livro de Eli quando descobre que o último exemplar está em suas mãos. É quando o protagonista se vê envolvido com uma moça que vira sua amiga e companheira de jornada, Solara (Mila Kunis, de Max Payne). Eli não pode entregar o livro para Carnegie, pois ele recebeu uma "mensagem divina" de que sentiria quando chegasse a hora de entregar o livro.

Quer saber o final? Assista o filme, é surpreendente. Vale a pena. A direção de arte é fantástica. Denzel te engana do início ao fim, Mila cativa e Gary, como vilão, é sensacional!

Um comentário:

Mosaico Cultural disse...

Gostei muito desse filme, na época assisti no cinema esperando apenas bom filme de ação (como visto no trailer). Me surpreendi ao perceber que continha uma filosofia embutida ali, a criação de um mito, a jornada do herói, etc, etc… Além de uma reviravolta bem legal.

Obs’ Não sei se isso foi proposital mas se vc repara bem, o filme começa TOTALMENTE em tons monocromáticos (sépia) e discretamente vai “ganhando” cor no decorrer da história. Faça um teste: pegue a primeira cena de Eli na cabana e compare aos momentos finais dele atravessando a ponte de NY;

Achei uma sacada legal do diretor.
Bom post.

João Linno - mosaicultural.com

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