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16 de novembro de 2010

Déjà Vu (Déjà Vu, 2006)

Este thriller de ficção científica contemporâneo é dirigido pelo medíocre Tony Scott (O sequestro do metrô 123, 2009), que fez sua carreira em produções para TV. O roteiro foi escrito pelo iniciante Bill Marssilii e pelo experiente Terry Rossio (Piratas do Caribe, Shrek), trazendo como protagonista o veterano Denzel Washington (Livro de Eli, 2010) e James Caviezel (A Paixão de Cristo, 2004) como o vilão.

O filme conta a seguinte história: O personagem de Denzel, o agente Doug Carlin, é um super-perito chamado para ajudar nas investigações de um atentado terrorista que explodiu uma barca, matando mais de 500 pessoas. Para descobrir o responsável pelas mortes dos fuzileiros navais que estavam em evento militar, além de mulheres e crianças, ele é convidado a participar de uma unidade especial que consegue ver tudo o que acontece no mundo todo com um atraso de 4 dias, 6 horas , 3 minutos e 45 segundos. O que lhes permite tal façanha é um "super hiper ultra master blaster" sistema de controle por satélites que reconstitui até as imagens das pessoas pelas ondas de calor e de qualquer ponto de vista. Sim, é o fim da privacidade.

No início da investigação, o agente Carlin investiga também o assassinato de uma garota e acredita que os crimes estão relacionados. Ao descobrir que o tal sistema de vigilância é na verdade uma fenda (portal) de espaço-tempo, nosso herói tenta encontrar um meio de salvar a garota e as pessoas da barca, no passado.

Carlin, apaixonado pela mulher morta.
A trama está bem amarrada e encontra sua solução sem deixar dúvidas, garantindo boas cenas de ação. Entretanto, o filme tem alguns problemas, do ponto de vista da física: uma alteração no passado seria impossível, ou seja, se ele salvar a garota no passado, não terá a motivação necessária para, no futuro, querer salvá-la. Não tendo a motivação, ele não vai encontrar um meio de salvá-la (mesmo erro de outros filmes como De Volta Para o Futuro - parte III). Na trama apenas abordam se é possível ou não viajar no tempo, deixando solta essa questão. Detalhe para a cena que eles discutem isso, possui mensagem subliminar, com imagens de garotas seminuas nas telas dos computadores do cenário, desnecessário e apelativo para o momento mais técnico do roteiro.

Paula Patton, bonita, mas fraquinha.
Os atores receberam papéis fracos ou foram mal dirigidos. Denzel já esteve melhor, Val Kilmer é um coadjuvante de 3ª e a mocinha do filme, a atriz Paula Patton, parece ser marinheira de primeira viajem, tão medíocre a sua atuação. O antagonista, Carroll Oerstadt, personagem de Jim Caviezel, não é bem explorado; não se realça os seus motivos para o atentado ou para sua loucura. No fim, percebe-se que o verdadeiro inimigo é o tempo.

De 1 a 10, eu dou nota 6. Assistam e tirem suas conclusões. Depois comentem aqui.

Até a próxima.

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