Parceria

30 de novembro de 2010

Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 1

Primeiro quero dizer que não li os livros da saga do Harry Potter, o que me permite fazer uma crítica cinematográfica sem influência da história original. É muito bacana ver as pessoas falando que esta primeira parte está bem fiel ao livro, mas isso me fez pensar que, talvez, o livro não seja tão interessante.

Nesta história, Harry Potter (Daniel Radcliffe) está perto de se tornar um adulto e as coisas esquentam em Hogwarts com a volta do Lord Voldemort (Ralph Fiennes, sem nariz). A trama fica mais madura, não há mais tantas piadinhas como nos primeiros 3 títulos. Os personagens mais jovens estão buscando seus relacionamentos amorosos, existem tensões sexuais entre eles e as cenas de violência e morte ficam mais evidentes. A fotografia, sombria, é muito bonita e consegue ambientar de forma contundente a dramaticidade da história.

Nessa nova etapa de sua vida, o bruxo herói precisa da ajuda, outra vez, de seus fiéis companheiros para encontrar as horcruxes (objetos que contém partes da alma de Voldemort). Destruindo estes objetos, eles conseguiriam matar o "Você-Sabe Quem". Estes objetos funcionam como o Anel do Senhor dos Anéis: é um fardo muito pesado para quem o carrega, mudando drasticamente sua personalidade. Com isso, há um conflito com Ron Weasley (Rupert Grint) por ciúmes do relacionamento de Hermione (Emma Watson) com Harry Potter. O "coisa ruim" do Voldemort, por sua vez, tenta encontrar uma varinha que possa matar Potter, visto que as suas varinhas são gêmeas e, portanto, se equilibram.

Bons companheiros
O filme consegue, entretanto, ser monótono. Comparado com sua duração, ele tem pouquíssimas cenas de ação e a história demora muito para se desenrolar. Chega a ser chato o excesso de fugas para lugares desertos e discussões de onde possam estar as tais horcruxes.

Destaco aqui a atuação de Rupert Grint, que parece estar se tornando um ator bem mais maduro e preparado para diferentes papéis do que Daniel Radcliffe, apesar de ter menos experiência. Emma Watson consegue manter-se fiel à personagem, mas penso que o diretor David Yates não está sabendo aproveitar os talentos de Ralph Fiennes e Jason Isaacs (o Lucius Malfoy) como vilões para dar ritmo à aventura, desde Harry Potter e A Ordem da Fênix (2007).

Tenho acompanhado todas as histórias nos Cinemas e esta parte é uma das mais fracas. Espero realmente que tenham deixado o melhor para o final. Abaixo segue o trailer da primeira parte. Quem viu, o que achou? Comente.

Até a próxima.



29 de novembro de 2010

A VIAGEM DE CHIHIRO (Sen to Chihiro no Kamikakushi, 2010)

Nosso post de hoje tem a super-contribuição do Sr. Hanns Schults, ávido seguidor nosso no twitter. Ele traz para nós as suas impressões sobre esta que é uma das mais belas animações já feitas para cinema, vencedor do Oscar de Melhor Animação em 2003, A Viagem de Chihiro (Spirited Away, em inglês), do diretor Hayao Miyazaki. Fala, Sr.Schults!

"Um dos desenhos mais bem feitos (hand made) que eu já vi, talvez o melhor. O desenho começa mostrando aquilo que a maioria teme, mudanças. A menina Chihiro está de mudança para uma nova casa, nova escola e, como toda criança, tenta relutar com tudo que pode. 

"Ao tentar chegar em sua casa nova, seu pai se perde e vai parar em um lugar onde ninguém entende o que é. Várias hipóteses e nenhuma resposta a principio. O pai e a mãe param para comer, seguindo seus instintos mais primitivos e Chihiro decide investigar o local, onde um misterioso garoto a manda sair de lá o quanto antes. Ao buscar os pais, descobre que eles acabaram de se transformando em porcos (!). "Isso mesmo, porcos. Confusa e com medo, Chihiro tenta escapar e decide ficar por si só e salvar seus pais desse feitiço. 

"Em sua viagem, a menina descobre que pode encontrar amigos em qualquer lugar, que um amor de verdade sempre volta, que é preciso ter força e sempre manter cabeça erguida. Na aventura, ela enfrenta feitiçeiras, espirítos, pega um trem só de ida e muito mais. 

"O filme ensina, principalmente, que existem vários poderes que cercam o nosso mundo e os outros, mas que o maior poder é o poder do amor. Profundo, não? Se você quer ver um desenho à moda antiga, todo feito a mão e com toda emoção que um desenho pode ter, você tem que assistir A Viagem de Chihiro!"

26 de novembro de 2010

ESTREIAS: Centurião; Vida Sobre Rodas; Você vai conhecer o homem dos seus sonhos;...

CENTURIÃO (Centurion) 

Com Michael Fassbender e Dominic West, este filme de Neil Marshall conta a história de Quintus Dias, o sobrevivente do ataque de uma tribo escocesa na antiguidade. Sua missão, junto à Legião Hispânica do Romanos é exterminar esta tripo (os Picts) da face da Terra, inclusive o líder da tribo, Golacon. Nossa expectativa é que seja a maior bilheteria do fim de semana entre as estreias. 

Veja o trailer.








VIDA SOBRE RODAS

Este documentário de Daniel Baccaro fala do desenvolvimento da prática do skate no Braisil do início da década de 90 até hoje. Hoje, o skate tem seu lugar ao sol no país, com ampla divulgação de eventos na mídia, tendo conquistado também o respeito de grupos conservadores da sociedade. Assim como Senna, que estreiou na semana passada, é um documentário que deve mais a atenção de adolescentes pelo apelo popular do tema. 

Veja o trailer






VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS
(You Meet A Tall Fark Stranger) 

Com Antonio Banderas e Anthony Hopkins, é mais uma comédia do Woody Allenque deve chamar atenção. Essa comédia romântica aborda a histórias dos casal Alfie e Helena e a da filha deles, Sally, casada com Roy. Mais um do Woody falando dos abordando as suas paixões, ambições, ansiedades e, logicamente, suas insanidades.

Veja o trailer







Outras estreias que devem chamar atenção são DEMÔNIO e OS OUTROS CARAS.


25 de novembro de 2010

Top 10 Filmes que tem que ter Paciência

Após deixar a dica do filme Sete Samurais no twitter, pude ver o quanto as pessoas tem preconceitos com certos tipos de filme, inclusive muitas pessoas que se dizem cinéfilas. Como já disse no nosso primeiríssimo post, há filmes muito ruins em todas as categorias e lugares, mas também tem muita coisa boa! Pensando nisso, resolvi criar uma lista de 10 filmes excelentes, mas que exigem paciência para assistir até o fim. Qual o critério utilizado? Além das dicas no twitter, recorri aos estereótipos de filmes pouco comerciais. Normalmente, são os filmes que exigem pensar e até podem fazer certo sucesso na sua época, porém, em seguida, caem no desgosto das massas que exigem rápida digestão cinematográfica.

10. O ENCOURAÇADO POTEMKIN (Bronenosets Potyomkin, 1925)
Clássico do cinema soviético, é a obra prima de Sergei Eisenstein com mais referências no cinema americano, a exemplo da cena da escadaria repetida em Os Intocáveis (com Kevin Costner). O filme é, em si, uma aula de cinema, mas tem que ter paciência.


9. CIDADÃO KANE (Citizen Kane, 1941)
É tido por muitos críticos e cineastas como o melhor filme de todos os tempos. Mais uma aula de cinema do Orson Welles com takes fantásticos e uma excelente edição. Para quem não está acostumado em admirar a maravilha das técnicas de cinema, vai precisar ter saco para acompanhar um filme tão longo e rico em detalhes. #Rosebud!


8. ALÉM DA LINHA VERMELHA (The Thin Red Line, 1998)
O filme é de guerra e traz ótimos atores como Sean Penn, James Caviezel e George Clooney, mas não fez muito sucesso na época. Meu amigo Vinício lembrou-me de que ele tem quase três horas e é um dos poucos filmes de guerra em que na última hora quase não há combate em larga escala. Dá uma desacelerada gigantesca (afu!) no final, sem perder a qualidade, apenas se transformando em outro filme. Como disse o Vinício, a mensagem do filme é "quando tudo é caótico demais, acaba se tornando sereno e sem esperança". Um baita filme, mas não pode assistir com sono. Deixo a reflexão do Soladado Witt, personagem de Caviezel, durante a cena de uma batalha contra japoneses:

Esse grande mal. De onde vem? Como se entranha dentro do mundo? De que semente, de que raiz isto cresceu? Quem está fazendo isso? Nos roubando a vida e a luz? Debochando de nós com a visão do que poderíamos ter sabido? Será que nossa ruína beneficia a Terra? Será que ajuda a grama a crescer ou o sol a brilhar? Essa escuridão está dentro de você também?


7. LARANJA MECÂNICA (A Clockwork Orange, 1971)
Um dos clássicos de Stanley Kubrick é a adaptação do livro de Anthony Burgess, e mostra uma juventude ultraviolenta e técnicas abusurdas para se combater tal violência. Ele vai fundo na psicologia humana e é um filme para "pirar o cabeção". Imperdível, mas precisa de força de vontade. Detalhe para o vocabulário próprio do personagem principal, Alex, chega a ser cômico.


6. SWEENEY TODD (Sweeney Todd, 2007)
Ok, o filme é bom, como todo o filme com Johnny Depp. Mas quando fui assistir, pensei que era um filme de suspense, até meio macabro... É necessário estar psicologicamente preparado para assistir a este musical que tenta ser ópera, indo do trágico ao cômico.


5. A NOVIÇA REBELDE (The Sound of Music, 1965)
Entre todos os belos trabalhos de Julie Andrews, este musical é tocante e marcou muitas gerações. O interessante é saber que é baseado na história real da família Kutscher, que foge da Áustria ocupada por Nazistas. Mas é preciso ter paciência para assistir, como em todo musical. Afinal, na vida real, as pessoas não travam diálogos através de canções... beira o ridículo. #Tenho_problemas_com_musicais


4. O PIANO (The Piano, 1993)
É uma bela história da mãe muda que vai morar, em 1850, com sua filha na Nova Zelândia. Detalhe para Anna Paquim, ainda novinha no filme. Tentei ver 4 vezes... nas 3 primeiras eu dormi antes dos 30 minutos. Um luta ferrenha assistir até o fim, mas vale a pena.


3. PEQUENO GRANDE HOMEM (Big Little Man, 1970)
É um dos mais bonitos filmes que já vi, com mais uma excelente atuação de Dustin Hoffman. A história épica de um homem branco, Jack Crabb, criado por índios no século XIX e que viveu 121 anos. Parece que o filme leva 121 anos para passar de tão longo, mas é muito divertido e emocionante ao mesmo tempo.


2. 2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO (2001: A Space Odyssey, 1968)
O filme no qual ninguém entende nada, mas todo mundo adora. Cheio de metáforas visuais, ele aborda a evolução humana, do homem primitivo até a conquista do espaço. O filme tem cerca de 2 horas de duração e apenas 40 minutos de diálogo... é bem parado, mas muito bonito. A trilha sonora é marcante e uma referência até hoje. Mais uma do Kubrik! No fim, você começa a ficar com medo dos computadores. #Eu_Tenho_Medo_Do_HAL_9000 #Hello_Dave


1. ... E O VENTO LEVOU (Gone with the Wind, 1939)
O filme é uma aula da história da guerra civil americana, que deixou o Sul arrasado. O foco está na personagem Scarlett O'Hara (Vivien Leigh) e seu romance com o bonachão Rhett Butler, interpretado pela lenda Clark Gable. As gerações mais novas devem reconhecer a trilha sonora do filme pelo romance da Dona Florinda com o Professor Girafales (sim, é a mesma música). Venceu 8 das 13 indicações ao Oscar e merece também ser o número 1 filme para ter paciência. Vale muito a pena, mas haja paciência! São 4 horas de filme!


E você, que outros filmes incluiria nesta lista?

24 de novembro de 2010

O JOVEM FRANKENSTEIN (Young Frankenstein, 1974)

O texto de hoje tem novamente a contribuição do Vinício, nosso colaborador "oficial-não-oficial" do blog The Groover, o qual recomendamos frequente leitura. Curtam abaixo:

Assistir a O Jovem Frankenstein para colocá-lo no ranking dos "1001 filmes para assistir antes de morrer" foi o maior prazer que eu tive, até o momento, com essa colossal lista. Não que eu tenha descoberto o filme agora, mas é sempre muito divertido revê-lo.

Assistir a essa comédia, hoje em dia, é confirmar a triste percepção de que não se fazem mais comédias como antigamente. O Jovem Frankenstein é uma paródia de todos os filmes de Frankenstein lançados até a década de 70 e pode-se dizer que supera muitos deles. É algo extraordinário se considerarmos que as paródias atuais de outros filmes ficam no nível de "Super-Herói-O filme" e "Os Vampiros Que Se Mordam".

Se alguém acha que é impossível um ator apresentar uma atuação digna de um Oscar em uma comédia escrachada é porque nunca viram o gênio Gene Wilder (de A Fantástica Fábrica de Chocolate, 1971) em sua melhor performance como o atormentado neto do Dr. Frankenstein, o Dr. Frederick Frokenstin. Atraído pelo testamento do avô, Frederick vai à Transilvânia para acabar na inevitável trama que envolve a criação do clássico monstro.
Desde o clima perfeito de filme clássico e deboche até a marcante trilha sonora, o longa funciona com piadas simples e eficientes. O fato de ser todo em preto e branco acrescenta um charme ainda maior à película.A obra é recheada com cenas clássicas e tem mais momentos memoráveis do que qualquer outro filme que eu conheça. Uma pena que entre tantas comédias essa não seja uma das mais conhecidas atualmente.

Este texto é uma adaptação do original publicado em The Groover, em 11 de outubro. Vale destacar ainda que esta é mais uma obra do gênio do humor, Mel Brooks, e conta com o versátil Peter Boyle no papel do Monstro e uma pequena participação, mas memorável, de Gene Hackman como o homem cego.


Divirtam-se!

22 de novembro de 2010

TRON NIGHT - Premiere de "Tron: O legado"


Há mais ou menos dois anos, li que Tron: Uma Odisseia Eletrônica (Tron, 1982) teria uma continuação. Fiquei empolgadíssima, já que sou fascinada pelo primeiro filme da série. Desde então acompanhei todas as notícias possíveis que saiam sobre o andamento das filmagens. Começaram com diretor, atores, produtores, vieram os cartazes, as primeiras fotos e, finalmente, o trailer. Pirei! Sim, pirei horrores!

Enfim, tempos depois, eis que surge a notícia de que o portal Jovem Nerd daria ingressos para a Tron Night (dia 18/11/2010, junto com a pré-estreia do Harry Potter e as Relíquias da Morte), uma premiere especial só para convidados para assistir, antes do mundo inteiro (palavras do diretor Joseph Kosinski, em agradecimento aos que foram), 20 minutos de filme. Mas poxa, só 20 minutos? É aquela coisa, mostra o doce pra criança e depois tira, só pra deixar com mais vontade. Dito e feito!

Bom, cheguei na fila (eu era a segunda) no Shopping Santa Cruz (São Paulo) com meu ingresso (a menor na foto ao lado) para esperar o início da sessão. Entramos e, logo quando subia a escada, achei um caderno do Tron jogado no chão, peguei logo antes que alguém visse. Depois nos avisaram que os brindes estariam embaixo da cadeira... Praticamente ninguém achou, a não ser eu (nada de modéstia!).

Enfim, começa o filme com exibição de 3D só nas legendas. Não mostraram as cenas em 3D... justamente o que me deixou mais curiosa e ansiosa para o dia da estreia.

A história é praticamente igual a do primeiro filme (se você não assistiu, ASSISTA!), mas dessa vez, quem é sugado para dentro do computador é o filho de Kevin Flynn (Jeff Bridges), Sam Flynn (Garrett Hedlund), que depois do desaparecimento do pai, recebe uma mensagem que veio de dentro do inativo fliperama onde era o escritório de Kevin. Pois bem, mostraram, lutas gladiadoras cybernéticas, corridas de lightcycles e o encontro com a mocinha Quorra (Olivia Wilde) e, claro, o encontro do filho com seu pai desaparecido.

O filme não foi mostrado em sequência, mas sim, algumas cenas, muito empolgantes por sinal. A trilha sonora do Daft Punk não deixou a desejar, combinou direitinho com a adrenalina do filme. Os efeitos especiais deixaram Avatar no chinelo, e não é porque eu seja puxa-saco de Tron, é porque é realmente muito bem feito, muito bonito, visualmente atraente e empolgante.

Em alguns momentos, onde faziam referência ao filme original, meus amigos diziam que só faltava eu chorar, de tão emocionada que fiquei! O ruim disso tudo é ter que esperar até dia 17/12 para poder ver (e babar) no filme completo...

Mas fico muito feliz e honrada por ser uma das poucas pessoas que sabem que vale a pena esperar esse dia.
E mais uma vez, fico feliz em dizer que a Disney sabe o que faz!


19 de novembro de 2010

ESTREIAS: "Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1", "Um Homem Misterioso", "Um Quarto em Roma" e "Vida Durante a Guerra"

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 1
(HARRY POTTER AND THE DEATLY HALLOWS: PART 1, 2010)


DIRETOR: David Yates
ELENCO: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Alan Rickman, Ralph Fiennes,,Helena Bonham Carter e grande elenco
GÊNERO: Fantasia / Aventura


Na sétima aventura cinematográfica do trio Harry (Radcliffe), Rony (Grint) e Hermione (Watson), o trio aproxima-se como nunca do término da história. A missão agora é encontrar as orcruxes (Nada mais é que a alma do cara divida em vários objetos simbólicos) antes que do próprio vilão e assim, exterminá-lo por completo, restaurando a ordem e paz de volta ao mundo da magia. 

Fui nesta madrugada assistir à pré-estréia do filme e logo menos terá texto a respeito, mas adianto a certeza: Valeu a espera!


UM HOMEM MISTERIOSO
("THE AMERICAN", 2010)

DIRETOR: Anton Corbijn
ELENCO: George Clooney, Irina Björklund, Paolo Bonacelli, Thekla Reuten, Violante Placido e Filippo Timi
GÊNERO: Drama, Ação

Jack (Clooney) é um assassino profissional veterano que, após falhar numa missão na Suécia, decide que a próxima será sua última. Enquanto aguarda, refugia-se na Itália e se envolve mais que gostaria com Mathilde (Björklund). Como todos sabem, "relacionamento" envolve "confiança": Valeria a pena entregar-se por completo a esta bela belga ou ainda é cedo para contar os segredos de seu passado recém-abandonado?







"UM QUARTO EM ROMA"
("HABITACIÓN EN ROMA", 2010)


DIRETOR: Julio Medem
ELENCO: Elena Anaya, Natasha Yarovenko, Enrico Lo Verso e Najwa Nimri
GÊNERO: Drama


Duas jovens se conhecem ao acaso em uma noite do verão em Roma, onde passam 12 horas juntas em um quarto de hotel. A princípio resistentes a qualquer tentativa de aproximação, temendo pôr em risco os relacionamentos reais que cultivam no exterior desse microcosmo, as duas acabam cedendo a seus instintos mais inesperados, numa entrega apaixonada a uma liberdade que nunca experimentaram. No entanto, na tarde do dia seguinte, as duas devem embarcar em aviões com destinos completamente distintos. #Aranha #ShowMeYourBoobs


A VIDA DURANTE A GUERRA
("LIFE DURING WARTIME", 2010)


DIRETOR: Todd Solondz
ELENCO: Shirley Henderson, Allison Janney, Michael Lerner, Dylan Riley Snyder, Ciarán Hinds, Paul Reubens e Emma Hinz
GÊNERO: Drama / Comédia


A história gira em torno de Trish (Henderson), uma mulher separada que está de braços abertos para uma nova vida e disposta a colocar uma pedra em cima de tudo o que diz respeito a seu ex-marido Bill (Lerner), este preso por pedofilia. Como nem tudo na vida é um mar de rosas, chega o dia em que Bill é solto e é dado início a um período de aflição desta senhora com seus filhos. Apesar da parecer um filme "sério e duro", assista ao trailer e perceba que se trata mais de um filme baseado em irônia e sarcasmo que em temas de impacto social.





Bom fim de semana e bom cinema a todos!


Diego Mercado

18 de novembro de 2010

Top 10 Filmes em que os Vilões são Nazistas

Este post foi criado pelo Vinício, que teve a grande ideia. "... O jogo (The Saboteur, do Xbox 360) me diverte muito e me permite matar diversos nazistas, particularmente o meu tipo preferido de vilão. Então comecei a pensar nos filmes que tinham esse bônus, nazistas como vilões, ..." comenta.

O post teve colaboração significativa minha e do Rafael Seibel na seleção dos filmes. O Rafael que, a propósito, está nos enrolando em nos prestigiar com suas críticas cinematográficas. 

Curtam o post!

10º O PIANISTA (The Pianist, 2002)

Por muito tempo eu não quis assistir o filme de Polanski, pois sempre achei que seria uma versão menor de A Lista de Schindler. No entanto, apesar de o tema ser semelhante, o filme tem seus próprios méritos e conta com uma atuação inspirada de Adrien Brody, que ganhou o Oscar de Melhor Ator pelo filme.

9º OPERAÇÃO VALQUÍRIA (Valkyrie, 2008)

Baseado na extraordinária história real de um atentado organizado por oficiais alemães para matar Hitler, esse é um filme onde heróis e vilões são nazistas. Tom Cruise faz um alemão com sotaque nova-iorquino mas o elenco de apoio é recheado de atores veteranos e excelentes. Novamente a direção firme de Bryan Singer salva o filme.

8º O APRENDIZ (Apt Pupil, 1998)

Ian McKellen faz o papel de um ex-oficial nazista escondido nos Estados Unidos que acaba influenciando um adolescente americano com implicações sérias para a vida de ambos. Bryan Singer mostra que estava no mesmo ritmo de Os Suspeitos (1995) e comanda um grande suspense baseado no ótimo livro de Stephen King.

7º HELLBOY (Hellboy, 2004)

Hellboy foi um sucesso surpresa. Nos Estados Unidos o filme decolou mesmo em dvd e garantiu o lançamento de uma sequência com status de Blockbuster. A obra tem vários acertos e detalhes que garantem um filme muito bom. O charme adicional é o vilão remanescente do 3º Reich com suas lâminas e corpo recheado de areia, coberto de cicatrizes, além de ser o principal assassino a mando de Hilter: Karl Ruprecht Kroenen.

6º O RESGATE DO SOLDADO RYAN (Saving Private Ryan, 1998)

Um dos melhores filmes de guerra já feito e um dos meus favoritos. A obra de Spielberg teria uma posição mais alta no ranking, mas não dá muita cara aos seus nazistas (com excessão do prisioneiro alemão que é libertado pelos grupo de americanos). Ainda sim, O Resgate do Soldado Ryan tem Tom Hanks em grande performance e um clima de "irmão bom" de A Lista de Schindler, ambos de Spielberg. Sempre que assisto esse filme fico satisfeito em pensar que o mundo não assistiu parado ao que se passou durante o Holocausto.

5º OS DOZE CONDENADOS (The Dirty Dozen, 1967)

Doze prisioneiros condenados à morte são recrutados pelo exército para uma missão suicída atrás das linhas inimigas na Europa dominada pelos nazistas na II Guerra Mundial. Não é o melhor dos filmes de guerra, mas é o melhor de "caras durões em uma guerra". Lee Marvin, Telly Savalas, Ernest Borgnine, Charles Bronson, John Cassavetes e Donald Sutherland, só para se ter uma idéia do elenco.

4º BASTARDOS INGLÓRIOS (Inglourious Basterds, 2009)

O mais recente filme de Quentin Tarantino esteve em produção por mais de dez anos e no que se refere a destroçar nazistas valeu cada dia de espera. Cristopher Waltz rouba o filme em uma interpreteção ganhadora do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

3º CÍRCULO DE FOGO (Enemy at the Gates, 2001)

Durante muito tempo eu passei reto por este filme nas prateleiras das locadoras. Por uma idiotice minha, sempre achei que as batalhas da II Guerra só tinham graça quando eram americanos ou ingleses contra nazistas. Por alguma razão que me escapa, eu ficava imaginando que a luta soviética havia sido mais heróica e relevante. Depois de um tempo, percebi que estava historicamente equivocado, mas não havia um filme que corroborasse essa récem descoberta noção do heroísmo soviético. Círculo de Fogo é definitivamente esse filme. Jude Law, Rachel Weiz, Joseph Fiennes e Bob Hoskins estão todos ótimos, mas é Ed Harris que rouba a cena como um oficial nazista, atirador de elite, que se mostra um personagem quase amigável até mostrar sua verdadeira face.

2º A LISTA DE SCHINDLER (Schindler's List, 1993)

Para mim o filme definitivo sobre as atrocidades nazistas. Com um tom de realismo, lembra, muitas vezes, um documentário. A trilha sonora é excepcional e continua sendo o trabalho mais tocante de John Williams. Ralph Fiennes tem o seu melhor papel como o monstro nazista Amon Goeth. (Spielberg comove gerações com esta obra em preto e branco, um marco no cinema mundial)*.

1º INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989)

Indiana Jones já havia enfrentado nazistas no primeiro filme (Os Caçadores da Arca Perdida, 1981), mas aqui eles são mais focados e tem intérpretes melhores. Eu sempre achei o último filme da trilogia (vamos desconsiderar o quarto filme por enquanto) como o melhor de todos e os vilões aqui não fazem feio. A cena em que Indy fica cara a cara com Hitler é impagável e Elza Schneider é uma das nazistas mais sexys do cinema.

Postado originalmente em The Groovers.

* comentário do editor.

16 de novembro de 2010

Déjà Vu (Déjà Vu, 2006)

Este thriller de ficção científica contemporâneo é dirigido pelo medíocre Tony Scott (O sequestro do metrô 123, 2009), que fez sua carreira em produções para TV. O roteiro foi escrito pelo iniciante Bill Marssilii e pelo experiente Terry Rossio (Piratas do Caribe, Shrek), trazendo como protagonista o veterano Denzel Washington (Livro de Eli, 2010) e James Caviezel (A Paixão de Cristo, 2004) como o vilão.

O filme conta a seguinte história: O personagem de Denzel, o agente Doug Carlin, é um super-perito chamado para ajudar nas investigações de um atentado terrorista que explodiu uma barca, matando mais de 500 pessoas. Para descobrir o responsável pelas mortes dos fuzileiros navais que estavam em evento militar, além de mulheres e crianças, ele é convidado a participar de uma unidade especial que consegue ver tudo o que acontece no mundo todo com um atraso de 4 dias, 6 horas , 3 minutos e 45 segundos. O que lhes permite tal façanha é um "super hiper ultra master blaster" sistema de controle por satélites que reconstitui até as imagens das pessoas pelas ondas de calor e de qualquer ponto de vista. Sim, é o fim da privacidade.

No início da investigação, o agente Carlin investiga também o assassinato de uma garota e acredita que os crimes estão relacionados. Ao descobrir que o tal sistema de vigilância é na verdade uma fenda (portal) de espaço-tempo, nosso herói tenta encontrar um meio de salvar a garota e as pessoas da barca, no passado.

Carlin, apaixonado pela mulher morta.
A trama está bem amarrada e encontra sua solução sem deixar dúvidas, garantindo boas cenas de ação. Entretanto, o filme tem alguns problemas, do ponto de vista da física: uma alteração no passado seria impossível, ou seja, se ele salvar a garota no passado, não terá a motivação necessária para, no futuro, querer salvá-la. Não tendo a motivação, ele não vai encontrar um meio de salvá-la (mesmo erro de outros filmes como De Volta Para o Futuro - parte III). Na trama apenas abordam se é possível ou não viajar no tempo, deixando solta essa questão. Detalhe para a cena que eles discutem isso, possui mensagem subliminar, com imagens de garotas seminuas nas telas dos computadores do cenário, desnecessário e apelativo para o momento mais técnico do roteiro.

Paula Patton, bonita, mas fraquinha.
Os atores receberam papéis fracos ou foram mal dirigidos. Denzel já esteve melhor, Val Kilmer é um coadjuvante de 3ª e a mocinha do filme, a atriz Paula Patton, parece ser marinheira de primeira viajem, tão medíocre a sua atuação. O antagonista, Carroll Oerstadt, personagem de Jim Caviezel, não é bem explorado; não se realça os seus motivos para o atentado ou para sua loucura. No fim, percebe-se que o verdadeiro inimigo é o tempo.

De 1 a 10, eu dou nota 6. Assistam e tirem suas conclusões. Depois comentem aqui.

Até a próxima.

12 de novembro de 2010

Estreias: RED, Aposentados e Perigosos; SENNA; Minhas Mães e Meu Pai

As estreias deste fim de semana vislumbram uma baixa de bilheterias. RED tem a maior produção e que mais investiu em publicidade, mas Senna deve se tornar record de bilheteria em documentários no Brasil, em função da comoção nacional. Minhas Mães e Meu pai parece ser uma boa opção para aliviar a cabeça no cinema, interessante, engraçadinho, bonitinho, sem grandes emoções.

RED: Aponsentados e Perigosos (Red, 2010)


Frank Moses (Bruce Willis) é um agente da CIA aposentado que acaba por juntar novamente seu velhos colegas para um nova missão, descobrir quem está tentando matá-lo. Uma bela desculpa para colocar o Bruce no seu melhor estilo de filme ao lado de figurões com John Malcovich e Morgan Freeman. O filme apela para fortes cenas de ação, alta adrenalina e grande elenco. É ver para crer.

Diretor: Robert Schwentke
Elenco: Bruce Willis, John Malkovich, Mary-Louise Parker, Helen Mirren, Karl Urban, Morgan Freeman, Rebecca Pidgeon
Duração: 111min
Classificação: 14 anos




SENNA (Senna, 2010)

Documentário britâncio sobre nosso herói da Fórmula 1, Ayrton Senna, o filme retrata somente sua vida profissional. Mostra seu início nos karts até o acidente que causou sua morte em Ímola, na Itália, aos 34 anos (1994).

Detalhe para a narração feita pelo próprio Ayrton, o documentário promete alta qualidade de edição.

Diretor: Asif Kapadia.
Duração: 107min.
Classificação: Livre.





MINHAS MÃES E MEU PAI (The Kids Are All Right, 2010)

Filhos de um casal de lésbicas, Joni e Laser foram concebidos por inseminação artificial. Agora mais velos, resolvem conhecer seu pai biológico sem contar para suas mães. Confusão e aventura, deve garantir boas gargalhadas.

Diretor: Lisa Cholodenko
Elenco: Annette Bening, Julianne Moore, Mark Ruffalo, Mia Wasikowska, Josh Hutcherson
Duração: 106min
Classificação: 16 anos






Há outras estreias, algumas que não mereciam nem ser comentadas, por exemplo:

- Muita Calma Nessa Hora, filme nacional que promete ser engraçado. Pelo trailer parece ser "mais do mesmo", com humoristas ao melhor estilo Zorra Total (o.O - o ó do borogodó)

- Jack Ass 3D. Nunca achei engraçado na tv, imagina se eu fosse ao cinema... mas gosto não se discute. Se for na linha do que promete o trailer, será mais um fracaso.

Depois de assistir, comente aqui o achou. Escreva para nós!

11 de novembro de 2010

Top 10 Filmes de Grupos

Bom, primeiro vamos definir o que é um "filme de grupo" já que essa é uma definição muito particular: para mim é todo aquele em que os protagonistas são um grupo de amigos que se unem sob um ideal comum, seja salvar alguém, ir a algum local importante ou apenas farrear. Esse é aquele tipo de filme que se assiste com amigos e todos se identificam com um personagem, é do tipo que fica na memória.

10 -Os Sete Samurais (Seven Samurai, 1954)
Ainda que seja uma descoberta recente para mim eu não posso negar a excelência dessa história que é o berço de todos os filmes de grupo. Sete Samurais unidos contra quarenta bandidos é desculpa para qualquer pessoa grudar nesse filme.

9 - O Âncora (Anchorman, 2004)
Essa comédia despretensiosa de Will Ferrel (em seu melhor papel) é uma das minhas comédias favoritas de todos os tempos. Não tem como não rir do ínicio ao fim e a equipe do Channel 4 News Team é tão especial que gravou um clipe musical para a trilha sonora do filme com o clássico "Afternoon Delight".

8 - Watchmen (Watchmen, 2009)
Watchmen consegue transformar caricaturas em personagens de carne e osso. Estabelecendo personagens com motivações simples porém complexos o suficientes para suportar o peso da história. A obra de Zack Snyder é poderosa e torna fácil se identificar com um dos super-heróis extremamente humanos da história.

7 - Os Goonies (The Goonies, 1985)
Mais um clássico da Sessão da Tarde que todos lembram. Quem mais poderia ir atrás do tesouro de Willie, O Caolho, senão os destemidos Goonies? E além do mais um grupo que tem o Slot como integrante não pode ficar de fora.

6 - Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya, 1988)
Sim, eu sei. É um desenho e não um filme, mas no auge da febre dos Cavaleiros do Zodíaco foram lançados alguns filmes e eu me lembro que pelo menos um deles chegou ao cinema com status de grande lançamento. E, além do mais, Cavaleiros do Zodíaco tem qualidade e envelhece bem, não é algo que você se envergonha de ter curtido (tipo Power Rangers que, por sinal, eu não gostava). Cavaleiros do Zodíaco é o ápice da história de grupo e empatia com seu público, todo mundo que assistia tinha o seu preferido e queria ser um deles.

5 - Onze Homens e Um Segredo (Ocean's Eleven, 2001)
O grupo mais elegante de todos os integrantes da lista. Steven Soderbergh pegou um filme canastrão e mediano do Rat Pack e transformou em um que tem tudo de grandioso e ainda sim parece despretensioso. De fato, como o próprio golpe aplicado pela equipe de Daniel Ocean (George Clooney).

4 - Os Caça-Fantasmas (Ghostbusters, 1984)
Egon, Ray, Peter e Winston são quem você chama quando os fantasmas aparecem. Com a adição de Sygourney Weaver e Rick Moranis, ninguém mais segura o grupo.

3 - O Senhor dos Anéis (Lord of the rings, 2001, 2002, 2003)
O supra-sumo dos "filmes de grupo", O Senhor dos Anéis tem praticamente toda a sua história baseada em um grupo de amigos com uma missão impossível, mas que tem na amizade que nutrem um pelo outro, a sua maior arma .

2 - Conta Comigo (Stand By Me, 1986)
Conta Comigo tem aquela clássica qualidade de se tornar especial para as pessoas que o assistem. Apesar de não passar na TV há anos, todo mundo lembra da história dos meninos que decidem encontrar o corpo de um garoto que foi atropelado pelo trem e acabam descobrindo a si mesmos. Uma das poucas histórias sensíveis de Stephen King (junto a Um Sonho de Liberdade) que ficou ainda melhor no cinema.

1 - Fandango (1985)
Não apenas o meu filme favorito, com o meu ator favorito, Fandango é quem nomeou o meu próprio grupo de amigos e também meu blog. "Os Groovers" são a melhor parte de um filme que é fenomenal. Toda vez que assisto Fandango, acabo descobrindo uma nova lição ou uma nova camada nesse filme ótimo. Para ser visto apenas como a última aventura de um grupo de amigos ou como o rito final de passagem da adolescência para a vida adulta, de qualquer maneira, é uma obra única. A tagline do filme explica exatamente essa ideia: "Há uma fase de amadurecimento entre a infância e a fase adulta, na maioria das espécies ela se dá ainda no primeiro ano de vida, no ser humano, logo após a faculdade."

Postado originalmente em The Groovers, por Vinício Oliveira.

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