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21 de outubro de 2010

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (The Imaginarium of Doctor Parnassus, 2009)


Depois da fácil conclusão do projeto de Os Irmãos Grimm (The Brothers Grimm)Terry Gilliam (de Os Doze Macacos) é testado em O Mundo Imaginário do Dr Parnassus.

Com tempestades que arruinaram o set de filmagem e a morte do protagonista, Heath Ledger (de Batman, o Cavaleiro das Trevas), Gilliam chegou a quase desistir das filmagens. Foi então que apareceram Johnny Depp (de Piratas do Caribe), Jude Law (de Inteligência Artificial) e Colin Farell (de Miame Vice) e se propõe à finalizar o papel de Ledger. Se isso tivesse sido combinado, não daria tão certo!

O filme é totalmente o estilo de Gilliam, surreal. Nota-se que saiu da sua mente, onde se encontra o mundo mais colorido e os sonhos mais sinistros, pois o filme é assim. O Imaginarium funciona mostrando sonhos e desejos na mente das pessoas, podendo então, ser qualquer coisa, desde escadas infinitas até balões em formato da cabeças das pessoas.

O filme conta a história que, em troca da imortalidade, o Dr. Parnassus (Christopher Plummer) faz um acordo com o diabo, mais conhecido como Sr. Nick (Tom Waits) onde ele deve dar sua filha à ele quando ela completar 16 anos. Convicto de que nunca teria uma filha, aceitou o trato, até que conheceu o amor de sua vida, Valentina (Lily Cole) e acaba por ter... uma filha. Desesperado e bêbado às vésperas do aniversário dela, Dr. Parnassus tenta renegociar com Sr. Nick, dizendo que conseguiria 5 almas para ele em 3 dias, antes de sua filha completar a idade acordada entre eles. Eis que surge Tony (Ledger, Depp, Law e Farell) em cena. A ponto de ser enforcado, Tony consegue fugir e logo entra para a ‘trupe’ do Imaginarium. Com sua lábia, ajuda o Dr. a cumprir o novo acordo, para tristeza de Anton (Andrew Garfield), que vê sua amada sendo conquistada pelo novo membro do grupo.

A vida que os quatro atores dão ao mesmo personagem funciona assim: cada pessoa tem desejos diferentes e suas mentes são diferentes umas das outras, o que cai como uma luva na mudança de personagem em cada pessoa que entra no Imaginarium. Como disse antes, se fosse combinado, não ficaria tão bom.


E como é normal nos filmes de Gilliam, a história pode não agradar a todo mundo, veja o exemplo de Monty Phyton e o Cálice Sagrado. Entretanto, o filme é visualmente tão cativante e a mudança de acontecimentos tão fantástica, entre outras surpresas, que, com certeza, até uma pessoa que não tem a mente "aberta" vai gostar de alguma coisa dele!

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