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14 de setembro de 2010

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind - 2004)

Até onde você iria para apagar de sua mente uma lembrança que te machuca? Realmente escolheria esquecer tudo? Os bons e maus momentos? É isso o que ‘Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças’ trata.

Ele conta a história de Joel (Jim Carrey), um homem normal, chegando até a ser sem graça, que conhece Clementine (Kate Winslet), uma excêntrica mulher, com seus cabelos coloridos e um jeito ‘maluco’ de ser, e acabam se apaixonando. Bom, até aí, é como um filme de romance normal, certo? Errado! As coisas mudam de rumo quando, um belo dia, Clementine decide “deletar” (literalmente) Joel de sua memória. Como vingança, Joel decide fazer o mesmo.

Esse processo de ‘deletar’ inventado pelo Doutor Howard Mierzwiak (Tom Wilkinson), mapeia as lembranças e as deleta em uma noite, e no dia seguinte, é “como uma ressaca, nada que vá sentir falta”, como diz o próprio Doutor. No entanto, no meio do processo Joel se arrepende, não queria deletar os momentos felizes, então ele “foge” com Clementine para lembranças em que ela não estava presente e assim tentar burlar o sistema.


O diretor Charlie Kaufman (de Quero Ser John Malkovich) consegue, entretanto, contar toda a história de uma maneira sensível, cativante, e um tanto quanto angustiante, pois a atuação de Jim Carrey, como sempre é brilhante. Ele consegue nos prender e, muitas vezes, permite até nos identificarmos com o personagem. A brincadeira do roteiro é um dos trunfos do filme, com todas as indas e vindas da mente de Joel, além também de conseguir integrar o restante dos personagens ao longo da história.

Além do Doutor Howard já mencionado, temos Stan (Mark Ruffalo), namorado de Mary (Kirsten Dunst) que trabalham no consultório e que, no final, tem um papel importante a ser revelado aos protagonistas por suas próprias experiências. Há também Patrick (Elijah Wood) que se aproveita do “deletamento” de Joel para pegar suas lembranças e usá-las na já esquecida Clementine, por quem ele se apaixona durante o processo. É uma obra de arte como todos os elementos se misturam e fazem suas conexões com a situação do casal, do amor aos desentendimentos, e ver como tudo se encaixa para um desfecho final perfeito, sem por nem tirar.

Os efeitos especiais são sutis e incríveis ao mesmo tempo, não precisando de carros explodindo para chamar atenção. Apesar de algumas cenas serem um pouco mais longas do que é realmente necessário, o filme é um dos melhores do gênero, sem aquela ‘melação’ das comédias românticas.

No final ele te faz pensar sobre as escolhas da vida, o que vale a pena lembrar, o que não vale e o que você faria se pudesse ter essa escolha.

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