Parceria

29 de setembro de 2010

OLD BOY (Old Boy - 2003)

Old Boy é um filme poderoso. Não é um filme sutíl em absolutamente nenhum sentido. Ele não pede licença ao espectador para contar a sua história e tão pouco pede a simpatia do espectador ao explicá-la. Esse é um dos grandes trunfos do filme. Ele é cheio de verdades lógicas que não são fáceis de aceitar, mas fazem sentido se nos colocarmos na pele de Oh Daesu, o protagonista encarcerado por 15 anos sem nem ao menos saber o motivo.

Old Boy é singular em alguns aspectos, por exemplo: a história não é envolvente por si só. Cria-se uma aura de mistério em torno de o porque de Oh Daesu ter sido preso e a trama, que já começa de uma premissa complicada, vai adicionando níveis de complexidade a sua história. Para todos que já assistiram Lost sabem que quando o mistério começa a ficar bom demais ou a explicação é óbvia ou sem noção. Qualquer que seja o mérito do mistério de Old Boy não foi ele que me fez assistir o filme mais de uma vez e sim o visual que transmite a história para o espectador.

A todo instante que se assiste a Old Boy se fica com a impressão que há algo diferente se passando na tela do que o que está sendo contado pela trama. Um exemplo claro disso é o fato de o tempo que mostra Oh Daesu preso é representado com um ar de libertação do personagem. Ele revisa sua vida, define uma meta e se dedica a ela. O contraste com a cena inicial (em que ele aparece bêbado em uma delegacia) é marcante. 

Não se enganem pela profundidade psicológica do filme achando que a ação fica restrita ao lado emocional dos personagens. Há muita ação no filme, lutas incrivelmente coreografadas e uma sequência onde o protagonista encara uma gangue em um corredor que é sensacional. Como eu disse há muitos momentos em Old Boy que podem parecer estranhos, inadequados ou mesmo apelativos, mas todos estão lá sustentando a história que tem um lógica irretocável.


Este post foi publicado originalmente por Vinício, no blog The Groovers.

27 de setembro de 2010

O ÚLTIMO EXORCISMO (The Last Exorcism -2010)

Decidi ir ao cinema, um tanto quanto temerosa, para assistir o filme... Particularmente, eu queria ver Gente Grande (Grown Ups), o favorito para o final de semana, mas assistir filme de comédia sozinha não tem nenhuma graça. Enfim, fui ao cinema já pensando que o filme seria um Exorcista (The Exorcist, 1793) com uma mistura de Bruxa de Blair (Blair Witch, 1999), devido ao seu estilo ‘feito em casa’ que, claro, tem um orçamento muito mais baixo e já está virando moda (como em Atividade Paranormal e REC).

O filme trata de um pastor que já participou de vários exorcismos (47 para ser mais exato) e vai atrás de seu último trabalho, porém, dessa vez, ele leva uma equipe para fazer um documentário, para provar que a possessão não passa de crendice, mas os acontecimentos, começam a ficar cada vez mais estranhos.

A filme foi realizado em Lousiana (EUA) onde, por si só, já é um cenário sinistro e a filmagem home made colabora com o baixo orçamento. Como não há efeitos especiais, o filme é feito de especulações, insinuações e embromações, nada de muito novo nos filmes sobre exorcismos, no entanto, a história consegue ficar interessante e com reviravoltas decentes no final.

A atuação é compatível com a filmagem, o que faz parecer natural aos olhos, mas as vezes o esforço de parecer natural fica um pouco estranho. No geral, foi uma boa atuação. As cenas de possessão, do tipo a menina se dobrar ao meio, fazer cara feia e coisas do gênero dão um pouco de aflição, e, pra mim, é a parte mais legal.

O que me deixou um pouco desgostosa, foram as correrias com a câmara que não mostram o que a gente quer ver, o que era bem aceito e inovador ultimamente, mas penso que são tendências não tão bem aceitas agora. O Último Exorcismo é uma diversão plausível para um final de semana chuvoso.

24 de setembro de 2010

Estreias - Wall Street, Gente Grande e o Último Exorcismo

WALL STREET - O DINHEIRO NUNCA DORME (Wall Street)

O ‘rei’ das finanças Gordon Gekko (Michael Douglas) acaba de sair da prisão, em 2008, e tenta alertar Wall Street de um colapso financeiro que está por vir, mas ninguém acredita no que ele diz por ser conhecido como trapaceiro. O elenco também traz Susan Sarandon (Encantada) e Shia LaBeouf (Tranformers), e é dirigido por Oliver Stone (Assassinos por Natureza). O filme vem como sequência do filme Wall Street de 1987, também de Oliver Stone com Michael Douglas, além de Charlie Sheen.




GENTE GRANDE (Grown Ups)

Comédia fala sobre um grupo de amigos que jogavam no mesmo time de basquete e se reencontram anos depois para o funeral de seu antigo treinador. Juntamente com suas respectivas esposas e filhos passam o final de semana do 4 de julho onde alguns anos antes comemoraram um campeonato. Na trama, eles mostram que ser ‘gente grande’ não significa necessariamente sinal de amadurecimento.

O elenco traz Adam Sandler e Rob Schneider (que dispensam apresentação) e é dirigido por Dennis Dugan (O Paisão).





O ÚLTIMO EXORCISMO (The Last Exorcism)

Uma garota, (Ashley Bell – Stay Cool) está possuída e seu pai chama um padre, Cotton Marcus(Patrick Fabian – End Game) para que possa exorcizá-la antes que uma grande tragédia seja acometida.

Dirigido por Daniel Stamm (A Necessary Death).







Tem para todos os gostos. Não esquece de comentar aqui depois que assistir. = D

22 de setembro de 2010

RASTROS DE ÓDIO (The Searchers - 1956)

O post de hoje tem a contribuição do Vinício, do blog The Groovers, seguindo a linha dos 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer. Fala, Vinício!

"Eu sempre gostei muito de westerns. O pistoleiro solitário e anti-herói foi sempre o meu tipo de herói, mesmo que mais tarde ele tenha sido incorporado pela selva de asfalto e se tornado o arquétipo do policial justiceiro e implacável, foi aqui que tudo começou. Porém aos poucos eu fui aprendendo que o tipo de western que eu realmente gostava é o "revisionista". Como muito bem descreve a Wikipedia:

"Alguns westerns pós-Segunda Guerra Mundial começaram a questionar os ideais e o estilo dos westerns tradicionais. Os elementos incluem um tom mais escuro, mais cínico, com foco na ilegalidade do período, favorecendo o realismo sobre romantismo. Anti-heróis são comuns, como são os papéis mais fortes para as mulheres e retrato mais simpático dos nativos americanos e mexicanos. Em relação ao poder e autoridade, essas representações favorecem a visão crítica de grandes empresas, o governo americano, figuras masculinas (incluindo os militares e suas políticas), e favorecem uma maior autenticidade histórica."

Então, quando eu acabava eventualmente vendo alguma cena de um western mais antigo, principalmente os de John Wayne, em que se matava índios indiscriminadamente e sem maiores justificativas ou consequências eu sentia que havia um certo constrangimento inerente a apoiar esse tipo de filme e isso significou que por muito tempo eu passei a oportunidade assisitir esses westerns em que os índios eram os vilões.

Dito isso, eu acabei redescobrindo Rastros de Ódio não apenas no livro "1001 Filmes..." ele também é extensamente citado na internet como um dos melhores westerns de todos os tempos. O diretor, John Ford, é bem famoso e John Wayne tem a fama de ser uma presença marcante na tela, ainda que exista uma eterna discussão sob as suas qualidades de ator. Bom, lá fui eu assistir a Rastros de Ódio. Eu posso honestamente dizer que fiquei impressionado. Eu esperava um filme longo e cheio de cowboys onde os índios são os vilões, puro e simples. Bom eu estava certo sobre a parte do longo e dos índios. Mas eu não esperava um filme que tem o preconceito racial cravado no seu cerne. Um filme que tem a coragem de pegar John Wayne, famoso por seus papéis de mocinhos sem profundidade e colocá-lo na pele de um irascível racista que atravessa o oeste em uma busca incansável. 

A história não poderia ser mais simples: Ethan, um veterano da guerra civil volta a casa de seu irmão e acaba sendo recrutado para caçar índios, quando retorna a casa descobre que os índios mataram todos os seus parentes e sequestraram sua pequena sobrinha. Ao lado de Marty, um meio-índio filho adotivo de seu irmão, ele parte em uma missão de resgate que dura vários anos.

Como eu disse, a história é simples, os índios são os vilões e poderia se pensar que se trata de apenas mais um western desse tipo, mas longe disso. As diversas camadas do filme vão se apresentando detalhadamente com o desenrolar da trama: a paixão de Ethan pela cunhada, a sua determinação não em salvar a sobrinha mas em assassiná-la já que ela foi maculada pelo seu contato com os índios, a noção de que os brancos são capazes de atos muito mais selvagens que os índios.

Há diversas qualidades no filme mas as duas que mais me chamaram a atenção é a capacidade do filme, mesmo dentro de um gênero tão bruto como este, ser sutil ao extremo. Por exemplo, a paixão de Ethan pela sua cunhada, apesar de ser uma das principais razões por trás do personagem de Wayne, nunca é declarada e apenas sugerida através de breves gestos e olhares. É raro vermos esse tipo de sutileza mesmo nos mais açucarados dramas e eu não esperava encontrá-la em um western da década de 50.


Há uma tensão crescente no filme e não é possível determinar quem é a mais psicótica ameaça da história: os índios ou Ethan. Há vários momentos memoráveis no filme, mas um em particular em que eu fiquei impressionado. É uma cena na qual Ethan visita um abrigo do exército examinando sobreviventes brancas sequestradas pelos Comanches, uma delas se mostra completamente louca e deixa Marty (e o espectador) comovidos, isso até que Ethan, antes de se retirar da sala, olha para ela e lança o olhar mais amedrontador que eu já vi em um filme. Eu fiquei tão impressionado com esse close que não fiquei surpreso ao descobrir que no IMDB há um tópico inteiro discutindo exatamente essa cena.

Eu posso dizer, sem medo de errar, que Rastros de Ódio é um dos filmes que eu não assistiria se não fosse pela sua inclusão na lista dos 1001 filmes e agora que o assisti eu lembrarei dele sempre como um exemplo de clássico e filme excepcional."


Postado originalmente em The Groovers.

17 de setembro de 2010

INDIE FESTIVAL 2010


Começa hoje o INDIE FESTIVAL, Mostra de Cinema Mundial no CINESesc em São Paulo.

Este ano o evento traz

O japonês Kiyoshi Kurosawa e o tailandês Apichatpong Weerasethakul, que trará várias curtas, um média e alguns longas, todos exibidos em 35mm. Confira a programação completa no site. O festival vai até 30 de setembro.


"Pense bem. O que são 10 anos?



Sob a perspectiva de uma criança nascida em 2001...quase 1 metro a mais, com autonomia para ler, somar, dividir e traços de um pré-adolescente que odeia redação.
Sob a perspectiva de quem estava se formando na faculdade em 2001...talvez um emprego mais estável, menos tempo para vagabundar, o adeus à juventude.
Sob a perspectiva de um homem maduro... uma série de novos projetos, alguns concluídos, outros falidos, decepções e por aí vai.
Sob a perspectiva de um casamento... um filho ou dois, talvez uma separação, um novo começo.

A vida passa muito rápido, o que fica?

Sua coleção de livros e dvds,
seus filmes preferidos listados num papel amassado,
seus objetos de coleção bem guardados em caixas empoeiradas e amareladas,
suas manias permitidas,
suas pilhas de livros, desalinhadas,
sua memória dos tempos da faculdade,
as fotos de seu filho engatinhando,
as saudades da casa da vó, do bolo quente saindo do forno...ficam as lembranças... (e são tantas!)
do cheiro de pastel do clube,
o dodge dart vermelho de capota preta do seu pai,
o primeiro carro de sua irmã com antena elétrica,
um casaco azul de lã, da outra irmã,
o LP do Chico e Betânia, que arranhou de tanto tocar,
o cigarro de menta,
os carnavais de rua no interior,
as férias na praia,
as feiras de rua na companhia de sua mãe,
os óculos estilo John Lennon do seu colega de classe,
os decalques de flores que você molhava num prato com água pra colar em todo lugar,
a camiseta “protect the dolphins” do amigo de seu amigo da faculdade,
a enciclopédia Barsa completa e você nem abriu...
suas camisetas indianas,
sua sandália de couro da feira hyppie, seus lenços,
seus primeiros LPs dos Smiths,
sua primeira Barbie que guardou pra sua filha,
o cubo mágico que você, confessa, nunca conseguiu montar.

A memória de que o ar era melhor, a vida era mais pacata,



mais concêntrica, sem nada online.

O tempo otimista goteja:
tic tac tic tac
O que permanece lá, derramando?

10 anos se passaram para uma cidade, o que significa?
Asfalto queimando no sol durante anos...
Novas avenidas, novos parques, novas casas, novas áreas públicas, novos cinemas?
Hum... não necessariamente.
Mais shoppings, menos casas, menos árvores...
Cinemas históricos que se fecham: desolação.

O tempo cruel goteja:
tic tac pow!
O coração pára.

Quando pensávamos em comemorar nossos 10 anos bem vividos de INDIE, não
queríamos ignorar que o espaço para o cinema de rua, em todo o Brasil, está
cada vez menor e formar novos públicos para este cinema é missão deste festival.

Para o INDIE, estar aqui no CineSESC há 4 anos - num dos mais importantes cinemas de rua de São Paulo, espaço por excelência para o cinema independente, é um grande motivo de celebração e estímulo para que o festival prossiga com suas intenções.

Na vida pessoal não é certo querer moldar o outro. Na vida de um festival, muito menos. E talvez este seja o primeiro festival a lhe dizer isso. Será que podemos ter tantas pretensões assim?

Mas sabemos que estas escolhas, nestes 10 anos, foram as escolhas que fomos capazes de fazer.
Por você, nosso amado espectador, mas principalmente por nossa volição estética.
Por nosso modo de entender o cinema.
Por nossa crença de que um filme pode mudar seu espírito, de que um festival deve ser uma representação de conceitos e ideias próprias.
Um festival não deve copiar outros e nem se pautar em coisas supérfluas.
Um festival precisa de muitos filmes! (Que possam captar a cada dia mais jovens espectadores).

O INDIE, apesar de sua recente história, é muito mais do que um festival,
é algo além de você e de mim,
é um estado de espírito,
é uma atitude,
INDIE é uma marca.
INDIE quer dizer independente, vigoroso.
INDIE é um conceito,
um certo modo de fazer,

uma maneira própria de ver as coisas.

e por mais que não seja possível mudar o outro,
seja indie!
e, se der, nos acompanhe."

Francesca Azzi
Diretora da Zeta Filmes e curadora do Indie 2010





Texto retirado do site oficial.

14 de setembro de 2010

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind - 2004)

Até onde você iria para apagar de sua mente uma lembrança que te machuca? Realmente escolheria esquecer tudo? Os bons e maus momentos? É isso o que ‘Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças’ trata.

Ele conta a história de Joel (Jim Carrey), um homem normal, chegando até a ser sem graça, que conhece Clementine (Kate Winslet), uma excêntrica mulher, com seus cabelos coloridos e um jeito ‘maluco’ de ser, e acabam se apaixonando. Bom, até aí, é como um filme de romance normal, certo? Errado! As coisas mudam de rumo quando, um belo dia, Clementine decide “deletar” (literalmente) Joel de sua memória. Como vingança, Joel decide fazer o mesmo.

Esse processo de ‘deletar’ inventado pelo Doutor Howard Mierzwiak (Tom Wilkinson), mapeia as lembranças e as deleta em uma noite, e no dia seguinte, é “como uma ressaca, nada que vá sentir falta”, como diz o próprio Doutor. No entanto, no meio do processo Joel se arrepende, não queria deletar os momentos felizes, então ele “foge” com Clementine para lembranças em que ela não estava presente e assim tentar burlar o sistema.


O diretor Charlie Kaufman (de Quero Ser John Malkovich) consegue, entretanto, contar toda a história de uma maneira sensível, cativante, e um tanto quanto angustiante, pois a atuação de Jim Carrey, como sempre é brilhante. Ele consegue nos prender e, muitas vezes, permite até nos identificarmos com o personagem. A brincadeira do roteiro é um dos trunfos do filme, com todas as indas e vindas da mente de Joel, além também de conseguir integrar o restante dos personagens ao longo da história.

Além do Doutor Howard já mencionado, temos Stan (Mark Ruffalo), namorado de Mary (Kirsten Dunst) que trabalham no consultório e que, no final, tem um papel importante a ser revelado aos protagonistas por suas próprias experiências. Há também Patrick (Elijah Wood) que se aproveita do “deletamento” de Joel para pegar suas lembranças e usá-las na já esquecida Clementine, por quem ele se apaixona durante o processo. É uma obra de arte como todos os elementos se misturam e fazem suas conexões com a situação do casal, do amor aos desentendimentos, e ver como tudo se encaixa para um desfecho final perfeito, sem por nem tirar.

Os efeitos especiais são sutis e incríveis ao mesmo tempo, não precisando de carros explodindo para chamar atenção. Apesar de algumas cenas serem um pouco mais longas do que é realmente necessário, o filme é um dos melhores do gênero, sem aquela ‘melação’ das comédias românticas.

No final ele te faz pensar sobre as escolhas da vida, o que vale a pena lembrar, o que não vale e o que você faria se pudesse ter essa escolha.

13 de setembro de 2010

CORAÇÃO LOUCO (Crazy Heart - 2009)

Após anos 58 anos de brilhante carreira, Jeff Bridges foi honrado com o mais significativo prêmio de Cinema, o Oscar de Melhor Ator. Sim, 58 anos de carreira, sendo que ele tem 61 anos. Jeff começou cedo, em 1951 ao lado do irmão e da mãe em The Company She Keeps. Ele já havia concorrido em 1984 por StarMan: O Homem das Estrelas, além de disputar como Melhor Coadjuvante em 1971, 1974 e 2000. Só recentemente, 2009, a Academia materializou o reconhecimento de seu talento, através da atuação em Coração Louco.

Em Coração Louco você não vê Jeff Bridges interpretando o cantor country Bad Blake. Ele te faz acreditar que é o próprio Bad Blake. Sua performance no drama do cantor que após longos anos de sucesso se vê cantando em pequenos lugares nos interior do Estados Unidos é fenomenal. Os momentos de humor, sofrimento, amor e comédia do personagem, nos faz pensar até mesmo que Bad Blake é real. Percebe-se assim, que o trabalho do Diretor Scott Cooper foi impecável. Somente um texto bem redigido e um filme bem dirigido para dar suporte necessário para um astro brilhar. O filme se mostra como uma bela obra de arte, por sua capacidade de, mesmo sem flashbacks, fazer o espectador acreditar que Bad Blake teve seu momento de glória e o por quê de agora estar na pior fase de sua vida.

O filme trata da história de um cantor country, alcoólatra, que mesmo após longos anos longe dos grandes palcos e sem gravar discos ainda mantém o carisma de inúmeros fãs aonde quer que vá e até mesmo do jovem Tony (Colin Farrell), astro atual da música country que teria aprendido tudo com Bad. A hitória de Blake é baseado na história de três cantores country (Waylon Jennings, Kris Kristofferson e Merle Haggard). Com 57 anos, ele se vê apaixonado por uma jovem escritora/jornalista de uma cidadezinha do interior. Após ir até o fundo do poço, ele dá a volta por cima e compõe sua melhor música, "Crazy Heart".

É uma comovente e divertida história, com ótima trilha sonora, brilhantes atuações e ótima direção. Entretanto o que mais me chamou a atenção foi a bela fotografica que tem como pano de fundo as cidades caipiras dos Estados Unidos.

Vale a pena Conferir.

Até a próxima.

10 de setembro de 2010

ESTREIAS: Solomon Kane, A Ressaca e Amor à Distância

SOLOMON KANE, O Caçador de Demônios (Solomon Kane)


O filme conta a história de um homem sombrio (James Babson) que vaga pelo mundo armado de suas pistolas e combate o mal, sem qualquer motivo aparente. Baseado nas histórias de Robert E. Howard, dirigido por Michael J. Bassett (A Fortuna de Ned, O Olhar da Morte).












A RESSACA (Hot Tub Time Machine)

Quatro amigos quarentões estão insatisfeitos com suas vidas, um entrando em divórcio (John Cusack), o outro está sendo traído pela esposa manipuladora Craig (Robinson), o terceiro quer se suicidar (Rob Corddry) e o último integrante vive no mundo dos games (Clark Duke). Resolvem voltar ao que, no passado, era o lugar em que passaram os melhores tempos de suas vidas, mas descobriram que agora é um lugar para pessoas da terceira idade. Eis que entram na “jacuzzi do tempo” (que leva o nome do título em inglês) e voltam para 1980, onde podem mudar seus futuros e não terem mais a vida que levam.

Segundo a crítica do site Omelete, o filme é uma mistura de De Volta para o Futuro com Se Beber, Não Case e que tinha tudo para dar certo, mas não saiu muito bem como planejado.







AMOR À DISTÂNCIA (Going the Distance)

Quando o casal Garrett (Justin Long) e Erin (Drew Barrymore) se conhecem sabem que seu relacionamento está por acabar em 6 meses quando Erin deve voltar à sua cidade, no entanto, o casal apaixonado tenta levar um namoro à distância.















Essas são as dicas do final de semana, apesar de achar que está um pouco fraco, vale a pena conferir um ou outro, minha dica pessoal é o Amor à Distância, que é o que eu pretendo assistir, e claro, dêem suas opiniões, deixem seus comentários, faça uma crítica que a gente põe aqui!

9 de setembro de 2010

[REC] 2: Possuídos (2010)

Enquanto falava sobre as estreias da semana no meu post anterior, o que pensei sobre o [REC] 2: Possuídos foi: “Ok, mais do mesmo”. E não é que me enganei? O primeiro filme é envolvente e um tanto quanto inovador nesse tipo de filme à la Bruxa de Blair, ‘documentado’ pelos próprios protagonistas. Seria um ‘mais do mesmo’ se seguisse a mesma linha, no entanto, vem a decepção... Surge a tentativa de criar novos ângulos do que se passa dentro do prédio com a segunda equipe de “resgate” que têm câmeras nos capacetes e um segundo grupo de curiosos que também possuem uma câmera.

O filme começa exatamente ali, onde termina o primeiro, com a jornalista Ângela Vidal (Manuela Velasco) sendo puxada. É nesse momento que aparece um padre, Dr. Owen (Jonathan Mellor), que tenta explicar o que acontece naquele maldito (literalmente) prédio e, na verdade, não explica lá muita coisa . A quantidade de vezes em que ele fala “Essa era a única chance” e logo em seguida “Temos mais uma chance” já me deixou, desculpem o termo, de saco cheio de tentarem dar uma lógica para esse segundo filme, que aliás, não é de zumbis, segundo eles mesmos.

O que acontece é o seguinte: começamos a assistir já imaginando o que está por vir e o que encontraremos no prédio, ao desenrolar da história, nós temos certeza de que era exatamente o que pensávamos, e no final, sabia que deveria ter escolhido outro filme. Em termos técnicos, a melhoria foi clara, a direção de arte e a fotografia melhoraram, e muito, do primeiro filme para esse, a equipe de atores não é de todo ruim, também. E é isso o que pode-se dizer de bom.

Caso o filme fosse “mais do mesmo” sairia melhor do que a tentativa de explicar o por quê da existência de tudo o que acontece no prédio, e espero realmente que aquele final não seja uma deixa para um terceiro filme.

8 de setembro de 2010

007 CONTRA GOLDFINGER (Goldfinger - 1964)

Segue abaixo mais um post do Vinício Oliveira (The Groovers) na série dos 1001 filmes para ver antes de morrer:

"Deixem me dizer que eu adoro James Bond. Sempre gostei dos filmes e, desde Goldeneye, eu assisti a todos os lançamentos de 007 no cinema. Um filme de James Bond é sempre um evento, cheio de expectativa e emoções, um filme de ação com a sua própria mitologia. É por esses e outros pontos que eu tive uma certa decepção ao assistir Goldfinger novamente.


É inegável que o filme esteja tremendamente datado e o enredo absurdo começa a se tornar ligeiramente constrangedor hoje em dia. O conjunto do filme é algo que não funciona mais tão bem atualmente. Óbvio que poderia se argumentar que um filme de 1964 não teria a capacidade de manter seu desempenho e relevancia nos dias de hoje, mas isso não é verdade uma vez que o filme anterior da série (Moscou Contra 007) ainda mantém o fôlego de sua história enxuta mesmo quando assistido depois de tanto tempo.

Então, quais seriam os méritos de 007 Contra Goldfinger? Na verdade eu acredito que há diversas qualidades no filme, mas todas elas são pontos individuais que acabam não salvando o filme. Temos a ótima interpretação de Gert Frobe como Goldfinger, ótimos diálogos, um clima de competição acirrada durante todo o filme entre o protagonista e o antagonista que teimam em se encontrar em situações não beligerantes e até mesmo agradáveis. O surgimento de Pussy Galore é um marco na história do personagem e é reconfortante ver que James Bond comete vários erros durante o filme: se engana com os espelhos na persguição de carros, seu charme é ineficiente (e até mesmo inoportuno) com as mulheres da organização de Goldfinger. Um detalhe que eu achei interessante e só notei agora que revi o filme são os vários indícios de que a personagem Pussy Galore era lésbica. Tudo muito sutil, mas definitivamente presente.

Enquanto 007 Contra Goldfinger não resistiu ao efeito do tempo tão bem como outros exemplares da série, serviu para estabelecer vários marcos da série e do cinema, como o carro cheio de aparatos (dali em diante todo agente secreto teria um), o surgimento de Q e as cantadas em Moneypenny, o vilão clássico Oddjob e a excelente musica tema.









Este post foi originalmente publicado em The Groovers.

6 de setembro de 2010

17º Vitória Cine Vídeo

Ocorrerá de 6 a 11 de dezembro de 2010 o 17º festival oficial de cinema e vídeo do Espírito Santo. As inscrições estão abertas desde 25 de agosto e encerram dia 30 de setembro. Os vencedores do Troféu Marlim Azul, concorrem também a prêmios, em dinheiro, de até R$ 3.000,00. O evento apresenta a XIV Mostra Competitiva Nacional com vídeos e filmes de média e curta metragem em 16mm e 35mm, além do lançamento de longas metragens nacionais que não participam da competição.

O 17º Vitória Cine Vídeo é organizado pela Galpão Produções, com apoio do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA) e o Instituto Marlin Azul e tem como objetivo apresentar recentes realizações de cinema e vídeo do Brasil que contribuam para o desenvolvimento de curtas e médias metragens quanto à sua linguagem e forma de produção, além de promover o intercâmbio e estimular o desenvolvimento da produção audiovisual no Espírito Santo.

De acordo com o regulamento, concorrem "filmes de curta e média metragem em 16mm, 35mm e vídeos produzidos originalmente em qualquer formato, até 50 minutos de duração, digitalizados, preferencialmente em formato MOV com compressão/codec H264, ou em DVD, ou em seus formatos originais",  finalizados entre 2009 e 2010, e que não tenham participado de edições anteriores do Vitória Cine Vídeo.

O prêmios seguirão as seguintes categorias:
  • Melhor Filme Ficção 35mm-16mm: R$ 3.000,00
  • Melhor Filme Documentário 35mm-16mm: R$ 3.000,00
  • Melhor Filme de Animação 35mm-16mm: R$ 3. 000,00
  • Melhor Direção 35mm-16mm: R$ 1.500,00
  • Melhor Fotografia 35mm-16mm: R$ 1.500,00
  • Melhor Roteiro 35mm-16mm: R$ 1.500,00
  • Melhor Trilha Sonora 35mm-16mm: R$ 1.500,00
  • Melhor Montagem 35mm-16mm: R$ 1.500,00
  • Melhor Direção de Arte 35mm-16mm: R$ 1.500,00
  • Melhor Produção 35mm-16mm: R$ 1.500,00
  • Melhor Atriz: R$ 1.500,00
  • Melhor Ator: R$ 1.500,00
  • Prêmio do Júri Popular Filme: R$ 3.000,00
  • Prêmio do Júri Popular Vídeo: R$ 3.000,00
  • Melhor Vídeo Ficção: R$ 3.000,00
  • Melhor Vídeo Documentário: R$ 3.000,00
  • Melhor Videoclipe: R$ 3.000,00
  • Melhor Videoarte: R$ 3.000,00
  • Prêmio Pesquisa de Linguagem: R$ 3.000,00
Para melhores informações acesse o site do Festival. Fica a dica de um bom lugar para expor os trabalhos cinematográficos. Quer ter uma ideia de como foi a última edição? Confere aqui então, a 16ª edição.

Abaixo está o vídeo sobre o curta Nego Fugido, o mais premiado da última edição. Até a próxima.

3 de setembro de 2010

ESTREIAS: Nosso Lar; [REC] 2; Como Cães e Gatos 2

NOSSO LAR

E se de repente você acordasse e soubesse que não está mais vivo? É o que acontece com André Luiz em ‘Nosso Lar’, filme baseado na obra de Chico Xavier. A trajetória do médico bem-sucedido pelo mundo espiritual, que conta as dores, os medos, o sofrimento nos purgatórios, a passagem à cidade que leva o nome do filme e a percepção da verdade ao ver que a vida continua é o que conta a trama do filme dirigido
por Wagner de Assis.

O livro, psicografado através do médium Chico Xavier pelo espírito de André Luiz, o principal protagonista da história, tem orçamento de 20 milhões de reais e é a mais cara produção brasileira já feita. Espera-se que o público de brasileiro, consiga ultrapassar esse orçamento. A história parece ser bonita e emocionante. O trailer aguçou minha vontade de assistir: os efeitos técnicos parecem ser bem feitos e a fotografia muito bonita, mas não podemos dizer muito antes de assistir.

Segundo a crítica do site Omelete, é um filme que pode ser apreciado, sim e que “o Brasil pode sair do eixo comédia romântica, favela e drama". O que me interessou mais ainda a assistir o filme: fugir desse gênero o qual estamos todos acostumados pra mim é um incentivo às produções brasileiras. A crítica também aponta os pontos fracos do filme, que são até normais para aspirantes como nós, brasileiros, em termos de cinema.No entanto, as expectativas enxergam um grande passo para a nossa “evolução” cinematográfica.

Mesmo que você não seja espírita, deveria ver o filme para ter um entendimento de outro ponto de vista sobre "vida após a morte", ou "vida após a vida", mas principalmente para apreciar o quanto o cinema nacional tem potencial e está evoluindo.




REC 2 – Possuídos: A continuação do primeiro [REC], filme de zumbis que foi adorado no ano de 2008, em sua estreia, volta com a mesma trama, onde é registrada a morte brutal de pessoas isoladas dentro de um prédio.



COMO CÃES E GATOS 2:

Outra continuação que conquistou espectadores de todas as idades. dessa vez Kitty Galore bola outro plano maligno para derrotar de vez seus inimigos e mais ainda, acabar com seus ex-companheiros espiões. Ao perceberem a ameaça iminente, cães e gatos terão que se unir pela primeira vez para salvarem suas vidas.

1 de setembro de 2010

12 HOMENS E UMA SENTENÇA (12 Angry Men - 1957)

O post de hoje tem novamente a contribuição do Vinício Oliveira, do nosso blog vizinho The Groovers. Título obrigatório de qualquer cinéfilo, para estar do lado do sofá da sala de TV, 1001 filmes para ver antes de morrer, compilado por Steven Jay Schneider, é fonte de inspiração na hora de escolher um bom filme. A proposta do Vinício é tentar ver todos (?). À medida que ele for escrevendo sobre, nós vamos publicando por aqui também. Se você viu algum dos filmes da lista e quiser enviar para nós, fique à vontade. Eles estarão  também no  marcador Ver antes de morrer. Fala, Vinício!

"Bom, aqui está um exemplo de filme que eu não teria assisitido se não fosse o livro "1001 Filmes Para Assistir Antes de Morrer". A única outra menção que eu havia ouvido sobre esse filme foi em uma entrevista do Jô Soares com Peter Fonda, filho do Henry Fonda, que mencionava o quanto ele havia se impressionado com a atuação do ator nesse filme. Mas achei interessante a premissa do filme e decidi assistí-lo.

O que mais me impressionou é que todo o filme se passa em uma única sala, é em preto e branco, não dá nome aos seus protagonistas e ainda assim consegue prender a sua atenção do ínicio ao fim. Eu já passei pela situação de me "forçar" a assistir alguns clássicos mesmo achando algumas partes tremendamente chatas na expectativa de que o filme iria melhorar. Bom, esse não é o caso aqui, o filme simplesmente prende você do ínicio ao fim, sem grandes cenários, sem explosões, sem um elenco estelar (Henry Fonda é o único astro do filme).

O trunfo do filme é ter uma boa história e excelentes interpretações, especialmente Lee J. Cobb como o jurado nº 3. O que eu mais gostei do filme é a sensação de que a tarefa hérculea de Fonda, convencer 11 jurados da inocência de um rapaz em um caso onde as provas são quase irrefutáveis, não era meramente difícil mas sim impossível. Todos nós vamos ao cinema ou assistimos a um filme sabendo que é muito, mas MUITO provável que o herói vá triunfar no final e quando um filme consegue honestamente fazer você duvidar disso é sempre emocionante. É ainda mais surpreendente quando o filme consegue mostrar o triunfo do herói de uma forma realista, sem que o espectador possa usar a clássica frase: "Ah só em filme mesmo...".

12 Homens e Uma Sentença consegue apresentar todos esses méritos e o faz apostando na lógica das argumentações e no respeito com o espectador, somente um filme com essas características tão poderosas para continuar tão preciso e eletrizante mesmo mais de 50 anos depois de seu lançamento."

Este post foi originalmente publicado em The Groovers.

Pelo jeito, vale a pena conferir. Curtam o trailer abaixo.


Fica a dica também dos seguintes blogs com a opção de alguns belos filmes para download:

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