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25 de agosto de 2010

A ORIGEM (Inception - 2010)


Esperei um pouco o burburinho antes de ver o filme no cinema e agora tenho uma opinião melhor formada.

Quais foram até então os comentários que estão dando a volta ao mundo? Entre tantos, há o clássico "tá, mas não entendi", ou "será que vai ter continuação?"; algumas críticas mais sérias dizem que talvez seja necessário ver o filme mais de uma vez para pegar alguns detalhes e entender. Realmente, o filme ficou muito bom e merece ser visto mais de uma vez. Entretanto o filme não é tão complicado. Talvez seja, para quem for assistir só pensando em ver os efeitos especiais, como aconteceu com Matrix (o primeiro).

O filme aborda mais do que a possibilidade de entrar na mente e manipular sonhos, ele deixa isso claro no início.  O termo em inglês Inception, dá a ideia de início, origem, mas é usado quando algo influencia ou afeta a origem. E é disso que o filme trata, da possibilidade de andar através de níveis da consciência e até mesmo de atacar o subconsciente, alterando as certezas tácitas do indivíduo.

Apesar de a maioria dizer que o final é surpreendente, ele não o é. Quem é treinado a ver filmes complexos com boas sacadas para um final surpreendente, cria a expectativa pelo que não é óbvio e isso, então, se torna o óbvio. Obras primas como Os Outros (com Nicole Kidman), Sexto Sentido (com Bruce Willis) ou Seven (com Brad Pitt), deixam pistas do que será o final ao longo de toda a história. Fato é que a maioria das pessoas só conseguem fazer as conexões quando sabem o final e revêem o filme.
A Origem, nesse sentido, não deixa o final tão surpreendente, mas sem resposta mesmo, ou seja, o filme não explica o final. Ele deixa pistas sutis ao longo do filme para o espectador pensar: "ok, nessa parte que parece o mundo real, talvez também seja sonho", mas a última cena do filme é, na verdade, a última pista, quando deveria, enfim, explicar a trama. Não conto aqui o final para quem ainda não assistiu, para poder curtir o filme, mas com a cabeça mais aberta a essa discussão: O que é o real no filme?
No início do filme há duas cenas que me levaram a essa suspeita: O diálogo de Di Caprio com Michael Caine e outra cena em que o personagem de Di Caprio gira seu totem sobre a mesa empunhando sua arma na altura da cabeça.

Aberta a discussão, encerro dizendo que é um dos melhores filmes que já vi, com um roteiro extremamente bem estruturado e com elenco maduro. Leonardo Di Caprio está cada vez melhor depois que perdeu o estigma de queridinho e bonitinho, Hellen Page não é mais uma promessa do cinema, já é uma estrela, além do elenco de apoio que conta com Michael Caine, que nunca falha. As direções de fotografia e arte são características do filmes de Nolan, ou seja, perfeitas. Os efeitos especiais são simplesmente excelentes.

Acredito que o título em português fará jus à trama; suspeito que seja apenas a origem... tomara!

Vale muito a pena. Comentem!

Até a próxima.

@joaocolombo

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