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24 de fevereiro de 2008

JUNO (Juno, 2007)

Mantendo o ritmo, resolvi falar do filme que vi hoje, antes da premiação do Oscar, sendo este um concorrente com melhor atriz, melhor direção, melhor fotografia e melhor roteiro original.

Com a jovem atriz Ellen Page no papel de Juno, o filme traz uma trama adolescente, porém sem ser apelativo... é um drama alternativo, com boas pitadas de humor. Não é o tipo de filme que atraia os adolescentes, porém, pelo estilo infantil usado na produção, ele conseguiu atrair um bocado de gente nos EUA, iniciando agora aqui no Brasil. Não chama a atenção para adolescentes, principalmente porque não tem as palhaçadas dos típicos pastelões ou pornô-chanchada, além do fato de tratar, com delicadeza, de um drama muito comum entre adolescentes, a gravidez indesejada.

Como nos Estados Unidos o aborto é permitido (e fácil de se conseguir), Juno vai a uma clínica para abortar, mas desiste e resolve tentar achar um casal que queira adotar seu bebê. Após encontrar o "casal perfeito", ela vive o drama de sua situação, digamos, mal resolvida com o rapaz que a engravidou - um nerd que é seu melhor amigo e que ela se aproveitou para transar quando estava simplesmente entediada.

Para mostrar que o mundo não está tão perdido, ela sempre conta com o apoio da melhor amiga, do pai e da madrasta. Juno tem 16 anos e sempre mostra ser uma garota altruísta e independente, mas, à medida que a trama se desenrola, ela percebe, sem admitir, como é indefesa e imatura.
A história não tem nada de mais, nem chega a ser triste, mas percebe-se nas entrelinhas que, entre os personagens, há sempre uma desconfiança ou uma intenção obscura, em cada olhar, em cada gesto. Esse é o barato, o filme cria essa expectativa do "vai-ou-não-vai" em cada cena.

Assistam e divirtam-se! Esse vale cada minuto e cada centavo.

Até a próxima.


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